Camiiiiiinho da roça

Eu me lembro de quando eu tinha metade da altura do meu pai e eu ia dançar quadrilha com aquele vestidinho brega e retalhado de caipira. Eu olhava pros mais velhos saindo da quadra, dando risada e se divertindo, pulando uns em cima dos outros, as meninas de bigode feito com maquiagem e camisa larga, os meninos usando uma versão bem maior do vestido que eu usava na data. Meus olhinhos brilhavam, achando aquilo tudo tão diferente… eu não sabia o que queria dizer, mas achava divertido.
Lembro depois de ter uns 12/13 anos, assistindo os ensaios gerais da festa junina e dando muita risada com a famosa quadrilha do terceirão, que agora não era mais trocada, mas sim temática. Eles entravam e interrompiam a famosa música caipira que toca durante o interminável caminho da roça com músicas famosas do ano em que estavam. E eu sonhava com a minha vez de dançar.
E, quem diria, chegou! E a decisão foi toda um parto: o tema – música, as roupas, os artistas, as músicas que seriam encaixadas nos pontos chaves da quadrilha. Os ensaios, que foram tantos, e todos muito cansativos. As reviravoltas, as mudanças. As coreografias de última hora. As entradas de cada artista/dupla/banda, que nos deixaram com um medo e com um nervoso que chega a ser difícil de explicar com palavras.

Mas sabe por que deu tudo ABSURDAMENTE certo? Porque boa parte das pessoas ali se conhece no mínimo há três anos, sem contar aquelas que se conhecem desde a pré-história das nossas vidas. Porque a gente se divertia e se maravilhava com as apresentações e com as caracterizações de cada um, mesmo que já tivéssemos visto aquilo umas quatro vezes. Porque mesmo quando a gente errou, a gente levou numa boa e deu risada. Porque nossos professores aceitaram participar e fizeram a nossa alegria.
E sabe por que deu tudo tão certo pra mim? Porque eu tinha um amigo pra me acompanhar. Um amigo que aparecia feito sombra nos ensaios, pouco antes da gente entrar; que diria que “frio é psicológico” se eu contasse pra ele que, dado certo ponto da quadrilha, depois de todo o nervosismo ter ido embora, o vento batia com tudo no meu braço; que ria da minha cara porque oi, eu tava nervosa nos ensaios e travada pra dançar (aliás, somos dois dançarinos natos); do qual EU podia rir e me vingar quando ele tentava abaixar pra fazer aquele passo difícil de funk carioca. Ou, pra resumir, só um amigo! Essa era a graça disso tudo: mesmo todos sendo companheiros uns dos outros, cada um pode dividir a loucura daquilo tudo com um(a) parceiro(a).

OBRIGADA, TERCEIRÃO! Eu ADOREI trilhar esse caminho da roça com vocês!
E OBRIGADA, Maurício, ou melhor dizendo, Didi! Por tudo! Mesmo!
E pra homenagear vocês…

“Não vou chorar, nem vou me arrepender.
Foi eterno enquanto durou,
Foi sincero nosso amor
Mas chegou ao fim…”

Onde está Wally?

Rihanna e Chris Martin

3 comentários sobre “Camiiiiiinho da roça

  1. * mimimi, seu blog me odeia! nunca envia meu comentário >< *

    Deixando isso pra lá (pq quem mimimiza é Tatyenne), invejei sua escola por fazer algo tão legal assim pros terceiranistas… na minha tínhamos apenas a presentação todo final de ano num teatro tradicional daqui de Junds. Era muuuuuito bacana… não pelo "espetáculo" em si (cada sala fazia uma apresentação, fosse dança, teatro ou qualquer outra coisa), mas muito mais pelos bastidores, era uma delícia!

    P.S.: tu acredita que ainda não ouvi esse música do Coldplay? =X SHAME ON ME!

    http://belivs.blogspot.com.br

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