Minhas citações preferidas

Daí que eu adoro “roubar” ideias alheias de post.
Eu não me orgulho disso.  Mas a verdade é que eu penso em fazer algo nesse estilo desde que vi o desafio das 52 semanas pela primeira vez, e o recente post da Livoneta só trouxe de volta essa vontade. Só que vocês já devem ter percebido que eu não gosto de seguir as típicas regras que costumam estabelecer pra esse tipo de coisa, então resolvi criar as minhas próprias regras pra brincar: serão três citações da literatura, três de séries e três de música.
Antes de começar, preciso esclarecer certas coisas. Algumas das citações foram escritas na língua portuguesa, mas outras vêm de obras em inglês. Nesse segundo caso, decidi manter as versões originais no post, mas caso você não entenda inglês, nada tema: é só ir até a seção de comentários que deixarei traduções livres feitas por mim de todas elas por lá. Ah, e vale mencionar que haverá spoilers no post, principalmente nas citações de séries. Você pode ler por sua própria conta e risco. De qualquer forma, deixei os nomes e os números dos episódios ao lado do nome do seriado pra vocês terem uma noção se já passaram pelo episódio em questão.
Sem mais delongas, vamos a elas

Literatura

Dom Casmurro
Existem milhares de citações do Machado que eu poderia ter incluído aqui, e talvez Dom Casmurro nem seja o romance dele com as citações mais marcantes e conhecidas por aí, perdendo o posto pra Memórias Póstumas. Mas é meu livro favorito, e cada vez que eu releio o grupo de capítulos que vai de “As Curiosidades de Capitu” (XXXI) até “Sou Homem!” (XXXIV) eu fico embasbacada. É impressionante como ele consegue resumir em pequenos detalhes alguns dos principais aspectos do livro como um todo. Isso sem contar que algumas passagens servem pra mostrar que Machado, quando quer ser poético, trabalha o lirismo de uma maneira tão dele e tão linda. Eu poderia separar aqui todo o trecho em que Bentinho descreve os benditos “olhos de ressaca” de Capitu, porque poucas coisas que eu li na minha vida são mais bonitas  do que aquilo, mas decidi escolher um trecho simples e curto que eu acredito que demonstre bem a personalidade dos dois personagens principais. Logo após o primeiro beijo, vemos como Capitu, mulher forte e dona de si, está em pleno controle da situação, enquanto Bentinho, amedrontado no seu complexo de inferioridade, fica ali, sem saber o que fazer.

“Assim, apanhados pela mãe, éramos dois e contrários, ela encobrindo com a palavra o que eu publicava pelo silêncio” – Machado de Assis

Incidente em Antares
Aaaaah, esse livro. Eu já falei tantas vezes dele nesse blog que vocês já devem estar enjoados. As pessoas que convivem comigo, então, não devem aguentar mais as minhas constantes recomendações pra que elas leiam Incidente em Antares o mais rápido que puderem. Não só ele tem um enredo extremamente instigante e que te prende por completo, ele também tem um final arrasador e um dos melhores trechos que eu já li, que ganhou até post no meu facebook (coisa que eu faço de vez em nunca). Acredito que sejam poucos os personagens que conseguem traduzir, como Cícero Branco o faz nessa citação maravilhosa, a hipocrisia humana desse nosso “baile de máscaras” e o modo como a elite faz de tudo para manter a plebe fora do baile, distante, num lugar onde ela não possa atrapalhar os “convivas felizes”. 

“(…) a vida mais do que nunca me parece um baile de máscaras. Ninguém usa (nem mesmo conhece direito) a sua face natural. Tendes um disfarce para cada ocasião. Cada um de vós selecionou sua fantasia para a Grande Festa. (…) E que baile! Também tomei parte nele e usei mil máscaras, mil disfarces. Aprendi a manipular a moeda corrente (falsa mas fácil) das mentirinhas cotidianas, das grandes mentiras e das meias verdades… Tornei-me um mestre em vossas danças e contradanças. Respeitei o vosso código, que manda aceitar as imposturas e simulações dos outros mascarados para que eles, em retribuição, aceitem as nossas…(…) Para vós o importante é que a festa continue, que não se toque na estrutura, não se alterem os estatutos do clube onde os privilegiados se divertem. A canalha que não pode tomar parte na festa e se amontoa lá fora no sereno, envergando a triste fantasia e a trágica máscara da miséria, essa deve permanecer onde está, porque vós os convivas felizes achais que pobres sempre os haverá, como disse Jesus. E por isso pagais a vossa polícia para que ela vos defenda no dia em que a plebe decidir invadir o salão onde vos entregais às vossas danças, libações, amores e outros divertimentos” – Erico Verissimo

To Kill a Mockingbird
A citação que virá a seguir é até um pouco paradoxal em relação à anterior. Ao mesmo tempo, ela é um sopro de esperança depois de um tapa na cara hahaha… já até falei dela uma vez antes aqui no blog. To Kill a Mockingbird procura mostrar para seu leitor uma série de preconceitos que permeiam a sociedade vistos pelos olhos de uma criança. Além do racismo que aparece com muita força no julgamento de Tom Robinson, o desprezo dos habitantes de Maycomb por Boo Radley também diz muito sobre como raramente nos colocamos no lugar do outro. A frase de Atticus é exemplar de algo que ainda falta muito hoje em dia: a empatia. Não podemos tentar entender as dores alheias sem antes perceber que não passamos pelas mesmas coisas.

