Meu TV Guide

Eis que no final do ano passado eu passei a ter acesso ao Netflix e perdi minha desculpa para não acompanhar algumas séries que eu tinha muita curiosidade em ver (leia-se “agora eu não podia mais falar em preguiça de baixar”). Pois bem, como gosto de compartilhar meus gostos por aqui, por que não fazer um post sobre isso?
Andei vendo alguns pilotos depois que terminei as séries que inciei logo no primeiro dia de Netflix, então talvez um dia eu apareça por aqui com uma segunda edição desse post, mas enquanto esse dia não chega, segue abaixo uma lista de todas as séries que eu acompanhei até hoje.
Cuidado: esse post tem spoilers por todo o lado.

As mais queridinhas

series-1-sherlockSherlock
É até meio desleal comparar Sherlock com as outras séries desse post. A série tem elenco de cinema, produção extremamente profissional e tempo de sobra pra preparar cada um dos três episódios das temporadas com muito carinho. Além disso, é um pouco mais fácil brincar de escrever roteiro quando você tem Conan Doyle como base. De qualquer forma, a série tem uma qualidade incrível e Benedict Cumberbatch nasceu pra interpretar o melhor detetive da literatura.
Personagem favorito: Eu tenho uma queda enorme por personagens muito inteligentes e que abusam do sarcasmo, então não seria surpresa se eu dissesse que Sherlock Holmes é meu grande amor. Sou apaixonada pelo personagem desde os livros, mas o Cumberbatch me ajuda a gostar ainda mais da personalidade do meu detetive preferido❤
Episódio favorito: Ok, não consegui escolher só um (Luiza trapaceando, que grande novidade): A Scandal in Belgravia (2×01) e The Reichenbach Fall (2×03) – aparentemente a segunda temporada é a minha favorita hahaha. Gosto muito do primeiro porque Irene Adler sempre foi uma personagem que muito me agrada. Ver a interação dela com Sherlock, tanto nos aspectos intelectuais quanto na tensão “amorosa/sexual” que eles tinham ali foi de encher os olhos. Até hoje fico arrepiada só de me lembrar de algumas cenas do episódio.
Quanto ao season finale, acredito que o que mais me agrada nele é o enredo extremamente bem construído – e isso fica ainda mais claro em The Empty Hearse (3×01). A inteligência dos irmãos Holmes desconhece limites (aproveito a oportunidade pra enviar amor ao Mycroft❤ ), mas vê-los lidarem com alguém à altura é muito incrível. Devo acrescentar ainda que a produção faz um ótimo trabalho em adaptar essas histórias todas pros tempos atuais.

series-2-supernaturalSupernatural
Se você decidir ver Supernatural com o objetivo de acompanhar uma série de terror meio despretensiosa, você vai se arrepender já na primeira temporada. Embora tenha começado como uma série sobre lendas urbanas, a história tomou proporções muito maiores e o rumo adotado foi totalmente outro. Supernatural, na minha opinião, é essencialmente sobre família e sobre filosofia (abordando questões como livre-arbítrio/destino, o papel de Deus…). E o mais legal disso tudo é que o seriado consegue interligar esses dois pilares de forma magistral, principalmente até a quinta temporada.
Personagem favorito: Por mais que eu adore o Sammy, meu personagem favorito sempre será, temporada após temporada, Dean Winchester. Fico encantada com a forma que ele cuida do irmão e faz uma série de sacrifícios para proteger a família… e também o resto do mundo hahaha
Episódio favorito: Essa pergunta poderia ser difícil, mas por incrível que pareça, tenho a resposta na ponta da língua: Swan Song (5×22). Acho que esse episódio é a somatória perfeita de todos os elementos que eu amo na série: a relação de amor dos Winchesters, a vitória do livre-arbítrio e a coerência impecável do Eric Kripke, esse homem que conseguiu amarrar TODAS as pontas soltas que ele ia deixando ao longo do caminho (sdds, volta pra gente!). O episódio ainda conta com a primeira grande homenagem à Baby e com o Chuck narrando e dizendo essa frase maravilhosa logo após uma montagem emocionante de flashbacks: “Up against good, evil, angels, devils, destiny, and God himself, they made their own choice. They chose family. And, well, isn’t that kind of the whole point?”.
Vale a pena falar de alguns outros episódios amorzinhos, como All Hell Breaks Loose (2×21 e 2×22), meu segundo finale preferido com algumas das minhas cenas favoritas do Jensen Ackles; Dark Side of the Moon (5×16), o segundo episódio que eu mais gosto na melhor temporada de todas (que dor que é não recomendar a quinta temporada inteira pra vocês); e Fan Fiction (10×05), porque SPN é ótima com comédia também, e embora o episódio que mais me tenha feito rir seja The French Mistake (6×15), o ducentésimo (!!) da série tem um gostinho especial❤

