Resenha: A Head Full of Dreams

Tradição é tradição, não é mesmo?
Para quem conheceu meu blog há pouco, vamos a uma explicação: oi, meu nome é Luiza, eu sou coldplayer e ainda não encontrei uma rehab decente pra me tratar. Desde 2011 que eu venho resenhando cada álbum novo que eles lançam, então você pode encontrar os textos sobre o Mylo Xyloto e sobre o Ghost Stories clicando nos nomes deles (só pra constar de novo, algumas das minhas opiniões mudaram de lá pra cá). Um ano e meio depois do último lançamento, contrariando o costume deles de darem no mínimo dois anos de intervalo entre os álbuns, veio ao mundo A Head Full of Dreams e é dele que esse ilustre post se trata.
Sim, eu sei que eles lançaram esse álbum dia 4 de dezembro e eu estou mais de dez dias atrasada. Também sei que eu tinha ouvido todas as faixas antes do CD sair oficialmente porque oi, vazou (no regrets). Na real o que demorou mesmo foi a confecção desse post, porque de lá pra cá eu não tive muito tempo (ou paciência) pra sentar e escrever tudo com calma, ouvindo as músicas de novo pra falar com mais detalhes de cada uma.

a head full of dreams
Podemos parar um minuto pra falar sobre essa capa? Por favor?
Quando foi que o Coldplay esqueceu que menos é mais? Quer dizer, analisemos as capas anteriores: Parachutes, A Rush of Blood to the Head (melhor álbum❤ ), X&Y, Viva la Vida, Ghost Stories e a capa alternativa do Mylo Xyloto, todas elas primavam pela delicadeza, e em alguns casos até mesmo pelo minimalismo. A capa do GS, por exemplo, consegue ser cheia de significados e desenhos de modo suave, que não agride o olhar. Mesmo a capa coloridaça do MX é melhor que essa arte do AHFOD. Se ela fosse restrita ao fundo preto com a “flor da vida” colorida, eu amaria de paixão. Essa moldura, no entanto, parece uma mistura de muito lsd com muita preguiça e com a pretensão de ser alternativo, diferente. Ficou entulhado, gente. É até meio difícil identificar o que é o que ali, meu Deus! Senti uma felicidade absurda ao descobrir que essa moldura era só uma “capinha” que você podia tirar.

Capa de A Head Full of Dreams

Que maravilha tirar essa moldura!

Desculpa, precisava do momento desabafo. Voltemos ao lado musical.
Vou analisar faixa por faixa como de costume nos outros anos, tá bem? Então tá bem.

1- A Head Full of Dreams:
Acho que essa é uma das faixas mais bem escritas do álbum, tanto em melodia quanto em letra. Ela é basicamente a Charlie Brown dessa era, com o mesmo elemento de “hino”. Animada, porém ainda com alguns toques agridoces, ela coloca os quatro integrantes da banda pra trabalharem bastante: tem riffs de guitarra do Jonny, tem uma ótima bassline do Guy, Chris cantando lindamente (e piano no finalzinho), e principalmente Will sendo Will! Ultimamente cada música que esse baterista toca com viradas e sem cair numa linha meio eletrônica/repetitiva é uma vitória, minha gente. Pra completar, acredito que ela vai fazer um ótimo papel de abertura de show, levando os fãs à loucura desde o primeiro segundo.

2- Birds:
Antes de tudo, preciso perguntar: qual é a dessa obsessão deles com pássaros? Mas gente…
Uma das coisas que eu mais gostei nela foi o modo como ela vai crescendo aos poucos: primeiro só a bateria, daí entra a guitarra, depois o baixo e por último a voz. Birds intercala momentos maiores com outros mais suaves até os versos finais, em que ela vem numa progressão ascendente (com leves nuances de cordas) para terminar abruptamente de maneira deliciosa (mas cuidado ao ouvir no Spotify free, porque ele corta o final da música quando ele decide que é uma boa ideia colocar um anúncio no fim dela). E aqui vai um ponto pras transições do Coldplay, um destaque nos álbuns desde o MX, com esses pássaros passando a bola de Birds para a próxima música.