“You never really understand a person until you consider things from his point of view (…) until you climb into his skin and walk around in it” – Harper Lee

Séries

Supernatural (Swan Song – 5×22)
Temos aqui mais uma citação que já foi mencionada nesse blog antes. Apesar de amar profundamente a série, penso muitas vezes se ela não deveria, de fato, ter terminado na quinta temporada. Não só porque eu ache que as temporadas posteriores são mais fracas e essa 12ª tá sofrível, mas também porque eu acho que Swan Song tem toda a carinha de um series finale perfeito. Os Winchesters conseguiram a vitória do livre-arbítrio fazendo a escolha mais bonita e mais coerente com o resto de toda a série: família. O amor que eles têm um pelo outro supera todas as coisas, salva o mundo e ajuda a confirmar para os humanos o direito que temos de escolher como queremos nossas vidas.

“Up against good, evil, angels, devils, destiny, and God himself, they made their own choice. They chose family. And, well, isn’t that kind of the whole point?” – Chuck Shurley

The Blacklist (Anslo Garrick – 1×09)
Existem poucas coisas mais deliciosas do que ouvir o incrível roteiro de The Blacklist na voz de James Spader. Reddington tem tiradas brilhantes, um humor afiadíssimo e uma risada muito gostosa de ouvir, mas os momentos em que ele mais brilha são aqueles com apelo emocional, em que o ator capricha nas pausas, na tonalidade da voz e na expressão. Não só o personagem tem histórias maravilhosas pra contar, como também faz monólogos com suas experiências de vida que são capazes de tocar até mesmo o mais frio dos espectadores. Nesse diálogo, ele pode até falar basicamente de situações que a riqueza dele pôde proporcionar, mas o sentimento como um todo é partilhado por todos os que assistem à cena. E essa merece não só ser lida, como ser ouvida (ela começa em 1:03 do vídeo).  Menção honrosa pra todo o diálogo final entre ele e a Liz no 3×02 (Marvin Gerard), que seria extenso demais pra reproduzir aqui e que é mais complexo do que uma citação só, mas nossa senhora que coisa linda ❤

“Have you ever sailed across an ocean, Donald? (…) On a sailboat surrounded by sea with no land in sight, without even the possibility of sighting land for days to come? To stand at the helm of your destiny? I want that one more time. I want to be in the Piazza del Campo in Siena, to feel the surge as ten racehorses go thundering by. I want another meal in Paris at L’Ambroisie in the Place des Vosges. I want another bottle of wine and then another. I want the warmth of a woman in the cool set of sheets. One more night of jazz at the Vanguard. I want to stand on summits and smoke Cubans and feel the sun on my face for as long as I can. Walk on the Wall again. Climb the Tower. Ride the River. Stare at the frescos. I want to sit in the garden and read one more good book. Most of all I want to sleep. I want to sleep like I slept when I was a boy. Give me that. Just one time. That’s why I won’t allow that punk out there to get the best of me, let alone the last of me.” – Raymond Reddington

Penny Dreadful (A Blade of Grass – 3×04)
Em primeiro lugar, sdds Penny Dreadful. Não é segredo que eu amo os episódios que são basicamente um “The Vanessa Ives Show“. Também não é segredo que ela e a criatura são meus personagens preferidos da série. Então um episódio que aborda o passado dela somado à amizade dos dois tinha tudo pra se tornar o melhor episódio pra mim. Junte-se a isso o roteiro MARAVILHOSO e não teve jeito: sou absurdamente apaixonada por A Blade of Grass. Ao longo de todos os quase 60 minutos de episódio eu senti meu coração ser destruído em diversos pedacinhos sem dó, então foi difícil escolher uma cena só como ponto alto, mas acho que essa citação fala muito dos dois personagens, então não teve jeito. E só de lembrar eu sinto um aperto gigantesco. E essa é outra que eu recomendo ser ouvida, porque MEU DEUS Rory Kinnear!

“I was at home, yesterday night past. And I was helping my son with a wooden ship model. That’s something we do. And he asked me about the ship. I said it was the kind of ship used for exploring the seas. And he said, ‘Where do they explore, Father?’. And I told him, ‘Everywhere. The Orient, Peru and even the frozen North’. And he says, ‘What’s that, Father?’. And so I told him it was the places all covered with snow. North of Scotland and even beyond that. And he said, ‘Do people live there?’. And I said, ‘No. It’s too cold and lonely all the time. No one lives there’. And I started to cry. And I couldn’t stop. My son took my hand. I couldn’t stop crying. (…) Because I realized I was wrong. One person does live there, where it’s cold and lonely all the time. So I tendered my resignation. I’ll stay on long enough to see you tomorrow. The last person you see before the surgery will be someone who loves you” – The Orderly

Músicas

Clocks
Por algum motivo, eu sempre senti que “Clocks” era a música que mais me representava, aquela que mais parecia ter sido escrita pra mim.  São vários os elementos responsáveis por isso: o piano, a participação dela em momentos importantes da minha vida, a ligação emocional que eu tenho com ela e esse trecho em específico. Acredito que a dúvida sobre ser parte da cura ou da doença é algo que aparece em muitas pessoas em diferentes momentos da vida, e ela paira na minha cabeça já por alguns anos a fio. Essa questão pode ser entendida a partir de tantas interpretações diferentes que daria pra fazer um post só sobre como ela se desdobra, mas sem dúvida ela sempre conversou muito comigo.

“Am I a part of the cure or am I part of the disease?” – Coldplay

Miniature Disasters
Essa foi uma das primeiras coisas da KT que eu ouvi na minha vida. Fiquei encantada com o refrão, mas acho que o trecho que mais falou comigo foi o finalzinho da segunda estrofe. Essa busca por entender melhor a si mesma quando o mundo a sua volta não facilita muito é algo bem real e bem profundo.Em diversas situações da minha vida eu tive a clara sensação de que não conseguia me comportar da forma como deveria, e de que falava uma língua diferente daquela que todos partilhavam. Porque, afinal, algum motivo eu tinha de ter pra ter escolhido o título dessa música como nome do meu blog, não é mesmo?! 