series-3-the-blacklistThe Blacklist
Sabem aquele tipo de piloto que te prende já nos primeiros minutos? Pois bem, The Blacklist conta com um desses. Como se não bastasse essa premissa inicial e todo o mistério em volta dos personagens, a série é muito bem escrita, com episódios inteligentes, diálogos incríveis e uma trama intrigante que te mantém interessado sem precisar jogar um cliffhanger por episódio na sua cara pra manter o suspense.
Personagem favorito: Se você assiste a essa série e seu personagem favorito não é Raymond Reddington, me explique COMO! James Spader faz miséria com esse gênio do crime extremamente divertido e cheio de histórias incríveis pra contar.
Episódio favorito: Não foi fácil pensar em um só, mas acabei optando por Anslo Garrick (1×09). Sabe aquele tipo de episódio a que você quase assiste de pé de tão eletrizante? Pois bem, esse mesmo! Eu sequer notei os 40 minutos passarem de tão bem feitos! Além de ser cheio de ação, com muitos momentos agonizantes e um certo medo que paira pela vida de alguns personagens, o episódio ainda conta com uma das cenas mais maravilhosas e emocionantes de James Spader no seriado. Como não amar Raymond Reddington declamando, quase como se fosse uma poesia, sua lista de coisas para fazer antes de morrer?
Vale também falar de alguns outros episódios que adoro, como Tom Connolly (2×22), cuja sequência final é tão incrível que eu não consigo mais ouvir Rocket Man da mesma forma; e The Director/The Director: Conclusion (3×09 e 3×10), ambos lotados de cenas fantásticas e um plano incrível que só Red é capaz de elaborar.

Não me estendi muito sobre os personagens prediletos dessas minhas três séries preferidas porque já falei deles nesse post aqui.

Um oferecimento do Netflix

series-4-penny-dreadfulPenny Dreadful
Penny Dreadful foi, sem dúvida, a escolha mais acertada dentre as séries que comecei a ver no Netflix. Além da beleza das cenas (porque, convenhamos, que bela fotografia que essa série tem), os personagens são maravilhosos, suas histórias são misteriosas e o enredo consegue manter um equilíbrio que te deixa curioso sem te encher de problemas a serem resolvidos.
Personagem favorito: Trapaceando mais uma vez, não consigo decidir entre dois personagens: Vanessa Ives e A Criatura/John Clare (desculpa, Ethan, ainda te amo). Gosto da primeira porque acho muito interessante acompanhar todo o mistério que a envolve e de ver a luta dela contra seus demônios (literalmente, nesse caso). Já no caso da Criatura, meu amor vem desde quando eu li Frankenstein e é todo baseado nas discussões filosóficas que ele propõe.
Faço aqui uma menção honrosa a Proteus, que teve pouquíssimo tempo de tela mas marcou meu coração.
Episódio favorito: Pelo que já notei, alguns dos meus episódios favoritos vão basicamente numa linha que poderia receber o nome de “The Vanessa Ives Show” hahaha. De qualquer forma, Possession (1×07) é um episódio tão cheio de emoção que é difícil não amar. Eva Green está maravilhosa, oscilando entre uma pessoa em desespero, lutando para se manter sã, e uma mulher possuída e totalmente fora de si. A cena mais incrível do episódio é a do exorcismo, mas aqui eu deixo vocês com o parágrafo da Patthy na categoria “três cenas marcantes” desse post aqui.

