British Invasion

“Won’t you pleeeeeeease, please help me?” Em 1960 surgia, na Inglaterra, uma banda que revolucionaria o cenário musical, até então dominado só por artistas solos, particularmente estadunidenses, como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, que ainda que tivessem uma banda, sobressaíam-se. Formado por John Lennon, Paul McCartney (que não morreu, só foi buscar uma “cartney” no correio*), George Harrison e Ringo Starr, os Beatles chegavam para afirmarem-se não só como uma BANDA britânica, mas também como um fenômeno MUNDIAL, quebrando ligeiramente a hegemonia dos solistas norte-americanos.
Apesar da atenção central nas figuras de Paul e John, os Beatles eram seguramente uma banda. O mesmo acontecia com uma banda que surgiu pouco depois, em 1962, que tinha as atenções centradas em Mick Jagger, mas era uma grande banda: The Rolling Stones. E com esses dois grupos, a Inglaterra mostrava ao mundo que tinha grandes talentos musicais (especialmente para o rock ‘n roll)! E começava a chamada “invasão britânica”.
Ainda na década de 60, surgiram bandas que, de algum modo, ainda influenciam a música. São alguns exemplos: The Who, com a clássica Tommy: A Ópera Rock; The Animals, imortalizada pela grande “House of the Rising Sun”; Led Zeppelin, grande Led Zeppelin, que fazia combinações de blues com rock e originou clássicos como “Stairway to Heaven” (que atire a primeira pedra quem não conhece essa música) e “Kashmir”; e Pink Floyd.
Ao mencionarmos o Pink Floyd, já entramos parcialmente na década de 70. Apesar de o grupo ter surgido em 1967, o sucesso veio na década de 70: o grande surgimento do rock progressivo, com grandes sucessos como “Another brick in the wall” (ah, o hino dos estudantes!), “Money”, “Time”. Rock este que também seria desenvolvido pelas bandas Genesis e Jethro Tull, também formadas em 1967, e por Yes, formada um ano depois. Também em 1970, algumas bandas britânicas dominaram o cenário punk, como Sex Pistols, com sua “God Save the Queen”, atacando a coroa inglesa; e The Clash, com seu emblemático “London Calling”.
Ainda nessa década, não podemos deixar de citar a que foi considerada uma das melhores bandas de todos os tempos: Queen! Com Freddie Mercury e sua voz operística, conquistou milhares de fãs ao redor do mundo (vale citar a clássica “Bohemian Rhapsody” dos inúmeros clássicos do Queen). Além de todas essas, temos também Black Sabbath, que foi o grande estopim do movimento heavy metal**, continuado por outros grupos britânicos como Iron Maiden e Motörhead.
Em 1980, ocorreu um novo boom de bandas britânicas! Citando algumas: Duran Duran, e sua viciante “Save a Prayer”; Tears For Fears, e a cativante “Everybody wants to rule the world”; Depeche Mode, e a clássica “Enjoy the Silence”; The Police, que acabou prematuramente, e apesar de os integrantes terem tentado carreira solo, ficaram marcados por sucessos como “Every Breath You Take” e “Message in a Bottle”; Dire Straits, e as inesquecíveis “Money For Nothing” e “Sultans of Swing” – vale ressaltar o BRILHANTE solo de guitarra da segunda; U2, das adoráveis “Sunday Bloody Sunday”, “Pride”, e a deliciosa balada “With Or Without You”. Além destes, tivemos artistas como David Bowie, com sucessos como “Let’s Dance” e “China Girl” e Elton John, cujo grande auge foi verdadeiramente nos anos 70, com álbuns como “Empty Sky”.
Na década de 90, temos o aparecimento da banda The Cranberries, com músicas emblemáticas como “Linger” e “Zoombie”, além do movimento britpop. O Britpop trouxe bandas que até hoje são de grande impacto no cenário musical, como Oasis, que hoje divide-se em “Beady Eye”, a facção comandada por Liam Gallagher, e “Noel Gallagher & The High Flying Birds”, mas ainda perdura no imaginário dos amantes da música com “Wonderwall”, “Don’t Look Back In Anger” e “Stop Crying Your Heart Out”; e Radiohead, de sucessos como “No Surprises” e “Weirdo”.
Em 2000 assistimos à continuação do Britpop, com bandas como Coldplay (melhor eu nem recomendar músicas, porque vou citar a discografia <;3); Muse, das grandes “Hysteria”, “Starlight” e Supermassive Black Hole”; e Snow Patrol, com as mágicas “Open Your Eyes” e “Chasing Cars”. Alguns outros artistas também apareceram, como James Blunt (também prefiro não recomendar músicas <;3); Robbie Williams, das carismáticas “Feel” e “Angel”. Podemos presenciar também o surgimento de boy bands britânicas, como é o caso de The Wanted, com o hit “Glad You Came” e a fofa “Warzone” e One Direction, fenômeno adolescente, com as românticas “What Makes You Beautiful” e “One Thing”.***
Mas e as mulheres? Até agora elas apareceram na presença de Dolores Burton, a vocalista do The Cranberries. Mas já em 1990, as mulheres apareceram em peso com o grupo “Spice Girls”, que fez um enorme sucesso com o público internacional. Após o término das Spice Girls, elas só voltaram a ter grande espaço na música britânica com artistas como Lily Allen, fofíssima na melodia, mas agressiva na letra, vide “Smile”; Kate Nash, que tem um estilo bem parecido com o da anterior; Amy Winehouse e sua grande voz, e mais recentemente, Florence Welch, do grupo Florence & The Machine, mais conhecida pelo hit “Dog Days Are Over” e Adele, que ganhou os seis grammys aos quais concorria na última edição da premiação e tornou-se fenômeno internacional.****