“And I need to patient, and I need to be brave / I need to discover how I need to behave / And I’ll find out the answers when I know what to ask / But I speak a different language / And everybody’s talking too fast” – KT Tunstall

Roda Viva
Ah, Chico… Esse homem é, definitivamente, meu letrista favorito, então foi difícil escolher apenas uma música pra constar nessa lista. 
Acho que daria pra fazer um compilado de citações preferidas só a partir das músicas do Chico. Pensei em “Construção”, mas a minha vontade seria de incluir a música toda, e não um trecho específico. Depois de muito penar, optei pelo comecinho de “Roda Viva” porque acho que ele passa uma mensagem que é, ao mesmo tempo, reflexiva e um pouco pessimista (e é minha cara gostar de coisas pessimistas). É bem triste pensar que nem sempre a gente consegue mandar na nossa própria vida, e que isso faça com que a gente às vezes sinta que paramos, que morremos, que não damos mais conta.

“Tem dias que a gente se sente / Como quem partiu ou morreu / A gente estancou de repente? / Ou foi o mundo então que cresceu? A gente quer ter voz ativa / No nosso destino mandar / Mas eis que chega a roda viva / E carrega o destino pra lá” – Chico Buarque

Meu TV Guide

Eis que no final do ano passado eu passei a ter acesso ao Netflix e perdi minha desculpa para não acompanhar algumas séries que eu tinha muita curiosidade em ver (leia-se “agora eu não podia mais falar em preguiça de baixar”). Pois bem, como gosto de compartilhar meus gostos por aqui, por que não fazer um post sobre isso?
Andei vendo alguns pilotos depois que terminei as séries que inciei logo no primeiro dia de Netflix, então talvez um dia eu apareça por aqui com uma segunda edição desse post, mas enquanto esse dia não chega, segue abaixo uma lista de todas as séries que eu acompanhei até hoje.
Cuidado: esse post tem spoilers por todo o lado.

As mais queridinhas

series-1-sherlockSherlock
É até meio desleal comparar Sherlock com as outras séries desse post. A série tem elenco de cinema, produção extremamente profissional e tempo de sobra pra preparar cada um dos três episódios das temporadas com muito carinho. Além disso, é um pouco mais fácil brincar de escrever roteiro quando você tem Conan Doyle como base. De qualquer forma, a série tem uma qualidade incrível e Benedict Cumberbatch nasceu pra interpretar o melhor detetive da literatura.
Personagem favorito: Eu tenho uma queda enorme por personagens muito inteligentes e que abusam do sarcasmo, então não seria surpresa se eu dissesse que Sherlock Holmes é meu grande amor. Sou apaixonada pelo personagem desde os livros, mas o Cumberbatch me ajuda a gostar ainda mais da personalidade do meu detetive preferido ❤
Episódio favorito: Ok, não consegui escolher só um (Luiza trapaceando, que grande novidade): A Scandal in Belgravia (2×01) e The Reichenbach Fall (2×03) – aparentemente a segunda temporada é a minha favorita hahaha. Gosto muito do primeiro porque Irene Adler sempre foi uma personagem que muito me agrada. Ver a interação dela com Sherlock, tanto nos aspectos intelectuais quanto na tensão “amorosa/sexual” que eles tinham ali foi de encher os olhos. Até hoje fico arrepiada só de me lembrar de algumas cenas do episódio.
Quanto ao season finale, acredito que o que mais me agrada nele é o enredo extremamente bem construído – e isso fica ainda mais claro em The Empty Hearse (3×01). A inteligência dos irmãos Holmes desconhece limites (aproveito a oportunidade pra enviar amor ao Mycroft ❤ ), mas vê-los lidarem com alguém à altura é muito incrível. Devo acrescentar ainda que a produção faz um ótimo trabalho em adaptar essas histórias todas pros tempos atuais.

series-2-supernaturalSupernatural
Se você decidir ver Supernatural com o objetivo de acompanhar uma série de terror meio despretensiosa, você vai se arrepender já na primeira temporada. Embora tenha começado como uma série sobre lendas urbanas, a história tomou proporções muito maiores e o rumo adotado foi totalmente outro. Supernatural, na minha opinião, é essencialmente sobre família e sobre filosofia (abordando questões como livre-arbítrio/destino, o papel de Deus…). E o mais legal disso tudo é que o seriado consegue interligar esses dois pilares de forma magistral, principalmente até a quinta temporada.
Personagem favorito: Por mais que eu adore o Sammy, meu personagem favorito sempre será, temporada após temporada, Dean Winchester. Fico encantada com a forma que ele cuida do irmão e faz uma série de sacrifícios para proteger a família… e também o resto do mundo hahaha
Episódio favorito: Essa pergunta poderia ser difícil, mas por incrível que pareça, tenho a resposta na ponta da língua: Swan Song (5×22). Acho que esse episódio é a somatória perfeita de todos os elementos que eu amo na série: a relação de amor dos Winchesters, a vitória do livre-arbítrio e a coerência impecável do Eric Kripke, esse homem que conseguiu amarrar TODAS as pontas soltas que ele ia deixando ao longo do caminho (sdds, volta pra gente!). O episódio ainda conta com a primeira grande homenagem à Baby e com o Chuck narrando e dizendo essa frase maravilhosa logo após uma montagem emocionante de flashbacks: “Up against good, evil, angels, devils, destiny, and God himself, they made their own choice. They chose family. And, well, isn’t that kind of the whole point?”.
Vale a pena falar de alguns outros episódios amorzinhos, como All Hell Breaks Loose (2×21 e 2×22), meu segundo finale preferido com algumas das minhas cenas favoritas do Jensen Ackles; Dark Side of the Moon (5×16), o segundo episódio que eu mais gosto na melhor temporada de todas (que dor que é não recomendar a quinta temporada inteira pra vocês); e Fan Fiction (10×05), porque SPN é ótima com comédia também, e embora o episódio que mais me tenha feito rir seja The French Mistake (6×15), o ducentésimo (!!) da série tem um gostinho especial ❤