series-5-grace-and-frankieGrace & Frankie
Tudo em Grace & Frankie parece levar a uma típica comédia: o enredo, o tempo de tela (de vinte a trinta minutos), e até mesmo a classificação oferecida pelo Netflix. Depois que você começa a acompanhar a série, porém, a história é outra: embora esteja recheada de momentos divertidos, também há muito drama sutil na trama. Acompanhar a jornada dessas duas senhoras para reconstruírem a vida delas é, ao mesmo tempo, cheio de risadas e de tristezas, e é isso o que dá um gostinho especial para o seriado.
Personagem favorito: Tentei, tentei, mas não consigo escolher entre a Grace e a Frankie. Elas duas são, definitivamente, o ponto alto da série, e acompanhar Jane Fonda e Lily Tomlin interagindo é delicioso. As duas são tão opostas que a amizade, por florescer nesse campo tão pouco provável e graças a uma situação tão triste, fica ainda mais bonita. Registro aqui também meu amor pela Brianna (a terceira figura presente no gif aí do lado), porque cada cena das três juntas é um deleite e porque ela é a única capaz de tornar as cenas do casal Sol e Robert suportáveis (sério, gente, odiei os dois personagens assim que eles falaram que eram VINTE anos de traição).
Episódio favorito: Acho que meu episódio preferido é justamente o piloto, que ironicamente chama-se The End (1×01). Ele é, sem dúvida, um dos episódios em que Grace e Frankie mais interagem, e numa época em que elas ainda se esforçam para sequer conviverem juntas. Ver as duas chapadas é impagável, e as cenas envolvendo a cadeira do Ryan Gosling são todas maravilhosas. Por fim, vale mencionar que esse episódio tem a cena que mais me fez rir na série inteira: a desse gif aqui.


series-6-htgawmHow to Get Away With Murder
Para mim, HTGAWM (porque, né) tem um defeito grave: me sinto vendo uma espécie de novela, ou um folhetim televisivo. A história tinha tudo pra ser extremamente interessante, mas o seriado tem tanto cliffhanger e tanto plot twist que eu acabo me irritando e preciso de pausas estratégicas ao longo da temporada pra conseguir retomar a paciência e voltar a ver. Tenho intenção de assistir à segunda temporada, mas sem pressa: um dia, quando ela chegar ao Netflix, eu verei com calma e com direito a todas as pausas que eu precisar.
Personagem favorito: Sendo bem sincera, eu não cheguei a me apegar direito a nenhum dos personagens, mas decidi escolher Connor Walsh porque vejo nele o alívio cômico de uma série que se leva a sério demais. Connor é responsável pela enorme maioria dos comentários irônicos, ele permanece basicamente o mesmo desde o piloto e, por fim, faz parte do único casal da série que me agrada.
Episódio favorito: Todo mundo fala da cena da maquiagem e o Emmy premiou Viola pelo sexto episódio, mas o episódio em que eu acho que Viola Davis está melhor é Kill me, kill me, kill me (1×09). A briga dela com o Sam logo no início é uma das cenas mais incríveis de toda a temporada. Além disso, é um alívio ver a cena do assassinato de uma vez por todas, inteira, sem cortes, sem interrupções, sem omissão de detalhes.

series-7-jessica-jonesJessica Jones
Ah, Jessica Jones, que decepção que você foi na minha vida de seriadora. Li tantos elogios na internet e tanta gente falando de como ela era uma “heroína feminista” que fui ver com uma expectativa muito alta. A decepção não poderia ter sido maior: adorei os primeiros episódios, porém depois da chegada do Kilgrave tudo começa a ficar fora de controle e os personagens caem assustadoramente de qualidade (embora eu não possa negar que David Tennant está muito bem no papel). Terminei a temporada numas de “bom, já que cheguei até aqui…”, mas acho que o décimo episódio foi uma das piores coisas que já vi na vida, cheio de furos de roteiro e recursos novelísticos que me deram nos nervos.
Personagem favorito: Se a série tivesse ao todo quatro episódios essa seria uma “questão” fácil e eu diria “Jessica Jones” sem qualquer dúvida. O problema é que do quinto até o season finale a personagem me irrita num tanto que fica difícil elegê-la como minha favorita. Ao mesmo tempo, ninguém conseguiu me conquistar o suficiente para ocupar o posto, então essa categoria fica assim, sem resposta.
Episódio favorito: Embora eu tenha de dar o braço a torcer e dizer que o diálogo da Jessica com o Kilgrave sobre estupro e relacionamentos abusivos no oitavo episódio é muito bom, meu favorito ainda é AKA Ladies Night (1×01), da saudosa época em que eu achava que a Jessica era mais uma humana cheia de defeitos do que uma pretensa super-heroína que usa uma moça como desculpa para não parar um vilão extremamente perigoso e acaba arrastando uma pá de gente junto nessa brincadeira.

