Resenha: O Primeiro Amor/Flipped

Em algum dia de janeiro, por volta das duas da manhã, eu vi um trecho de um filme que me parecia interessante, mas não tive tempo de vê-lo por completo (principalmente levando em conta que boa parte da história já tinha transcorrido). Esqueci-me de procurar, até que dias depois meu pai veio comentar do filme e disse que tinha gravado, porque achava que era um filme que eu gostaria. Gostaria? Eu adorei! E, de quebra, comprei o livro que deu origem ao filme, e prometi pra mim mesma que quando terminasse o livro, viria fazer uma resenha pra vocês. Bem, aqui estou.

Apesar de não ser uma ideia muito lógica, começarei pelo filme, porque quero me aprofundar sobre livro, além de fazer algumas advertências sobre este.

O Primeiro Amor (Flipped) – 2010

Sinopse: O filme conta a história de dois vizinhos, Julianna Baker e Bryce Loski. Na primeira vez que Juli viu Bryce, ela caiu de amores. Ele, em contrapartida, fugiu dela o máximo que pôde. À medida que os anos passam, acompanhamos a mudança nas perspectivas de ambos sobre si mesmos, além da visão que passam a ter um do outro e de suas famílias.

Avaliação: Primeira coisa que preciso fazer é elogiar Rob Reiner por ser tão fiel ao livro. Lógico que sempre tem algumas omissões de coisas abordadas no livro, bem como pequenas mudanças aqui e ali. Mas Rob conseguiu criar os Loskis e os Bakers bem de acordo com o que o livro nos traz (exceto pela aparência de Bryce e família). Além disso, achei muito válida a adaptação da história para meados dos anos 60. Aproveito também para elogiar as atuações: todas divinas! É um filme que vale a pena ver, não importa que idade você tenha, nem se você goste ou não de “filmes teen”. A história é bem mais densa do que parece ser.

Flipped – Wendelin Van Draanen – 2001

ATENÇÃO: antes de se empolgar com o livro, devo informar-lhes de que, por mais que meu pai procurasse, não achamos o livro em português. O livro só está disponível pra importação, em INGLÊS, antes que venham me bater dizendo “poxa, eu fiquei todo(a) animado(a) pra ler e só tem em inglês, sou péssimo em inglês”.
Ah, o livro! Aaaaah, o livro! De-li-ci-o-so! Daquele tipo que dá dó quando chega à última página. Daquele tipo que você lê facilmente em um dia e depois fica sentindo um vazio quando acaba.
“Ah, você tem 16 anos, é uma adolescente, tá explicado o motivo de ter gostado do livro”. Não, caro amigo. Isso é um erro.
Pra começar, o livro tem dois narradores. Você não fica só com a visão do Bryce, ou só com a visão da Juli. Você tem a visão de ambos, cada um a sua forma: ele mais sarcástico, ela mais poética. Essa coisa de narrador duplo me agrada desde 2007, quando devorei em mais ou menos 7 horas as 175 páginas de “Desenhos de Guerra e de Amor”, de Flávio de Souza. Acho uma DELÍCIA você poder acompanhar os pensamentos de cada um dos protagonistas. Acompanhar as dúvidas, os anseios, o modo de ver a vida e de enxergar um ao outro, os acontecimentos vistos de duas perspectivas diferentes. Lógico que esta fórmula não é válida para todos os romances: alguns deles perderiam o charme se tivessem um narrador duplo, como é o caso de Dom Casmurro, que precisa da subjetividade de Bentinho pra se tornar tão… perfeito!
Juli é uma grande garota: inteligente, carismática, gentil, generosa. Ela só tem um defeito: ser obsessiva! Mas ela é uma personagem apaixonante, assim como toda a família Baker.
Bryce é um garoto que ainda está aprendendo a ser um grande garoto. E sinceramente? Eu me divertia demais com as tiradas sarcásticas dele, que são muitas! Bryce comete vários erros durante a narrativa, mas vai aprendendo não só com os seus, mas com os de sua família também, além de contar com a sabedoria de seu avô Chet.
O livro não é mais uma dessas “comédias românticas adolescentes babacas”. É intenso, é diferente, é bonito e faz você pensar!
Bom, eu não tenho muito mais a acrescentar: o final é brilhante, e o livro como um todo é maior do que a soma de suas partes.

*A primeira foto eu peguei aqui.

13 comentários sobre “Resenha: O Primeiro Amor/Flipped

  1. oie luh! tudo bom?
    fiquei curiosa para ver o filme e ler o livro… gosto desses romances bonitinhos e, pelo o que tu disse, o livro é mais do que isso, né? já anotei o nome no meu caderninho e vou comprar assim que der! adorei a dica…🙂
    beijo, beijo!

  2. QUERO MUITO LER ESSE LIVRO! tava procurando pra comprar aqui, mas só tem em inglês *decepcionada* . Vou tentar baixar e ler assim mesmo. Não tem onde compra no Brasil não? nem em inglês mesmo?

    • Meu pai procurou a versão em português em sites de editoras. Depois a gente procurou no google, e parece que ela simplesmente não existe. Mas continue tentando, talvez você ache! Boa sorte ^^

  3. eu assite o filme é muito bom tem a visao dois personagens gostei muito queria muita que tivese o livro em PT mais pelo que to vendo nao deve ter mais é uma linda historia gostei muito .esse filme meche muito e é muito interessante kk ja agendei pra assite denovo.

  4. Eu vi o filme e nem sabia que era uma adaptação de um livro e me apaixonei fazia muito tempo que não via um filme tão bonito e tão apaixonante como este. Concordo plenamente com vc quando diz que não é mais uma “comédia romantica adolescente babaca” .É um filme que tem uma boa história e nos faz pensar. maravilhoso adorei.Quero ler o livro.

  5. Oie, o filme é lindo mesmo já tinha assistido a um tempinho e agora fiquei sabendo do livro! Ele é fácil de ser lido em inglês mesmo pra quem não tem um nível elevado de inglês? Pois acho que vou me aventurar nessa leitura, beijos e parabéns pelo blog.

  6. Pingback: TAG/Meme: Sentimentos Literários | Miniature Disasters

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