series-3-the-blacklistThe Blacklist
Sabem aquele tipo de piloto que te prende já nos primeiros minutos? Pois bem, The Blacklist conta com um desses. Como se não bastasse essa premissa inicial e todo o mistério em volta dos personagens, a série é muito bem escrita, com episódios inteligentes, diálogos incríveis e uma trama intrigante que te mantém interessado sem precisar jogar um cliffhanger por episódio na sua cara pra manter o suspense.
Personagem favorito: Se você assiste a essa série e seu personagem favorito não é Raymond Reddington, me explique COMO! James Spader faz miséria com esse gênio do crime extremamente divertido e cheio de histórias incríveis pra contar.
Episódio favorito: Não foi fácil pensar em um só, mas acabei optando por Anslo Garrick (1×09). Sabe aquele tipo de episódio a que você quase assiste de pé de tão eletrizante? Pois bem, esse mesmo! Eu sequer notei os 40 minutos passarem de tão bem feitos! Além de ser cheio de ação, com muitos momentos agonizantes e um certo medo que paira pela vida de alguns personagens, o episódio ainda conta com uma das cenas mais maravilhosas e emocionantes de James Spader no seriado. Como não amar Raymond Reddington declamando, quase como se fosse uma poesia, sua lista de coisas para fazer antes de morrer?
Vale também falar de alguns outros episódios que adoro, como Tom Connolly (2×22), cuja sequência final é tão incrível que eu não consigo mais ouvir Rocket Man da mesma forma; e The Director/The Director: Conclusion (3×09 e 3×10), ambos lotados de cenas fantásticas e um plano incrível que só Red é capaz de elaborar.

Não me estendi muito sobre os personagens prediletos dessas minhas três séries preferidas porque já falei deles nesse post aqui.

Um oferecimento do Netflix

series-4-penny-dreadfulPenny Dreadful
Penny Dreadful foi, sem dúvida, a escolha mais acertada dentre as séries que comecei a ver no Netflix. Além da beleza das cenas (porque, convenhamos, que bela fotografia que essa série tem), os personagens são maravilhosos, suas histórias são misteriosas e o enredo consegue manter um equilíbrio que te deixa curioso sem te encher de problemas a serem resolvidos.
Personagem favorito: Trapaceando mais uma vez, não consigo decidir entre dois personagens: Vanessa Ives e A Criatura/John Clare (desculpa, Ethan, ainda te amo). Gosto da primeira porque acho muito interessante acompanhar todo o mistério que a envolve e de ver a luta dela contra seus demônios (literalmente, nesse caso). Já no caso da Criatura, meu amor vem desde quando eu li Frankenstein e é todo baseado nas discussões filosóficas que ele propõe.
Faço aqui uma menção honrosa a Proteus, que teve pouquíssimo tempo de tela mas marcou meu coração.
Episódio favorito: Pelo que já notei, alguns dos meus episódios favoritos vão basicamente numa linha que poderia receber o nome de “The Vanessa Ives Show” hahaha. De qualquer forma, Possession (1×07) é um episódio tão cheio de emoção que é difícil não amar. Eva Green está maravilhosa, oscilando entre uma pessoa em desespero, lutando para se manter sã, e uma mulher possuída e totalmente fora de si. A cena mais incrível do episódio é a do exorcismo, mas aqui eu deixo vocês com o parágrafo da Patthy na categoria “três cenas marcantes” desse post aqui.

series-5-grace-and-frankieGrace & Frankie
Tudo em Grace & Frankie parece levar a uma típica comédia: o enredo, o tempo de tela (de vinte a trinta minutos), e até mesmo a classificação oferecida pelo Netflix. Depois que você começa a acompanhar a série, porém, a história é outra: embora esteja recheada de momentos divertidos, também há muito drama sutil na trama. Acompanhar a jornada dessas duas senhoras para reconstruírem a vida delas é, ao mesmo tempo, cheio de risadas e de tristezas, e é isso o que dá um gostinho especial para o seriado.
Personagem favorito: Tentei, tentei, mas não consigo escolher entre a Grace e a Frankie. Elas duas são, definitivamente, o ponto alto da série, e acompanhar Jane Fonda e Lily Tomlin interagindo é delicioso. As duas são tão opostas que a amizade, por florescer nesse campo tão pouco provável e graças a uma situação tão triste, fica ainda mais bonita. Registro aqui também meu amor pela Brianna (a terceira figura presente no gif aí do lado), porque cada cena das três juntas é um deleite e porque ela é a única capaz de tornar as cenas do casal Sol e Robert suportáveis (sério, gente, odiei os dois personagens assim que eles falaram que eram VINTE anos de traição).
Episódio favorito: Acho que meu episódio preferido é justamente o piloto, que ironicamente chama-se The End (1×01). Ele é, sem dúvida, um dos episódios em que Grace e Frankie mais interagem, e numa época em que elas ainda se esforçam para sequer conviverem juntas. Ver as duas chapadas é impagável, e as cenas envolvendo a cadeira do Ryan Gosling são todas maravilhosas. Por fim, vale mencionar que esse episódio tem a cena que mais me fez rir na série inteira: a desse gif aqui.