As encerradas:

series-8-houseHouse
Acho que a coisa que eu mais gostava em House era o fato de que a série deixava pouco espaço para os dramas pessoais dos personagens principais, focando principalmente na linha de raciocínio desse Sherlock da medicina. Isso também ajudava para que ficassem mais emocionantes aqueles episódios em que o foco eram os sentimentos de cada protagonista. Por fim, uma das maiores vantagens do seriado estava no fato de que, por ele ser cínico e bastante frio, seus pensamentos transbordavam reflexões muito interessantes e conduziam a piadinhas maravilhosas.
Personagem favorito: Também já falei dele nesse post, mas meu personagem favorito é, com certeza, Gregory House. Adoro o jeito como ele enxerga o mundo e as pessoas que nele vivem – o que de certa forma me assusta, já que ele é bem amargo e infeliz HAHAHA
Episódio favorito: Lembro até hoje de como chorei feito um bebê quando vi Wilson’s heart (4×16) pela primeira vez. Acho que o que mais me emocionou quando eu vi tudo aquilo foi a oportunidade que a série nos deu de acompanhar (e compreender) os pontos de vista tanto do House quanto do Wilson e sofrer imensamente pelos dois. Foi ainda mais impactante ver esse episódio logo após a maravilha que foi assistir ao anterior (House’s head – 4×15), com House tentando se lembrar do acidente e descobrir quem seria a pessoa em perigo.

series-9-friendsFriends
Não preciso nem pensar duas vezes pra dizer que Friends é meu seriado de humor favorito. A maioria das piadas transborda inteligência e os personagens são todos uns amorzinhos (apesar dos milhares de defeitos que eles têm). Além de tudo, Friends é também uma série sobre amadurecimento, o que a torna ainda mais interessante.
Personagem favorito: Embora eu goste muito de todos os seis, meu friend predileto é Miss Chanandler Bong, digo, Chandler Bing. Acredito que o Chandler é o personagem que mais evoluiu psicologicamente ao longo das dez temporadas. Ele superou traumas dos mais simples aos mais pesados e tornou-se uma pessoa melhor, mas sem nunca abandonar o sarcasmo maravilhoso dele.
Episódio favorito: Apesar de eu não ter visto tantas séries assim (e pouquíssimas que terminaram, convenhamos), acredito que quase nenhuma terminou ou vai terminar tão bem quanto Friends. The Final One (10×17) reúne a quantidade ideal de humor e de emoção, dando o encerramento que faltava para o amadurecimento dos seis. É um episódio lindo, gente.
Preciso mencionar mais alguns episódios queridinhos, como The One With The Proposal: Part 2 (6×25), porque eu shippo muito Mondler e foi impossível não amar o pedido de casamento deles; The One Where Everybody Finds Out (5×14), porque além de também ser sobre Mondler, tem a famosa sequência do “they don’t know we know they know we know” que me mata de rir toda vez; e The One Hundredth (5×03), um dos mais emocionantes com aquela cena linda da Phoebe se despedindo dos bebês.

15 comentários sobre “Meu TV Guide

  1. Nossa, miga, olha essas análises! Casa comigo! Mas eu prefiro a Frankie, sorry! Hahahah Amo aquele gif do Ben&Jerry’s!😀 Sobre HTGAWM compartilho desse sentimento! Eu sinceramente não consegui ver Jessica Jones e não fiquei entusiasmada pra assistir ahahah. Mas excelentes escolhas! Tanto de séries quanto de personagens❤ Sério, achei muito bom seu TV Guide ^_^

  2. oi, oi.