UK is the right place for music!

*não, eu não estou louca. Eu sei que só o John e o George morreram. Entenda o que eu quis dizer aqui

**podem falar o que quiserem, eu NÃO considero o Led Zeppelin como heavy! Nem o próprio Robert Plant considerava!

***Essa eu dedico pra minha bff Lígia!

****adendo Luizístico: temos também a KT Tunstall, que eu amo de paixão, mas quase ninguém conhece… comece por “Suddenly I See”, que é o grande hit da cantora e siga em frente, você vai se surpreender!

P.S.: Sim, não deu pra abordar todas as bandas. Eu sei. Também sei que não deu pra me estender muito na explicação dos estilos, porque a quantidade de bandas foi, ainda assim, absurda. PROMETO que um dia volto ao tema e me alongo mais nos estilos musicais do rock ’n roll!

2 comentários sobre “British Invasion

  1. oi luh!
    adorei o post… com pequenas exceções, eu conheço todas as bandas e artistas que tu citou… mas o mais engraçado de tudo é que nenhum deles nunca me chamou tanto a atenção. claro, tem os beatles, que eu adoro e acho que é difícil alguém não conhecer e não gostar! mas tipo, apesar de conhecer algumas músicas das outras bandas/artistas e de gostar do som, não chegaram a ser meus ídolos, sabe? nenhum deles… óbvio que tem algumas que eu gosto mais do que outras (tipo coldplay, james blunt, kt tunstall, snow patrol, florence and the machine), mas nenhuma que tenha ganhado destaque no meu coraçãozinho (de todas as que tu citou, coldplay ainda é a que mais significa pra mim)… bom, e daí teve a adele ano passado, né? que nem preciso dizer que mudou minha vida, né? apesar de conhecer ela desde 2009, ano passado ela entrou de mala e cuia na minha vida e chegou pra ficar de vez… acho que resumindo: sei que tem grandes artistas britânicos, todos muito talentosos e tudo mais, mas nenhum deles significou mais do que adele pra mim… adele é só amor! amo muito!❤
    beijo, beijo!

    • É engraçado você falar isso, porque a maioria dos meus artistas favoritos são britânicos! 4 das minhas 5 bandas favoritas e meus 2 cantores favoritos! Hahahaha, somos opostas…
      Adele é amor! Eu ainda preciso do 19, eu só tenho o 21… ela canta muuuuito!

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