series-6-htgawmHow to Get Away With Murder
Para mim, HTGAWM (porque, né) tem um defeito grave: me sinto vendo uma espécie de novela, ou um folhetim televisivo. A história tinha tudo pra ser extremamente interessante, mas o seriado tem tanto cliffhanger e tanto plot twist que eu acabo me irritando e preciso de pausas estratégicas ao longo da temporada pra conseguir retomar a paciência e voltar a ver. Tenho intenção de assistir à segunda temporada, mas sem pressa: um dia, quando ela chegar ao Netflix, eu verei com calma e com direito a todas as pausas que eu precisar.
Personagem favorito: Sendo bem sincera, eu não cheguei a me apegar direito a nenhum dos personagens, mas decidi escolher Connor Walsh porque vejo nele o alívio cômico de uma série que se leva a sério demais. Connor é responsável pela enorme maioria dos comentários irônicos, ele permanece basicamente o mesmo desde o piloto e, por fim, faz parte do único casal da série que me agrada.
Episódio favorito: Todo mundo fala da cena da maquiagem e o Emmy premiou Viola pelo sexto episódio, mas o episódio em que eu acho que Viola Davis está melhor é Kill me, kill me, kill me (1×09). A briga dela com o Sam logo no início é uma das cenas mais incríveis de toda a temporada. Além disso, é um alívio ver a cena do assassinato de uma vez por todas, inteira, sem cortes, sem interrupções, sem omissão de detalhes.

series-7-jessica-jonesJessica Jones
Ah, Jessica Jones, que decepção que você foi na minha vida de seriadora. Li tantos elogios na internet e tanta gente falando de como ela era uma “heroína feminista” que fui ver com uma expectativa muito alta. A decepção não poderia ter sido maior: adorei os primeiros episódios, porém depois da chegada do Kilgrave tudo começa a ficar fora de controle e os personagens caem assustadoramente de qualidade (embora eu não possa negar que David Tennant está muito bem no papel). Terminei a temporada numas de “bom, já que cheguei até aqui…”, mas acho que o décimo episódio foi uma das piores coisas que já vi na vida, cheio de furos de roteiro e recursos novelísticos que me deram nos nervos.
Personagem favorito: Se a série tivesse ao todo quatro episódios essa seria uma “questão” fácil e eu diria “Jessica Jones” sem qualquer dúvida. O problema é que do quinto até o season finale a personagem me irrita num tanto que fica difícil elegê-la como minha favorita. Ao mesmo tempo, ninguém conseguiu me conquistar o suficiente para ocupar o posto, então essa categoria fica assim, sem resposta.
Episódio favorito: Embora eu tenha de dar o braço a torcer e dizer que o diálogo da Jessica com o Kilgrave sobre estupro e relacionamentos abusivos no oitavo episódio é muito bom, meu favorito ainda é AKA Ladies Night (1×01), da saudosa época em que eu achava que a Jessica era mais uma humana cheia de defeitos do que uma pretensa super-heroína que usa uma moça como desculpa para não parar um vilão extremamente perigoso e acaba arrastando uma pá de gente junto nessa brincadeira.

As encerradas:

series-8-houseHouse
Acho que a coisa que eu mais gostava em House era o fato de que a série deixava pouco espaço para os dramas pessoais dos personagens principais, focando principalmente na linha de raciocínio desse Sherlock da medicina. Isso também ajudava para que ficassem mais emocionantes aqueles episódios em que o foco eram os sentimentos de cada protagonista. Por fim, uma das maiores vantagens do seriado estava no fato de que, por ele ser cínico e bastante frio, seus pensamentos transbordavam reflexões muito interessantes e conduziam a piadinhas maravilhosas.
Personagem favorito: Também já falei dele nesse post, mas meu personagem favorito é, com certeza, Gregory House. Adoro o jeito como ele enxerga o mundo e as pessoas que nele vivem – o que de certa forma me assusta, já que ele é bem amargo e infeliz HAHAHA
Episódio favorito: Lembro até hoje de como chorei feito um bebê quando vi Wilson’s heart (4×16) pela primeira vez. Acho que o que mais me emocionou quando eu vi tudo aquilo foi a oportunidade que a série nos deu de acompanhar (e compreender) os pontos de vista tanto do House quanto do Wilson e sofrer imensamente pelos dois. Foi ainda mais impactante ver esse episódio logo após a maravilha que foi assistir ao anterior (House’s head – 4×15), com House tentando se lembrar do acidente e descobrir quem seria a pessoa em perigo.

series-9-friendsFriends
Não preciso nem pensar duas vezes pra dizer que Friends é meu seriado de humor favorito. A maioria das piadas transborda inteligência e os personagens são todos uns amorzinhos (apesar dos milhares de defeitos que eles têm). Além de tudo, Friends é também uma série sobre amadurecimento, o que a torna ainda mais interessante.
Personagem favorito: Embora eu goste muito de todos os seis, meu friend predileto é Miss Chanandler Bong, digo, Chandler Bing. Acredito que o Chandler é o personagem que mais evoluiu psicologicamente ao longo das dez temporadas. Ele superou traumas dos mais simples aos mais pesados e tornou-se uma pessoa melhor, mas sem nunca abandonar o sarcasmo maravilhoso dele.
Episódio favorito: Apesar de eu não ter visto tantas séries assim (e pouquíssimas que terminaram, convenhamos), acredito que quase nenhuma terminou ou vai terminar tão bem quanto Friends. The Final One (10×17) reúne a quantidade ideal de humor e de emoção, dando o encerramento que faltava para o amadurecimento dos seis. É um episódio lindo, gente.
Preciso mencionar mais alguns episódios queridinhos, como The One With The Proposal: Part 2 (6×25), porque eu shippo muito Mondler e foi impossível não amar o pedido de casamento deles; The One Where Everybody Finds Out (5×14), porque além de também ser sobre Mondler, tem a famosa sequência do “they don’t know we know they know we know” que me mata de rir toda vez; e The One Hundredth (5×03), um dos mais emocionantes com aquela cena linda da Phoebe se despedindo dos bebês.