    tô me sentindo até normalzinho ao ver que tu tbm não curtiu “Jessica Jones”. diferente de ti, eu não passei do 2º epi. pqp! que série mais chata e confusa. eu comentei com uma amiga de que a série não explicava no início aquelas visões dela e a minha amiga: “quem é fã sabe que ela passou por isso e aquilo.” mas, poxa! e quem não é fã? a gnt tem que ficar dando tiro no escuro e tentando adivinhar as coisas? não gostei e nem me arrisco em continuar.

    vou nem falar sobre o Dr. House, pq né… amo demais essa série. confesso que no início eu tinha medo de assistir, mas depois ficava amando acompanhar cada caso.

    bjs!
    Não me venha com desculpas

    • Fico feliz toda vez que encontro alguém que também não gostou de Jessica Jones. Em meio a tantos elogios ao redor da internet, às vezes me sinto uma aberração hahaha…
      Eu até tinha me interessado pelo mistério todo, o problema é que quando o Kilgrave aparece e você descobre do que ele é capaz, é muito insensata a maneira como a Jessica lida com tudo isso. Uma pena, porque eu tinha gostado muito da personagem até então.
      House é maravilhosa! Eu costumava fechar os olhos nas cenas de cirurgias e coisas do tipo porque sou fraca pra essas coisas, mas era muito divertido acompanhar todo o raciocínio dele.

  3. *faz alongamento antes de comentar*
    Acho que um ano atrás não imaginaria você fazendo um post sobre séries.😄 Quer dizer, teve uma época que você estava só com Sherlock, não?
    Enfim, eu sempre fui a viciada em séries, mas o Netflix fez de mim UMA SERIADORA COMPULSIVA. Continuo baixando porque às vezes demora uma vida para chegar no Netflix, mas agora tenho a facilidade de começar uma série nova ao alcance de um clique.
    Vamos começar falando de Supernatural. Já falei que é a série que acompanho há mais tempo, já falei que eu não vou conseguir parar mesmo que a série desande (afinal já passamos pela sétima temporada, não é mesmo?), já falei que já me sinto praticamente a terceira passageira do Impala… E que a 5ª temporada é simplesmente A melhor. Porém não consigo escolher o melhor episódio da série. Swan Song é um forte candidato, mas eu lembro do season finale da 4ª temporada me causando uma reação tipo “WHAAAAAAAAAAAAAT MAQUEPOHA É ESSA LUCIFER TÁ VINDO COMO ASSIM QUIÉIÇO SOCORRO E AGORA”. Não sei se é o melhor em termos de roteiro, mas até então eu não tinha me envolvido tanto com uma série e os sentimentos que esse episódio gerou me marcaram mais que the bloody mark of Cain. Ah, e a 5ª temporada tem o meu episódio cômico favorito, Changing Channels. (Embora Yellow Fever esteja bem perto – alá a 4ª temporada de novo).
    Grace e Frankie é uma delicinha e engraçada de um jeito não óbvio (percebi que sou chata e exigente pra comédias, que ironia). No começo eu pensava que a Grace ia ser uma chatonilda fresca mas AINDA BEM QUE ME ENGANEI e a personagem evolui de um jeito maravilhoso. Achava que seria team Frankie (porque sou de humanas =B) mas acho que no fim das contas elas se complementam e qualquer uma das duas sozinha seria sem graça.
    Olha, as reviravoltas todas de HTGAWM não chegam me irritar, mas me dão uma senhora agonia. Ainda bem que não sou ansiosa, senão teria enfartado vendo a série (especialmente até descobrir quem diabos tinha morrido). Mas eu acho que está exatamente aí o que eu gosto nela: nunca começo um episódio sabendo como vai terminar. Faço suposições e sempre erro. rs
    House teve uma trajetória inversa à de Supernatural, né? Digo, enquanto em SN as relações interpessoais só acrescentaram, em House quando começaram a dar ênfase demais ao relacionamento dele com a Cuddy ficou CAGADO. Quanto ao season finale da 4ª temporada, HELL YEAH, meu favorito e possivelmente o que mais emocionou. E o anterior também, ó:❤. Momento supernatural gif: http://i1207.photobucket.com/albums/bb479/USS-Special/too%20many%20feelings/tumblr_lna0lrqQQX1qze6jz.gif
    E o que dizer de Friends? Primeiro que o Duolingo não me deixa esquecer a série e vira e mexe manda um "appelle" ou um "je sais que tu sais que je sais". Aliás, eu acho o máximo esse episódio (bem como os outros dois que você citou) mas escolher os favoritos dessa série é TÃO DIFÍCIL. Mas quanto aos personagens, respondo sem pestanejar: Chandler e Phoebe. Aliás, Friends é tão cativante que até o Ross, que consegue ser um pé no saco, é divertido.
    Agora sobre Penny Dreadful (que eu deixei por último, não pense que eu havia esquecido).
    Meu episódio favorito é sem dúvidas o Possession para todo o sempre e amém. Às vezes basta começar a música que toca nesta cena (porque né, baixei a trilha sonora) e já estou de olhos marejados. Evinha sabe interpretar gente possuída como ninguém. E na hora em que Ethan tá lá gritando "Sancte Judae Apostole gloriose etc etc" ele dá umas cuspidas e, no lugar dela, eu teria perdido a concentração e começado a rir, mas ela não sai do modo possessão. Aliás, esses dias eu estava revendo o 2° episódio da 1ª temporada, mais precisamente a cena em que o povo resolve que invocar espíritos durante a festinha parece uma boa ideia. A primeira "possessão" de Vanessa mostrada na série. Ela faz aquele zóio de lôca, aquele barulho que parece uma porta rangendo, aquela voz rouca meio áspera e aquela outra vozinha aguda… Aquilo realmente me impressionou logo na primeira vez e eu falei comigo mesma "essa mulher sabe o que está fazendo". Também revi o season finale da 2ª temporada esses dias (essa sou eu, vejo episódios aleatórios de PD quando dá na telha) e ele mexe comigo num nível do Possession, mas nele há outras razões para eu sentir como se meu coração fosse feito em migalhas e dado de comer aos pombos. Não vou comentar a fundo porque não sei se você viu. Em segundo (terceiro?) lugar fico com os episódios Closer than sisters e The Nightcomers, pois ambos explicam um tantinho sobre Vanessa – mas não explicam tudo, o que acho ótimo. Nos dois é possível ver um lado muito humano da Vanessa ao mesmo tempo que mostra a raiz de questões sobrenaturais ligadas a ela.
    Agora já deu né, cabô textão. Graaaaças a Deus seu post está longo e eu não vou passar vergonha.

