Resenha: Ghost Stories

Oi, minha gente!
Tudo bom com vocês?

O Miniature Disasters completou cinco anos em janeiro e desde 2009 vocês vêm acompanhando algumas das minhas paixões musicais. Até o layout (ou leiaute, como diria alguém que eu conheço) do blog já foi 100% inspirado pelo clipe de Life in Technicolor ii e pelo show do Coldplay – o de 2010, da era Viva la Vida, porque né ¬¬’…
Pois bem, desde então essa banda mal-educada-que-cancela-turnês (não, ainda não superei) lançou dois álbuns: o Mylo Xyloto em 2011 (cuja resenha você pode ler aqui, alertando que algumas das minhas opiniões mudaram de lá pra cá), e o Ghost Stories esse mês! E já que eu fiz uma resenha pro MX, por que não fazer uma pro GS? Pois bem, aqui vai!

Primeiro, alguns esclarecimentos: a versão “original” do álbum tem nove músicas. Maaaaas-porém-contudo-todavia-entretanto, o Coldplay lançou uma versão exclusiva pra loja de departamentos Target com três músicas a mais. Vou analisar as duas versões. “Como assim?” Bom, vou dar um parecer sobre o álbum apenas com as nove músicas iniciais e depois com as três da versão deluxe. “Mas faz diferença, Luiza?“. Faz, sim, acreditem. E dessa vez vou comentar um pouco mais as letras (oi, álbum pra Gwyneth Paltrow) e vou abolir o esquema de dar notas pras músicas. Porque eu quero.
Então senta que lá vem muito texto!

1- Always in My Head:
O álbum começa muito bem com uma espécie de interlúdio feito por um coral. Depois, ouvimos a música em si. AIMH é uma das músicas do álbum em que mais se nota a participação da guitarra do Jonny, embora de modo meio repetitivo. O maior destaque está mesmo na voz do Chris e no baixo do Guy. A bateria do Will, no entanto, fica bem comum (algo bem frequente durante o álbum todo). A letra é bonita e bem escrita, fugindo do clichê das letras de amor que sempre ouvimos por aí.
P.S.: atenção toda especial para o backing vocal da primeira estrofe que é feito pela Apple, filha do Chris.

2- Magic: 
Ai, música que divide meu coração. A letra é comum, o refrão é repetitivo, mas a voz do Chris tá estupenda. Quanto ao resto da melodia, acho a primeira parte da música bem simples, coisa que outras bandas também fariam. A bateria eletrônica do Will durante quase toda a música também incomoda um pouco. Mas do segundo refrão em diante, a melodia vira outra coisa e adquire o toque mágico (oi, trocadalho do carilho) característico do Coldplay.

3- Ink: 
Como não amar Ink? Uma letra muito bem pensada, backing vocal do Will, uma melodia leve  com bastante teclado (adoro o fato de meus meninos serem todos multi-instrumentistas❤ ), a bateria com a participação bem dosada, tudo encaixou direitinho na música, mesmo com a guitarra quase ausente.

4- True Love:
True Love funciona como delicioso recheio de um sanduíche muito bem composto. Fazendo a integração perfeita entre Ink e Midnight, True Love traz uma melodia quase tão agridoce quanto sua letra. Aliás, essa letra foi um tapa na minha cara: pensei que teríamos uma letra melosa e clichê assim que li o nome. Longe disso, a música é dolorida até mesmo nos pequenos detalhes, como na guitarra distorcida do Jonny ao final. Paixão à primeira ouvida❤.

5- Midnight:
Midnight foi a primeira música do Ghost Stories a ser divulgada e dividiu muito as opiniões dos fãs. Com um clipe GROTESCO que inclusive dificulta que a música seja apreciada completamente, muitos efeitos na voz do Chris e uma quase ausência dos outros instrumentos, muitos fãs (e eu estou inclusa nesse grupo) acharam que eles tinham enlouquecido. A letra era genial, mas de resto, Midnight colocou vários de nós em estado de alerta e com medo do que estava por vir. Hoje, ouvindo a música em conjunto com o resto do álbum e, principalmente, desvencilhada daquele clipe, digo que mudei bastante minha opinião sobre ela. Ainda tem seus defeitos: parece um pouco inacabada e os efeitos na voz do Chris me incomodam DEMAIS, mas aprendi a gostar de seu experimentalismo.

6- Another’s Arms:
Confissão do dia: não sei lidar com a voz do Chris cantando grave, no registro baixo. É sensualidade amor demais. Embora a letra seja um pouco fraca, a melodia é maravilhosa e é uma das músicas do álbum que melhor trabalha com os quatro instrumentos, além de uma voz feminina que faz bem mais sentido na versão estúdio do que na versão ao vivo. Só digo mais uma coisa sobre Another’s Arms: aquele “your body on my body” final me mata to-da vez.