Call the police and the firemen

(Eu sei que provavelmente ninguém aguenta mais Uptown Funk, mas achei que esse trecho combinaria muito bem com esse post too hot, hot damn)
Sabe quando você está visitando blogs que você gosta e de repente se depara com um post que te faz pensar “olha só, esse tema é tão legal que eu vou roubar pra mim”? Pois bem, foi o que aconteceu quando eu li essa lista da Patthy com os 10 homens famosos que ela pegaria se tivesse chance. Como sonhar é bom e todo mundo gosta, resolvi brincar de fazer igual e me imaginar pegando 10 caras famosos.
Antes de começar, gostaria de dizer que, à exceção do primeiro nome da lista, todos os outros estão em ordem alfabética. Seria cruel pedir para que eu colocasse em ordem de preferência.

Chris Martin

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Nooooossa, que surpresa. Tenho certeza que ninguém pensou que eu incluiria o Chris aqui. What a shocker.
Pois bem, embora eu seja perdidamente apaixonada por todos os integrantes do Coldplay e ache Guy Berryman muito pegável (como o próprio Chris faz questão de evidenciar em tudo quanto é entrevista), tem algo nesses olhos azuis e nesse sorriso bobo do Chris que me deixa absurdamente encantada. Eu olho pra essa carinha dele e de repente eu esqueço que eles ignoraram a América Latina na Mylo Xylotour, esqueço as burradas que eles fazem com algumas músicas. Imagino a voz dele cantando minhas músicas favoritas da vida no meu ouvidinho e me derreto toda (ele no registro grave, então…).

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Adam Levine

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Juro que não sei explicar o efeito do Adam em mim. Não o considero o mais bonito dessa lista, prefiro tatuagens mais discretas, mas ele tem um sex appeal que acaba comigo. Cada vez que eu vejo o clipe de Animals eu esqueço toda a parte stalker e meio doentia do enredo e só consigo me imaginar no lugar da Behati Prinsloo a partir dos 3 minutos e 24 segundos de vídeo (sim, eu já decorei, me julguem o quanto quiserem). Adam, se quiser vir ter essa pegada aqui em casa, é só chegar, viu?!

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Chris Pine

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Até hoje eu me lembro do meu primeiro contato com o Chris Pine, em Sorte no Amor. Fiquei viciada no filme, e quando fui conversar com uma amiga (também viciada) sobre o assunto, esbarramos no mesmo tópico: como o ator principal era bonito! Desde então já vi muitos outros filmes com ele no elenco e nunca me canso de admirar esses olhos azuis – cêis vão perceber ao longo da lista que eu curto unzoio claro. De todos, porém, o meu favorito no quesito beleza foi Guerra é Guerra, com aqueles terninhos (outra coisa que me agrada: homem de roupa social) e a carinha de apaixonado.

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Ian Somerhalder

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Esse é um oferecimento da época em que eu acompanhei The Vampire Diaries, e devo dizer que o Damon era o maior motivo pra eu gostar da série. Desde os sorrisos de canto de boca, nos quais o Ian é inigualável, passando pelas dancinhas e pelos comentários sarcásticos maravilhosos do Damon e chegando nos olhares apaixonados que me deixavam embasbacada, Ian Somerhalder soube muito bem me conquistar. Pelo que venho acompanhando na internet, o corpo dele deu uma mudada que não me agrada, então tenham em mente o Ian lá de 2009/2010.

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James Blunt

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Ai, James… Mais do que bonito, esse homem é de uma fofura com a qual eu não sei lidar direito. Devo dizer que se eu pudesse conversar com ele qualquer dia desses, pediria pra que ele voltasse a adotar o visual lá da época do All the Lost Souls (esse álbum ❤ ), de barba e cabelo mais comprido, mas gosto dele de qualquer jeito. Ah, e como se não bastasse eu achá-lo fofinho e muito divertido, devo elogiá-lo pelo fato de ele já ter me dado a oportunidade de vê-lo ao vivo três fucking vezes, uma das quais está documentada nesse blog.
P.S.: deixa eu manifestar aqui a minha indignação pela ausência de gifs dessa pessoa, à exceção do clipe de You’re Beautiful.

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Jared Leto

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O Jared Leto é uma das criaturas com aparência mais versátil do cinema e da música: qualquer dia desses a gente ainda vai se deparar com uma versão dele de sidecut roxo. É curioso também pensar que, mesmo com todas essas mudanças e os problemas de saúde que ele teve por ficar emagrecendo e engordando o tempo todo, o desgraçado tem essa carinha de vinte e poucos mesmo com 43 (!!!!) anos. Preciso nem dizer que essa fonte da juventude faz um bem desgraçado pra ele, porque ô homem com rostinho bem modelado, hein?! E que belos olhos azuis, meus amigos!

