Ei, Maria, pra onde você tá indo?

Engraçado, alguns movimentos do passado sempre me causaram a ideia de que, naquela época, era chato ser parte da grande maioria. Lógico que tais movimentos (como o hippie, o punk, o grunge) representavam a minoria, mas já era alguma coisa. O divertido da vida não era ser igual a todo mundo, seguir um padrão, ser comum: legal mesmo era ser parte do incomum! Principalmente porque as pessoas não se encaixavam direito nos grupos pré-existentes, e sentiam a necessidade de se libertarem, de serem elas mesmas, procurando criar grupos novos, hábitos novos, revolucionários.
Mas me parece que hoje em dia houve uma padronização dos costumes. Vemos várias duplicatas por aí, vários clones. A originalidade sumiu. As pessoas estão todas dentro da caixa, e não vejo ninguém com predisposição a sair. Há uma necessidade cada vez maior de ser aceito.
Acho graça nas pessoas procurarem o igual apenas para adquirir um status. O popular é o legal, não é?! Só que muito do que é “popular” hoje pode se tornar o “superestimado” de amanhã. E você se tornará apenas aquele que nunca teve opinião própria, que sempre foi uma “Maria vai com as outras”, enquanto aquilo que era impopular hoje, pode muito bem se tornar o “subestimado” de amanhã.
Na verdade, eu acho que a grande sacada é você fazer o que te deixa feliz, seja lá o que isso for. Fingir que gosta de sertanejo universitário só pra agradar a galerinha, quando seu coração é metaleiro? Se vestir com color blocking porque tá na moda, mesmo achando colorido muito brega? Dizer que odeia “Crepúsculo”, quando no fundo, você queria um Edward pra você? Ceder às pressões e fazer apressadamente (e erroneamente, diga-se de passagem) algo que talvez não fosse o momento certo? Sabe qual é a única coisa pra qual tudo isso vai servir? Para te deixar infeliz!
Ouça seu AC/DC, ou seu Restart, ou seu Luan Santana! Vista o que quiser, leia o que quiser, assista o que quiser! Com todas essas Marias seguindo umas as outras, o caminho está congestionando! Vai ter sempre alguém que vai gostar de você, não importa como você se comportar!

Ei, Maria… siga o seu próprio caminho! Aposto que a vista será bem mais bonita!

“People moving all the time inside a perfectly straight line. Don’t you wanna just curve away?”

Esse texto foi escrito em novembro do ano passado e eu acabei deixando de lado. Mas como parece que esse tema é recorrente no meu cotidiano, resolvi publicar. Não, não sou uma hipster nem nada do gênero. Se você gosta das coisas que são populares, VÁ EM FRENTE, e não dê ouvidos a críticas! ^^

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