Let’s get into all kinds of trouble

Ainda preciso de uma máquina do tempo pra agradecer pessoalmente ao agente do Queen por trazê-los pra cá pela primeira vez em março de 1981. Foi a grande sacada! Trazer artistas para o Brasil rendia uma boa quantia de dinheiro e alegrava demasiadamente os fãs, fazendo com que consumissem mais e esperassem ansiosamente por um novo show.
Pois bem, é verdade que o grande mito de distância entre um ídolo e fãs diminuiu bastante com a era digital. Nós nos sentimos amigos íntimos do nosso ídolo: sabemos de todos os detalhes da vida dele, acompanhamos os tweets, as fotos, as novidades. Outra coisa que praticamente desapareceu com o advento da tecnologia (mas que o governo americano quer regredir com SOPA/PIPA) foi a compra de mídia, principalmente a física. Então por que os shows ainda fazem grande sucesso e são a maior fonte de renda dos artistas?
A resposta é simples: quando vamos a um show, sentimos a emoção de estarmos próximos do nosso ídolo. A gente sabe que não vai acontecer, mas parece que o fato de eles estarem ali significa que todo o nosso amor e todo o conhecimento que temos sobre eles se tornam parcialmente recíprocos. Eles estão ali, a metros de nós, e podemos ver suas emoções, suas expressões a cada ação da plateia.
Eu não conhecia essa emoção por completo, não até ontem. Sim, eu já tinha ido a quatro shows antes de ontem. Mas assistir o show de longe, do telão, não tem o mesmo efeito. É bom? Muito! Mas a única sensação gostosa é a de ouvir as músicas que tanto amamos ao vivo e saber que eles estão lá, sem vê-los.

E foi nessa quarta-feira chuvosa, dia 18 de janeiro de 2012, que eu me desloquei até o outro lado da cidade pra ver o meu cantor favorito tocar ao vivo na nova turnê. Antes de mais nada, meu pai é um lindo! Ele fez o esforço de me levar até lá e ficar comigo em pé durante aproximadamente 3 horas, mesmo não sendo grande fã do James Blunt (TE AMO, PA!)! Enfim… Chegamos ao Credicard Hall uns 40 minutos antes do show, graças ao trânsito maravilhoso de São Paulo e à distância entre o estacionamento e o local de entrada. Felizmente, ainda assim peguei um lugar muito bom, pena que do lado errado…
*Recado pra quem chega muito atrasado em shows: é uma falta de respeito você querer se meter super na frente, atrapalhando aqueles que chegaram antes de você. Se a pessoa está naquele lugar, provavelmente é porque ela chegou num horário insano, mas que condiz com a posição dela. Ninguém gosta de quem entra por último no trem e quer ocupar o lugar na janelinha que o outro conquistou, just saying*
Depois de quase meia-hora de atraso, aquele homem maravilhoso entrou no palco, deixando toda a mulherada histérica (inclusive eu, claro)! Não me atrevo a colocar vídeos aqui, porque infelizmente eu cantei junto. E ele conseguiu fazer com que todo o Credicard Hall parecesse uma catarse, não em You’re Beautiful, mas em Carry You Home e Same Mistake! Mas eu nem ligava, eu cantava todas! Só não levei o verso “I’m screaming at the top of my voice” (“Grito à plenos pulmões”) tão ao pé da letra que nem um garoto que estava do lado do meu pai…

Tem alguém que ainda tá lendo? Owwwwn, que bonitinho você!
Apesar do calor INFERNAL que fazia naquela pista, eu não me incomodava. Eu ignorava o calor e não sentia qualquer tipo de dor nem de cansaço, a adrenalina não permitia! E coomo eu gritava! Saí de lá com a garganta seca, implorando por um copo d’água. As fotos? Tirei 115! Mas “só” 94 realmente prestaram (btw, câmera, você é uma linda!). Se minhas tias tivessem me contado antes do “caso da aniversariante” que aconteceu no show de Porto Alegre, juro que eu teria antecipado meu aniversário em quase 4 meses num cartaz!
E então veio “I’ll Be Your Man”, minha favorita do novo álbum! E oi, ele PULOU NA PLATEIAAAAAAAAAAA só que do lado errado! ¬¬ Sim, caros leitores, ele foi carregado pelo lado esquerdo da plateia, sendo que eu estava no direito! E assim que ele voltou pro palco, várias mãos femininas (incluindo as minhas) do lado direito da pista premium imploravam pra ele pular em nós sobre nós também, e o desgraçado só riu!
Mas que seja, valeu MUITO A PENA! FOI PERFEITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Sem mais!

P.S.: pretendo aparecer aqui muito em breve, dia 22, porque é aniversário de 3 aninhos de um certo blog, mas o dia vai ser corrido, então não garanto nada!

5 comentários sobre “Let’s get into all kinds of trouble

  1. Luuuuuuuuuuuuh *-* poxa, se eu morasse em sp ou pelo menos perto eu teria implorado pra ir.. #mimimi SHUAISHAUHUAi’ mas enfim, EU AMEEEEEEEEEEI o título do seu post.. hahaha e eu não sabia que I’ll be your man era sua favorita do album *nome do meu tumblr, oi!*. eu não sei definir minha favorita, mas acho que fica entre I’ll be your man e So Far Gone.. haha poxa, eu adorei seu post, adorei as fotos e que bom que você se divertiu *-* quem sabe um dia eu vou, né? hahah *sonho!*

  2. Gente. Vocês vão muito em shows, eu só fui em uns 2 ou 3 a vida toda rs…
    De qualquer forma, sei bem a emoção de estar pertinho assim de um ídolo… só que a diferença é que eu tinha 13/14 anos e chorava/gritava/esperneava de emoção *shame on me*
    E um VIVAAAAAAAAA pro seu papy que enfrentou tudo isso contigo =D

  3. Pingback: Call the police and the firemen | Miniature Disasters

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