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Jensen Ackles

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Se Supernatural fosse real, John e Mary husband and wife Winchester teriam caprichado na hora de fazer filhos. Jared Padalecki também é um homem e tanto, mas Jensen Ackles tem um efeito sobre meus ovários que eu tenho dificuldade de botar em palavras. Como basta tentar fazê-lo uma vez, reproduzo aqui uma parte do meu comentário no post da Patthy, acrescentando uma coisa ou outra:
Jensen Ackles sem barba. Jensen Ackles com textura. Jensen Ackles de barba cheia. Jensen Ackles sorrindo (aliás, que sorriso bonito que esse homem tem). Jensen Ackles fazendo cara de bravo. Jensen Ackles chorando (porque sim, ele fica bem até com lágrimas no rosto). Jensen Ackles de flanela, camiseta e calça jeans, num look bem Dean. Jensen Ackles de terno. Jensen Ackles sem roupa (e exibindo aquelas costas dele que foram esculpidas diretamente por Chuc…digo, por Deus). Jensen Ackles atuando. Jensen Ackles cantando (que voz, meu pai do céu). Jensen Ackles comendo. Jensen Ackles respirando!!! Esse desgraçado fica bonito de QUALQUER jeito.

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Johnny Depp

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Um problema da minha vida: eu curto uns famosos meio fora da minha faixa etária e taí Johnny Depp pra bater o martelo nesse quesito. Nos últimos tempos ele tem se descuidado um pouco (migo, peço em nome de muitas mulheres: se cuida e lave esse cabelo), mas cada vez que eu vejo coisas dele de até dois anos atrás eu fico babando. Gente, o que é aquele olhar de soslaio extremamente sexy? Quando combinado com o sorrisinho safado típico dele, então, eu sofro muito. Eu tenho um pôster dele colado na parede do meu quarto, cêis tão entendendo meu drama?

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Jon Bon Jovi

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Ó aí o que eu disse, mais um cinquentão pra minha lista. Lembro-me de ter ido ao cinema ver Noite de Ano Novo e de um amigo meu dizer que o Bon Jovi tinha sorte de ficar com a Katherine Heigl, a que uma grande amiga e eu respondemos “cê tá louco? A sorte é dela!”. Não sei se são os olhos, o sorriso, o formato do rosto, os braços, as dancinhas malucas ou a voz, mas algo nesse homem me faz gostar dele grisalho e tudo! (Ok, abro uma exceção pro corte de cabelo ridículo dos anos 1980… Jesus, que coisa terrível)

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Liam Hemsworth

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A família Hemsworth é abençoada e taí senhor Chris pra fazer uma concorrência pesada com o irmão, mas escolhi o mais novo por dois motivos: primeiro, porque ele é menos musculoso que o Chris e eu acho isso ótimo; segundo porque, olha só, ele é o primeiro homem a aparecer nessa lista que tem menos de 30 anos! Dentre as coisas que eu mais gosto nele estão os olhos e a altura (adoro um cara com mais de 1,85, gente). Aliás, ele fica de parabéns quando deixa a barba crescer, hein?!
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Bonus:

Chico Buarque jovem

Esse caso não é tanto por beleza (embora o Chico tenha belos olhos claros), mas pelo conjunto da pessoa. Não pegaria o Chico de hoje, até porque ele tem idade pra ser meu avô, mas se ele ainda fosse jovem, adoraria passar um bom tempo com ele, discutir as letras das músicas e ouvir ele cantar (como sou meio louca, gosto até mesmo dos desafinados dele hahaha). Aliás, falando no fato de ele ser mais velho, devo dizer que homens idosos (ou até já mortos) que eu pegaria quando eram jovens é outra história, vide a linda dupla formada por Paul Newman e Robert Redford.

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Ben Haenow

Hey nooooow! =P
Tá aí meu xodó do The X Factor UK (alguém aí pra comentar a 12 temporada comigo pela internet?). Torci muito por ele no ano passado e adoro a voz dele, mas preciso mencionar uma das performances do programa em que ele está mais gato: Come Together.

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E é com esse gif fofinho que eu encerro o post de hoje =P

Livros, séries, filmes: meus personagens icônicos

Sabem aquelas pessoas que dizem “ai, eu sempre trapaceio as tags” ou coisas do tipo? Eu resolvi partir pra um novo nível: criar uma coisa nova a partir de uma tag existente. Desde que a Lí fez esse meme sobre séries eu fiquei com vontade de falar sobre meus personagens favoritos das poucas séries que acompanho. No entanto, esbarrei numa coisa que me incomodou bastante: os quatro que eu queria citar eram homens. E as personagens femininas?
Foi com essa ideia na cabeça que eu decidi fazer um post com doze personagens icônicos na minha vida: quatro grandes mulheres de filmes que eu gostei, quatro grandes homens de séries que eu vejo e dois protagonistas de cada gênero de livros que amo.
Antes de começar, um aviso: algumas das descrições têm pequenos spoilers sobre o enredo do filme/série/livro. Leia por sua própria conta e risco.


As quatro personagens icônicas dos filmes:

1- Mulan, de Mulan (1998)
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Existem tantas coisas que tornam Mulan uma personagem sensacional que é até difícil escolher por onde começar. Depois de muito penar para tentar se encaixar em uma sociedade que encara a mulher como uma criatura destinada a ser a “perfeita esposa”, Mulan encontra sua verdadeira imagem ao se disfarçar de homem para evitar que seu pai, com a saúde bem debilitada, morra ao ir lutar na guerra. É ali que ela percebe que sua maior força é sua inteligência, e, seguindo nesse caminho, a grande heroína salva a China sozinha. É isso que eu chamo de girl power.
“Mas Luiza, tinha de ter animação?” Tinha, sim. Primeiro porque o filme da Disney é baseado num poema chinês, e a história de Mulan vai muito além da animação. Segundo porque eu ouço muito esse discurso de que as “princesas” da Disney são péssimos exemplos, e é sempre bom “contra-argumentar”. Quer mais provas? Dá uma olhada nessa lista com 27 momentos empoderadores nos mais diversos filmes do estúdio.