3- Hymn For the Weekend:
Juro que eu queria entender o critério do Coldplay pra mencionar alguém como “featuring“. Por que a Rihanna consta em Princess of China, a Tove Lo consta em Fun e nenhuma menção à Beyoncé nem no iTunes nem no Spotify, sendo que ela tem uma participação razoável na música? A não ser que tenha sido um pedido dela, eu realmente não vejo lógica.
Falando em Beyoncé, me sinto repetindo o que disse sobre PoC lá em 2011, mas essa música caberia muito melhor num álbum dela do que em algo deles – claro que aí ela provavelmente teria muito mais destaque, mas tudo bem. Já ouviram Homecoming do Kanye West? Ela é de 2008, lançada antes do Viva la Vida sair, e Hymn for the Weekend vai na mesma linha. Chris Martin sabia participar da música dos outros há sete anos, o que aconteceu de lá pra cá que ele resolveu adaptar as canções do Coldplay ao convidado (não incluo Lost+ nessa leva, porque aquele feat. parece “encaixado”) e não simplesmente topar a ideia de dar seu toque à música alheia? Eu juro que queria vir aqui elogiar a música, e acredito que se ela fosse um caso de “Beyoncé feat. Coldplay” eu teria muito de positivo a comentar, mas desse jeito…

4- Everglow:
Não sei se Everglow ganha como melhor letra do álbum, mas com certeza ganha como minha favorita, porque ô habilidade que eles têm de traduzir muito bem certas coisas que eu penso. A música fala sobre como pessoas que saíram da nossa vida (independente de como e de qual relação tínhamos com elas) deixam um brilho em nós. Acredito tanto nisso que guardo cartinhas de gente com quem eu perdi o contato há anos, mas que marcaram minha vida em algum período. O fato da Gwyneth fazer backing vocal nessa música só faz com que eu a aprecie mais ainda. Aliás, gosto de acreditar que a melodia foi escrita já com a letra em mente, porque essa coisa do piano no papel principal e os outros instrumentos de coadjuvantes caiu como uma luva para o tema.

5- Adventure of a Lifetime:
Eu juro que eu me esforcei pra gostar dessa música. Coloquei pra tocar no repeat, não funcionou. Achei que uma versão ao vivo ajudaria, não ajudou muito. Achei que com um clipe melhoraria, só piorou (temos quase um Paradise reloaded que nem fofinho consegue ser… terrível). O único jeito de AOAL me agradar foi com essa versão meio acústica. À exceção do baixo, a música toda me parece preguiçosa, repetitiva e irritante, estando junto de Lost+ e A Spell a Rebel Yell como músicas que eu definitivamente não gosto da banda =(
Vou procurar nem me alongar muito sobre os motivos que me levaram a não gostar da música porque eu não quero ficar aqui pagando de chata e reclamando. E também porque prefiro pular a faixa a ter de ouvi-la de novo, porque já me basta o desgosto deles tocarem isso em todos os programas que eles aparecem.

6- Fun (feat. Tove Lo):
MAS MEUS AMIGOS, é assim que se faz uma música com um convidado! À exceção da bateria no começo, que só se parece com as coisas dessa nova fase da banda (sério, Will, melhore), a música toda tem uma carinha de Coldplay com a adição de um leve toque da Tove Lo. Aliás, nossa, como a voz dela casou com a do Chris, gente! Quero a participação dela pra todos os álbuns a partir de agora – desde que em músicas desse tipo, claro. Toda a melodia, desde a guitarra, passando pelo baixo, pela voz dos dois e pelo violão até chegar num instrumento que eu não soube identificar – e que parece um xilofone – tem uma aura triste, de última tentativa, casando muito bem com a letra. Devo dizer que essa é a segunda vez que eles me dão um tapa na cara com um título que me leva a imaginar uma letra nada a ver com o resultado final (beijos, True Love).

7- Kaleidoscope:
Gente????? Kaleidoscope em português quer dizer “Mamãe, quero ser alternativo”? Não entendir
De qualquer forma, analisando Kaleidoscope por essa luz de música alternativa, ela cumpre perfeitamente o papel. Misturando um piano clássico no começo, com outro belíssimo de fundo para um discurso, e então Amazing Grace cantada pelo Obama (que nem dá pra ouvir direito, convenhamos) no final, ela tem toda a carinha de colcha de retalhos modernista HAHAHA. Não se parece com a obra típica do Coldplay, mas é ótima se vista com olhos diferentes.

