Delícia de Infância


É quando você tem menos de um metro de altura que seus pais te colocam pela primeira vez em frente a uma televisão e, ao som de “When you wish upon a star”, um castelo é construído e uma estrela forma um semicírculo por detrás dele. Começa mais uma animação da Walt Disney Pictures.
Ok ok, talvez eu esteja fazendo esse texto embalada pelos últimos dois vídeos do Canal Nostalgia* (sobre a Disney e sobre a Pixar), seria feio negar. Mas não é isso que importa. Os vídeos só serviram para reavivar a minha memória sobre quão importantes alguns desses desenhos foram na minha formação.
“Nooossa, Luiza, que exagerado dizer que essas animações influenciaram na sua formação”, diria o caro leitor que pouco conviveu com a Disney em sua infância. Pois eu tenho vários argumentos para provar o contrário aos descrentes!

As princesas por exemplo, me ensinaram as mais variadas lições: a doce Branca de Neve me ensinou a tomar cuidado com estranhos, mas ser gentil com as pessoas; a encantadora Cinderella me ensinou que é possível realizar alguns sonhos, mesmo que tentem te impedir; a inteligente Bela me ensinou que as aparências não são o mais importante. Algumas delas me ensinaram com o conjunto da obra: aprendi com “A Bela Adormecida” que o amor é mais forte que qualquer combinação, e que é preciso coragem para alcançá-lo (ah, Príncipe Felipe! *.*); aprendi com “Mulan” que a família vem sempre em primeiro lugar, e que talvez o fato de você não se encaixar nos padrões seja justamente o que te torna especial…
Mas não foram somente as princesas que me trouxeram valiosas lições. “O Rei Leão” me mostrou a lidar com seus medos e enfrentar o passado; “Aladdin” me mostrou que o dinheiro não compra amor nem felicidade; “Pinóquio” me mostrou o quão errado é mentir, e também me convenceu a acreditar nos meus sonhos; “Peter Pan” me mostrou que por mais doloroso que seja, é preciso crescer; e “Mogli” me mostrou que é preciso manter um balanço entre a ordem e a diversão.
Alguns filmes acabam por repetir lições que já nos foram transmitidas por histórias citadas anteriormente, mas de modo diferente e tão mágico quanto! Podemos relacionar “Mulan” com “Dumbo”, “Aladdin” com “A Dama e o Vagabundo” e “Aristogatas” e “A Bela e a Fera” com “O Corcunda de Notre Dame”. E até os filmes mais recentes, como “Tarzan”, “Lilo e Stitch”, “Irmão Urso” e “A Nova Onda do Imperador”, por exemplo, deixaram algumas mensagens valiosas.

Como se não bastasse tudo isso, há um capítulo a parte para a genialidade da “Pixar Animation Studios”. Além de ser o maior estúdio de animação 3D da história, os enredos dos filmes são, por vezes, até adultos demais para um suposto “filme infantil”.
Quais de nós não se perguntaram se nossos brinquedos não ganhavam vida quando saíamos? (Eu inclusive tentava me esconder pra ver se eles não me percebiam ali e começavam a andar e falar hahaha). E quantos não choraram com aquele final SACANA da trilogia? (Eu falo sacana, mas acho lindo e choro toda vez que vejo hahaha). Impossível não torcer pelo sucesso de Flik e sua companhia (de circo), não amar a amizade entre a Boo e seu gatinho, não falar baleiês de vez em quando** ou não torcer para que Marlin encontre logo seu filho. Impossível não gostar de todos os membros da família incrível, não rir com as idiotices de Matte, ou não querer provar o famoso Ratatouille de Remy. Emocionantes também são as histórias de amor entre Wall-e e Eva, e Carl e Ellie.
A Pixar me tocou das mais diversas formas e trouxe alguns dos mais belos ensinamentos. A amizade que nasce na adversidade no primeiro Toy Story. A demonstração de como inteligência e companheirismo aliados podem vencer batalhas que pareçam invencíveis, em “Vida de Inseto”. O medo do futuro, e o quão importante é aproveitar os pequenos e doces momentos, em Toy Story 2. O relacionamento doce e protetor que se pode ter com com quem era visto como “inimigo” em “Monstros S.A.” . A importância de uma relação pai-e-filho, discutindo inclusive questões como “até onde devemos prender nossos filhos?”, em “Procurando Nemo”. A abordagem da solidão até o encontro com o amor, em “Wall-e” (além do lado ecologicamente correto). A dificuldade em lidar com perdas e seguir em frente, com “Up”. Toy Story 3 e… bom, leia meu texto “O tempo vai passar” aqui. Além dos filmes aos quais você pode assistir somente pelo entretenimento.
“Mas Luiza, todas essas lições que você aprendeu com a Disney não foram ensinadas em casa pelos seus pais?”. Sem dúvida! No entanto, é impressionante como algumas dessas imagens são assimiladas com maior intensidade quando assistimos a essas deliciosas animações e decoramos as músicas (sei várias delas até hoje).

Então aqui fica meu singelo “OBRIGADA” aos estúdios Walt Disney por colaborarem para que minha infância tivesse esse gostinho delicioso que eu sentia (e ainda sinto) toda vez que me sentava num sofá pra ver mais um filme.

*Eu recomendo que vocês acompanhem o canal do Felipe, é MUITO bom, sério!
**Complete a frase: P. Sherman…

As imagens, eu peguei aqui, aqui e aqui.

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