    • Patthy do céu, ainda não me conformo com o tamanho desse comentário hahaha❤
      Bom, depois que House acabou e eu abandonei VD, Revenge e PLL, pode-se dizer que eu tava só com Sherlock, sim. E tudo isso por preguiça de baixar. Obrigada, Netflix, por me permitir ver novas séries e obrigada, família, por me convencer a ver séries tão boas que a preguiça de baixar desaparece.
      Eu não vejo SPN há tanto tempo quanto você e também tenho consciência de que não abandonarei a série. Acho que quem é fã acaba se envolvendo demais com os Winchesters, então a partir de um ponto é impossível deixá-los seguir o caminho deles sem querer saber o que vai acontecer. Eu amo tanto a quinta temporada que meu episódio favorito não poderia ser de outra. Mas Lucifer Rising tem um dos melhores cliffhangers de todos os finales (junto com Devil's Trap). Acho que a única coisa que me desagrada sobre ele é que eu termino o episódio com muita raiva do Sammy, que só passa ali pelo 5×04 HAHAHA. Amo amo AMO Changing Channels, até porque ele tem Trickster/Gabriel❤. E o mais legal é que eu nunca teria suspeitado que ele era um anjo, mas fez MUITO sentido quando eles colocaram esse detalhe. E a cena do gato em Yellow Fever me mata de rir TODA VEZ, assim como a cena do "I lost my shoe" em Bad Day at Black Rock.
      A graça de Grace & Frankie tá justamente no fato de que tanto o humor quanto o drama são bem sutis e às vezes até se confundem. E a combinação das duas funciona tão bem que você tem razão, uma sem a outra não teria a mesma graça.
      Acho que as reviravoltas de HTGAWM não me irritariam se não fossem enfiadas na história nessa base de uma por episódio. Migos, calma, dá pra seguir dois episódios numa mesma linha sem perder público hahahaha… quando você começa a entender os personagens, toma aí algo que muda todo o cenário hahaha
      SIM! Exatamente isso! Inclusive Huddy era uma ótima ideia enquanto ficava só nas faíscas, na hora que eles engataram namoro ficou cheio de mimimi (talvez porque eles cagaram na abordagem e no tempo de tela). E esse gif representa muito bem esses dois episódios HAHAHA
      Hahahahaha Friends tem muitos episódios bons, né?! E o mais legal é que eles são ÓTIMOS com humor, mas quando eles decidem trabalhar com momentos "tristes", eles acertam em cheio na hora de fazer isso sem deixar de ter toda a carinha de Friends. Depois de fazer toda uma análise psicológica do Ross eu consigo entender alguns comportamentos dele, então isso me ajuda a gostar dele sem me irritar tanto com os momentos em que ele é um porre HAHAHA
      O que eu mais gostei é que ela fica muito bem possuída e também fica ótima nos momentos em que ela está ""controlando"" a situação, mas super vulnerável. Joey Tribbiani aprendeu que "bons atores cospem" e eu diria que nessa cena do exorcismo isso é super válido. Eu já fiquei muito impressionada com essa primeira cena de "possessão" dela também, mas as cenas do Possession são de outro nível. Ai, ainda não vi o finale da segunda, mas agora fiquei curiosíssima HAHAHA… e foi justamente me referindo a Closer than sisters e The Nightcomers que eu disse que meus episódios favoritos são basicamente um "The Vanessa Ives Show" hahahaha
      E aqui temos mais um textão respondendo outro respondendo outro respondendo… =P