8- Army of One:
Confesso que senti um pouco de falta de guitarra ao longo da música toda e até mesmo no fim, mas acho que no geral é uma faixa bem interessante. Talvez ela entre pra seguinte ideia que eu tive na primeira vez que eu ouvi o AHFOD inteiro: muitas músicas tinham potencial pra ser mais e ficaram ali, a um passo da praia. À medida que fui escutando o álbum completo mais vezes, essa sensação passou com a maioria delas, mas ainda ficou em Army of One. Gosto dela, mas fiquei com um gostinho de “podia ser mais”, sabem? E isso é curioso, porque até que gostei bastante do instrumental e da voz do Chris. Que falta que o Jonny me faz aparentemente…

Hidden track: X Marks the Spot:
Fiquei muito na dúvida se eu incluía essa música na avaliação por ela ser uma faixa escondida bem meia-boca e bem sem sentido pro Coldplay. De qualquer forma, acho que posso resumir o que penso dela com esse meme aqui.
Brincadeiras à parte, Chris, você não nasceu pra ser pseudo-rapper, enfia isso na sua cabecinha. E que letra pobre, hein, amiguinho?! “You make my heart go boom-bo-bo-boom“. Sério?! Seus filhos de 11 e 9 anos escreveriam uma letra melhor que essa.

9- Amazing Day:
Amazing Day é basicamente a balada romântica do álbum, e outro caso em que letra e melodia se encaixam quase que perfeitamente. Tudo nela é suave como um abraço de duas pessoas apaixonadas, transmitindo o mesmo tipo de alegria e aconchego. O piano e a guitarra trabalham bem a base da melodia, te acolhendo de maneira quase que imperceptível, e o baixo e a bateria funcionam como duas confirmações suaves do resto. Até mesmo os leves toques de teclado com efeito de cordas criam um cenário romântico e apaixonante, quase como se você fosse esse eu lírico que enxerga a vida como um “dia incrível” ao lado da amada.

10- Colour Spectrum:
Ai que delícia essa grafia britânica❤
Essa música funciona também como uma colcha de retalhos, só que de elementos do próprio álbum. O fundo dela é o começo de A Head Full of Dreams, canção que dá nome ao álbum. A partir daí temos a Beyoncé cantando “I, oh I” e os pássaros do início de Hymn for the Weekend, o “woo-hoo” insuportável de Adventure of a Lifetime, o discurso de Kaleidoscope. Ainda tem mais um trechinho que eu não consegui identificar de onde seria – e que deveria ser de Amazing Day, pensando na coincidência das faixas ímpares do álbum. De qualquer forma, Colour Spectrum é como um resumo do resto da obra, te preparando para o final.

11- Up&Up:
Temos aqui a música mais longa da história da banda, com quase sete minutos. O mais legal, porém, é que embora eu não seja a maior entusiasta de faixas tão compridas, não senti incômodo em momento algum! A melodia flui muito bem, cresce na medida certa, os instrumentos são muito bem utilizados, tudo nela funciona maravilhosamente. E nossa, que saudades que eu tava de ver o Jonny com um solinho longo e com tanta voz numa música. Obrigada, Noel Gallagher, pela graça alcançada. Se quiser ajudar a compor músicas de todos os álbuns daqui pra frente, os fãs agradecem muito. Desde o MX que eles têm encerrado o álbum de forma magistral, e Up&Up é uma das canções mais interessantes do álbum, inclusive no quesito letra. Fiquei apaixonada desde a primeira vez que ouvi numa versão ao vivo e o amor não passou desde então.
P.S.: Como não amar fortemente o fato de que o coro das músicas é composto basicamente pelos filhos deles?❤

Pra encerrar esse post já muito longo, queria falar um pouquinho sobre o álbum. Minha opinião já mudou à medida que eu ouvi mais e mais vezes, mas uma coisa continua sendo verdade: A Head Full of Dreams ocupa, junto com Mylo Xyloto, a última posição dentre os meus “álbuns favoritos” do Coldplay. A quem interessar possa, minha lista é essa aqui: A Rush of Blood to the Head soberano absoluto eterno, Parachutes, X&Y e Viva la Vida juntos em terceiro, Ghost Stories e, em último lugar, os dois supracitados.
A verdade é que eu acredito que todo fã deveria ser o maior crítico daquilo que gosta. A gente sabe a qualidade que a banda (ou qualquer outra coisa que gostamos) é capaz de alcançar, então quando algo não sai tão bom, é como se doesse mais do que pra quem não é fanático. Isso não quer dizer, porém, que eu acredite que eles deveriam fazer vários AROBTTH e nunca mudar o tipo de música que eles escrevem, mas sim que eles poderiam ter seguido numa linha diferente como a que eles adotaram no Viva la Vida, por exemplo. Tem sido meio triste pra mim ouvir esses álbuns cheios de altos e baixos, sabe?!
Enfim, perdão pelo desabafo final, mas é coisa de fã =)