7- Oceans:
Oi, Parachutes, vem sempre aqui? Oceans poderia estar facilmente na tracklist do álbum de estreia do Coldplay. Quase acústica, brincando quase só com o violão e com uma constante batida que imita uma buzina de navio, a letra melancólica e a voz suave do Chris fazem uma conexão direta com alguns trabalhos como Parachutes (a canção) e Sparks, por exemplo. Quem diz que “ain, depois do MX eles viraram pop e só estão preocupados em vender, mimimi” não ouviu Oceans direito. Depois da música em si, temos um interlúdio cheio de sons cotidianos (como ondas quebrando na praia❤ e sinos de igreja) para introduzir a próxima música.

8- A Sky Full of Stars:
De fato, seria razoavelmente estranho passar de Oceans para A Sky Full of Stars de uma vez só, sem interlúdio. ASFoS (preguiça de ficar o tempo todo escrevendo o nome completo) tem uma pegada que retoma um pouco os idos da era anterior, principalmente graças à coprodução com o DJ Avicii (que, na minha humilde opinião, é o melhor DJ da atualidade). Uma letra beeem bobinha, fácil e chiclete. A melodia é boa, embora fuja completamente do estilo do resto do álbum. A música valoriza principalmente a voz do Chris, deixando os outros integrantes um pouco de lado.

9- Fly On/O: (Só deixando claro a divisão que eu coloquei no nome: a primeira parte da música, com o piano e tudo mais, chama-se “Fly On”, e a parte com a voz feminina cantando é O)
Logo na primeira v
ez que ouvi Fly On, num trechinho que foi divulgado durante a entrevista do Chris pro Zane Lowe, fiquei com o queixo muito caído. Eu não acreditava no que estava ouvindo, achava muito bom pra ser verdade. Em termos de melodia, o piano simples e de uma beleza fora do comum já me tirou da Terra. A letra? Magnífica, comparando o amor a uma revoada de pássaros que às vezes chega e às vezes vai embora. O baixo sutil, o barulho das aves voando, não tinha como não me apaixonar perdidamente. Minha música favorita do álbum, criando até uma coincidência com o MX, em que a minha música favorita também fala de pássaros e também “encerra” o disco. Depois que ela termina, ainda somos presenteados com a Apple cantando mais uma vez, em O.
E aqui vai um desabafo: sempre gostei muito das músicas do Coldplay porque me identificava imensamente com elas e porque elas surgiam em fases da minha vida em que eu estava precisando delas. Foi assim com Clocks, foi assim com Fix You, foi assim com Help is Round the Corner, foi assim com Up With the Birds, e foi assim com O. Impossível não amar com todo o coração.

Considerando o álbum até aqui, minha conclusão é: muito intimista, muito bonito, letras impressionantes, mas uma obra da dupla Martin-Berryman, com pouca participação do Jonny e do Will, o que me deixou um pouco preocupada.

Versão deluxe – bonus tracks:

10- All Your Friends:
Quando comecei a ouvir All Your Friends, percebi nela um clima meio dark que não aparecia no resto do álbum, mais melancólico. Isso me deixou muito feliz e animada, porque eu sentia falta desse lado um pouco mais rock da banda. Também foi bom pra ver uma maior participação dos nossos amiguinhos que tinham ficado um tanto apagados no resto do álbum. E com uma letra ótima, All Your Friends já me fez amar mais ainda a versão deluxe. Menção honrosa às notas bem graves de piano tocadas ao fundo da segunda estrofe, que foram um toque delicado, porém muito bem encaixado.

11- Ghost Story:
Mas eu não contava com Ghost Story! MEU DEUS, o que é aquilo? Coldplay sendo meio folk e usando todos os instrumentos lindamente! Eu quis ficar ouvindo as viradas do Will no repeat, de tanto que eu tava com saudades delas. A música toda é muito bem concatenada, combinando voz, violão, bateria, baixo, guitarra e uma letra maravilhosa! Ghost Story me fez muito feliz, mesmo! Não estava esperando por algo como ela. Ah, e menção honrosa à perfeita sincronização entre o “disappear” do Chris e o final meio repentino da música.

12- O (reprise):
Er… então… diz a lenda que nessa reprise quem canta é o Moses. Quem achar a grande diferença entre a voz dele e a da Apple e me contar vai ganhar uma bala, combinado? =P

Conclusão final da versão deluxe:  ESSE SIM, é o meu Coldplay. Álbum genial e maravilhoso, pra ouvir sem parar por um bom tempo.

Um comentário sobre “Resenha: Ghost Stories

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