  4. Uma pausa para: minha nossa, até assustei com o tamanho do comentário da Patthy! HAHA, quase um post dentro do comentário, adoro!

    E sobre o post: AHH, quanta série linda! Não dá pra comentar pouco quando tem tanto assunto de qualidade no post! E você falou de Supernatural, meu amor maior. Acho engraçado ver como a série evoluiu tanto com o passar dos anos. Apesar de parecer ter começado de forma despretensiosa, na verdade o arco das cinco primeiras temporadas já havia sido todo desenhado – e isso é uma das coisas que mais adoro na série, como foi crescendo em um ritmo muito bom de acompanhar. E apesar de amar o Sam, não dá pra negar que amo muito mais o Dean.❤

    Penny Dreadful é outro xodó! A série tem essa atmosfera sombria e tal, mas é tão maior do que isso! E ainda nos presenteia com Eva Green, rainha do universo, em um de seus melhores personagens. E não vejo How to Get Away With Murder como uma série que se leva muito a sério, acho que ela sabe lidar bem os inúmeros plot twists, mesmo que pra gente fique confuso por um tempo. Acho que por isso acho tão legal, quem assiste nunca sabe muito bem o que esperar.

    E ia falar sobre o quanto Jessica Jones é maravilhosa, mas tu nem gostou. HAHA, que pena. House eu adoro, principalmente por ser um seriado que assistia em família, sempre foi um entretenimento pra todos e eu adorava esses momentos. Até agora a gente não encontrou nenhum pra substituir. E curto Friends, mas não consigo amar loucamente que nem todo mundo.

    Beijo!

    • HAHAHAHA acho que todo mundo que abrir esse post vai se assustar com o tamanho do comentário dela, e agora também com o tamanho da minha resposta.
      Sim! Hoje quando eu olho pra trás e refaço mentalmente a trajetória das cinco primeiras temporadas eu fico embasbacada com a forma como tudo estava tão bem amarradinho e montadinho sem que os fãs tivessem a mínima ideia. E como disse a Patthy aqui no comentário gigante dela, as relações interpessoais só acrescentaram pra história.
      A Eva tá TÃO bem em PD que até dói! Torci muito por ela no Golden Globes (mesmo achando que a Viola iria ganhar – o que também não rolou).
      Meu problema com HTGAWM é justamente que eles não te dão sequer dois episódios pra se acostumar com um personagem e imaginar uma situação específica porque eles já mudam o cenário todo. Acho que gosto mesmo é de séries que vão construindo um cenário aos poucos, ou que te dão um plot twist por vez pra você se acostumar hahahaha assim são menores os riscos de termos furos de roteiro
      Hahahahaha tinha tudo pra eu ter gostado de Jessica Jones, mas foi outra que eu achei cheia de furos. Acho que o segredo pra me fazer gostar de um enredo é o menor número possível de furos =P E ai, House❤ Saudades! E fico feliz porque eu vejo em família tanto SPN quanto The Blacklist, duas das minhas séries favoritas, e eu também adoro esse momento com todos reunidos na sala em frente à TV. Além de ter com quem comentar diariamente depois =D