14 comentários sobre “Resenha: A Head Full of Dreams

  1. Nossa, tbm não gostei nem um pouco de Adventure of a Lifetime (é aquela do clipe dos macacos de animação gráfica, não?). Sobre as outras músicas eu achei que começou muito bem e depois recuperou no último segundo com Up&Up! Gostei muito de Bird (eita banda pra gostar de pássaros! hahaha) e achei a batida meio Take On Me – A-ha, mas mais acelerada (posso estar falando bosta hahahah). Embora eu não seja fã do Coldplay (é que eu só ouço e gosto, não faço mais do que isso hahaha), gosto muito de ler suas resenhas dos álbuns! Eu sou muito leiga mesmo quando se trata de música e fico impressionada com sua análise delas, sempre aprendo um pouco e presto atenção em aspectos que antes me passavam despercebidos🙂 Gostei muito mesmo e concordo que os fãs sejam os maiores críticos de seus artistas ^_^

    • Sim, a dos macacos. Não suporto aquela música, me dá uma angústia gigantesca cada vez que eles começam a cantar em tudo quanto é programa que eles vão (e Chris, plmddsssss, para de cantar curvado). O problema do AHFOD (assim como o do MX) é o excesso de altos e baixos. Você pega umas músicas sensacionais tipo AHFOD e Up&Up e, ao mesmo tempo, uns demônios tipo AOAL e X Marks the Spot. Minha tia falou EXATAMENTE a mesma coisa sobre o comecinho de Birds e Take on Me hahahaha to abismada! Fico feliz que você goste de ler minhas resenhas dos álbuns❤

    • Ghost Stories é um álbum bem intimista, acho que isso é o que eu mais gosto nele. Parece uma conversa da banda com quem tá ouvindo as músicas❤
      Que bom que minha resenha te deu vontade de ir ouvir o álbum, Adriel! Espero que goste dele também.

  2. Ainda não ouvi esse álbum e sinceramente nunca prestei muita atenção em Coldplay. Costumava ouvir quando ia na casa de uma amiga que era fã, e achava tudo muito bom, mas não sei dizer quais álbuns/músicas eram, só sei que a primeira vez que ouvi Paradise foi um baque porque não soava nada com o Coldplay que eu conhecia.

    Mudanças na sonoridade da banda é sempre uma coisa meio meh, eu acredito que todas as bandas tem o direito de fazer o que quiserem e, mesmo sendo fã, não tenho a obrigação de gostar das mudanças, mas também não posso ficar condenando a banda por ter mudado. Acho legal que você se empenha pra tentar gostar de tudo, hahaha.

    Achei Adventure of a Lifetime divertidinha. Desculpa.😦

    • Ai, Paradise… Na época que lançou eu achava legal, mas eu enjoei muito rápido dela. De fato, a sonoridade dela é bem diferente do estilo do Coldplay até ali. Eles faziam mais um rock meio alternativo suave (pendendo pra baladas), e de repente saiu o Mylo Xyloto (álbum que tem Paradise e outras no mesmo estilo) e veio com uma vibe pop rock alegre.
      Acho que é bem essa a ideia, sabe? Eu entendo perfeitamente eles terem mudado, mas não é a mudança que eu faria, então eu fico meio chateada com isso porque aí eu não consigo gostar tanto das músicas quanto antes.
      Hahahahaha não precisa se desculpar❤ vi um monte de fã doente que gostou, mas o santo dela não bate com o meu.

  3. Desculpa, mas que coisa feia a capa com a moldura, deusolivre. Menos mal que dá pra tirar.
    Eu ainda não ouvi nenhuma música, super acho qeu tenho que ouvir antes e ler o post depois heh
    (e eu jurava que você ia reclamar um monte aqui sobre a compra do ignresso e tals)

    • Hahahahaha é quase uma unanimidade isso da moldura!
      Se eu fosse reclamar da compra dos ingressos eu teria de fazer um post só pra isso contando minha via sacra hahaha
      Sério, até pensei em incluir, mas deixaria o post muito longo de tanta coisa que eu teria pra comentar.

  4. Que alívio que deu ver o cd sem aquela moldura pavorosa! Quando vi a capa na internet logo tratei de dar um zoom pra tentar identificar aquela salada toda, que coisa horrível. Menos é mais, e eles realmente deveriam ter mantido só a capa com fundo preto, aquela moldura dá até vertigem. Sobre as músicas, acho que ouvi o cd duas ou três vezes desde o lançamento, via Spotify mesmo. Não sei o que há, quando paro pra prestar atenção eu gosto do que ouço, mas se me distraio um segundo parece que todas as músicas são parecidas. Sei lá, sou estranha. Mas tenho que concordar, Everglow é a mais linda de todas (e achei curioso Gwyneth estar lá de backing vocal, não fazia ideia e nem notei). Um beijo!