  5. O interessante é você trapaceando em um post/meme/tag/whatever que você decidiu as regras AHHAHA
    Supernatural eu acompanhei até a quarta temporada certinho, talvez. Gosto, mas não é uma série que me prenda totalmente (ok, me matem! rs).
    Tenho certeza que já comentei mas meus pais assistem The Blacklist e gostam bastante.
    Grace & Frankie eu PRECISO ver❤ Como os epis são curtinhos, vou me arriscar e baixar, deixar prontinha pra ser vista quando "precisar" de algo diferente.
    Eu gosto muito de HTGAWM, mas tbm estou sem pressa de ver a segunda temporada. Nunca tinha parado pra pensar, mas vejo o mesmo "defeito" que você vê (e me perco). E adoro o Connor❤
    Não me animei a ver Jessica Jones ainda (acho que exatamente pelo tanto de elogios que li =B sou dessas, beijos). Mas, ó, House tá sendo amor. Comecei a ver alguns episódios soltos com o Daniel (seriado preferido dele) e agora comprei o box pra ver certinho. Ele é incrível, gente. Como sobrevivi tanto tempo sem esse sarcasmo maravilhoso que ele tem?
    Meu personagem favorito de Friends também é o Chandler, realmente o amadurecimento dele é incrível. Preciso rever a série porque Friends nunca é demais.
    Azamiga pira com o tamanho do psot da Luizete heh
    Beijo, fía.

    • HAHAHAHAHA eu crio as regras e não as obedeço, sou mesmo um perigo, deviam me prender =PPP
      Juro que não sei como você conseguiu largar SPN antes do fim da quinta temporada. Se você falasse que abandonou na sexta ou na sétima eu até entenderia um pouco, mas enfim hahaha
      Acho que você nunca tinha comentado. Seus pais têm ótimo gosto HAHAHA
      Comecei a ver Grace & Frankie justamente procurando por algo diferente e não me arrependi, viu?! Acho que você vai gostar.
      Quando você tá começando a se acostumar com um cenário em HTGAWM, PÀ, tudo muda! Isso acaba me irritando um pouco hahaha… mas o Connor é amorzinho e gosto muito dele com o Oliver.
      Só deixa eu ir te prevenindo quanto à sétima temporada de House: foram alguns meses difíceis de acompanhar, viu?! Só não posso falar o motivo porque, né, spoiler.
      E poderia fazer um post inteiro só falando sobre como o Chandler amadurece na série hahaha

  6. Eu super amo acompanhar séries, e a tal da Neltflix é a melhor coisa da vida! Hahaha Nada de ficar uma vida baixando os episódios, muito menos procurando uma legenda que funcione! E sobre Jessica Jones, compartilho SUPER da tua dor! Hahaha E enchi tanto o saco do meu namorado pra não assistir sem mim que tive que acabar a série por honra, sério! Se tivesse sozinha provavelmente eu tinha parado logo nos primeiros episódios. Ao contrário de você achei os primeiros um tédio! E a personagem menos pior da série pra mim é a advogada Hogarth, interpretada pela Carry-Anne Moss. Um beijo!

    • Nossa, morro de preguiça de baixar séries. Abandonei várias que eu até que gostava justamente porque queria morrer cada vez que saía episódio novo e eu tinha de sair caçando link pra baixar, depois esperar quase uma hora pra poder ver… Netflix melhor lugar =P
      Olha, pelo menos eu me empolguei em tentar entender os mistérios por trás dos traumas da Jessica, mas nossa, que desfecho ruim! Enaquele décimo episódio… por Deus, não via a hora dele acabar (e devia ter uns 10 minutos de tela hahaha).

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s