    • Hahahahahaha gosto tanto das capas mais limpas dele, quando vi essa coisa toda bagunçada me deu uma tristeza! É uma delícia passear pela capa do GS, ela é cheia de detalhes sem ficar toda entulhada assim.
      Acho que consigo entender o que você quer dizer com isso das músicas serem meio parecidas. O complicado é identificar quando isso é sinal de álbum coeso e quando é apenas um sintoma de falta de criatividade hahaha espero que no caso deles esteja mais pra coesão =P
      É bem sutil o backing dela, tive de me concentrar bastante pra perceber, mas acho um detalhe maravilhoso, principalmente por causa da letra❤

  5. Toda vez que eu ouço coldplay eu lembro de você x3
    Eu não achei a capa tão feia, quero dizer, digitalmente ela é quase um lixo, mas na foto da real parece beeem mais clean. Se você para e pensa que eles usaram o efeito caleidoscópio e que na verdade são uma parte espelhada em 4, a imagem é bem menos exagerada… Vai ver eles gostaram da música tanto que queriam que a capa fosse sobre ela – ou eles queriam vender com a onda alternativa.
    Eu ainda não ouvi nenhuma dessas músicas para falar, mas eu acho ótimo que você seja crítica em vez daquelas fãs iludidas.
    Boas festas e até mais :*

    • “Toda vez que eu ouço coldplay eu lembro de você” essa é uma frase que eu ouço/leio com frequência hahahaha
      Olha, você tem razão em dizer que a capa é pior digitalmente do que ao vivo. Mesmo assim,acho que eu preferia que eles tivessem usado qualquer visão do caleidoscópio que eu tenho em casa HAHAHAHA
      Adoro ser o tipo de fã que mete o pau nos erros e continua amando, faço isso com tudo que eu gosto hahahaha…
      Já que o Natal já passou, não custa te desejar de volta um Feliz Ano Novo❤

  6. Olá! Não sou exatamente uma coldplayer, mas gosto bastante da banda. Comprei o CD faz uns 10 dias. Estava procurando dados sobre o AHFOD. Encontrei sua resenha SUPER. Congrats! Sobre a capa com moldura, penso que tem a ver com a proposta, na minha modesta opinião. Explico minha tese. Temos, no mundo de hoje (da “Modernidade Líquida” – vide Zygmunt Bauman), a cabeça mesmo cheia de sonhos e ideias e metas para, principalmente produzir “milagres no trabalho”, para, por sua vez, tentar ganhar muito dinheiro. E por aí vamos. Então, a representação gráfica de tudo isso é mesmo uma moldura/capa entulhada de coisas, de hyperlinks, de um bando de informações que não servem para nada, tudojunto&misturado. Quando se tira essa “capa”, é possível focar em um alvo, que não é um ponto só, mas mais definido. E aí, talvez, se pode “pousar em um mundo que não se tinha visto”… Sobre o lance da obsessão com os pássaros [😛 ], talvez tenha a ver com o livro de Poemas intitulado justamente de “A Conferência dos Pássaros”: Mas, claro, pode ser só viagem minha. Não conheço muito a história dos caras, mas se algum deles curte “literatura” alternativa, pode ser uma interpretação. E, SIM, você é genial! Devia apostar mesmo nessa de crítica de música & tals… Saudações desta também paulistana apaixonada por música, livros, poesias etc & tal.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_dos_P%C3%A1ssaros.

    • Fico muito feliz que tenha gostado e agradeço pelos elogios à minha resenha! =D
      ADOREI sua teoria sobre a capa! Até onde eu sei eles nunca mencionaram o Bauman, e por esse motivo eu nunca faria a conexão, mas sua tese me fez gostar bem mais do conceito artístico da capa hahaha
      A sua observação sobre os pássaros é bem válida, já que o Chris afirmou que esse poema mudou a vida dele e que algumas letras do AHFOD são inspiradas nele, mas me referia ao fato de ser já o terceiro álbum em que ao menos uma das músicas fala de pássaros. E isso vai bem na linha do Chris gostar da ideia de álbuns meio literários – como Viva la Vida, que é inspirado em Os Miseráveis e n’O Guia do Mochileiro das Galáxias ou Spanish Rain, música que seria de um álbum inspirado em Don Quixote que nunca saiu do papel.

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