2- Skeeter e Aibileen, de Histórias Cruzadas (2011)
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Achei que seria sacanagem separar duas personagens que se completam tanto, mas ao mesmo tempo seria impossível falar de uma sem comentar da outra. Skeeter e Aibileen procuram trazer à tona uma história que ninguém quer ouvir, mas que elas acreditam terem o direito de contar. Com a ajuda uma da outra, elas desnudam o racismo dos subúrbios sulistas dos Estados Unidos, incomodando toda uma sociedade cujo conforto prescindia dessa hierarquia de brancos sobre negros.

3- Malévola, de Malévola (2014)
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Se a Malévola lá do filme de 1959 já é uma personagem interessante por ser uma das maiores vilãs das histórias infantis, esse live-action de 2014 trouxe uma série de nuances novas para a “antagonista”. Interpretada por Angelina Jolie, Malévola deixa de ser apenas uma vilã com motivos aparentemente mesquinhos para transformar-se em uma personagem com a qual muitos de nós podemos nos identificar: enganada, sua vida adquire um gosto amargo até que ela reencontra o amor por meio de uma adolescente com quem ela vai construir uma bela relação de mãe e filha.

4- Christine Collins, de A Troca (2009)
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Dose dupla de Jolie!
O que mais encanta na história de Christine Collins é que o filme é baseado em fatos reais. Mãe solteira na década de 1920, Christine luta com unhas e dentes para recuperar seu filho desaparecido e provar que o menino que entregaram para ela não é Walter Collins. Ela desafia as autoridades, é desacreditada, confinada a um hospício e mesmo assim não desiste de descobrir o paradeiro de seu filho.


Os quatro personagens marcantes de séries:

1- Sherlock Holmes, de Sherlock
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Como se eu já não gostasse de Sherlock Holmes nos livros do Conan Doyle, Benedict Cumberbatch parece ter nascido para interpretar o detetive. Numa ótima adaptação do personagem pro século XXI, o “high-functioning sociopath” mais querido do mundo esbanja inteligência e sarcasmo, é deliciosamente observador e dedutivo, e, apesar de ter dificuldade em socializar com “pessoas comuns”, ainda consegue demonstrar (mesmo que de forma enviesada) o carinho que sente por aqueles que ama.

2- Dean Winchester, de Supernatural
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Desde que comecei a acompanhar a série, a coisa que eu mais amo em SPN é o amor e o carinho que os Winchesters sentem um pelo outro. Dean foi como um pai para seu irmão (mesmo com a diferença de quatro anos entre os dois) e está disposto a ir para o inferno – literalmente – para salvar a vida de Sam. Se essa já não fosse uma razão boa o suficiente para amar o personagem, ele ainda consegue ser muito divertido, inteligente, leal, intuitivo, corajoso… e ele salva o mundo do apocalipse nas horas vagas.

3- Raymond Reddington, de The Blacklist
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Red é um dos personagens mais curiosos que eu já tive a felicidade de acompanhar. Criminoso de inteligência ímpar, Reddington é cheio de mistérios e tem uma experiência de vida impressionante. Apesar de ser um protagonista muito prático (“you talk too much”), as cenas mais gostosas de asssistir são aquelas em que ele começa a fazer um relato emocionante em um momento tenso, seja com um episódio da sua vida, seja com uma lista de coisas que pretende fazer antes de morrer.

4- Gregory House, de House
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House é, basicamente, o Sherlock da medicina (e pra quem acha que eu to exagerando…). Com um conhecimento médico fora do comum, House sempre é convocado para descobrir o que há de errado com pacientes que apresentam casos aparentemente insolúveis e doenças raríssimas (parabéns pra equipe de roteiristas pelo tanto de pesquisa que eles faziam, aliás). Além disso, House era um personagem muito amargo e isso rendeu uma quantidade enorme de citações intrigantes sobre a vida.


Quatro personagens maravilhosos dos livros:
(esses ficam sem imagem porque me recuso a pegar capa do livro/gif de adaptação cinematográfica)

1- Atticus Finch, de To Kill a Mockingbird/O Sol é Para Todos (Harper Lee)

ATENÇÃO: eu não pretendo ler Go Set a Watchman por causa dessa polêmica com a advogada, então a imagem que tenho de Atticus diz respeito única e exclusivamente ao que li em TKAM.
Aparentemente personagens que enfrentam o racismo no sul norte-americano me agradam bastante, já que Atticus também entra nessa lista muito por causa desse motivo. Ele protagoniza uma das cenas mais bonitas da literatura (e do cinema, na adaptação de 1962) ao defender Tom Robinson. Outra coisa que me toca é a forma como ele cria seus filhos, transformando a narrativa de Scout sobre o pai em uma história muito emocionante. Encerro com uma citação do próprio: “You never really understand a person until you consider things from his point of view… until you climb into his skin and walk around in it“.

2- Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito (Jane Austen)

Lizzy é uma mulher à frente de seu tempo. Em pleno início do século XIX, ela não tem medo de lutar pela sua felicidade e só aceita casar-se por amor. Nesse caminho, ela demonstra muita inteligência e coragem, com diálogos afiadíssimos, nos quais ela inclusive enfrenta a aristocracia: a cena final dela com Lady Catherine de Bourgh é uma das melhores coisas do livro inteiro. Outro aspecto de Lizzy que se sobressai é sua capacidade de crescer ao longo da obra, de perceber seus erros e aprender com eles, sempre disposta a formar uma nova opinião sobre alguém.
(Adendo: Elizabeth e Mr. Darcy são meu casal favorito da literatura justamente porque eu vi o quanto os dois iam crescendo “juntos” ao longo do enredo ❤ )

3- Winston Smith, de 1984 (George Orwell)

Ai, esse livro. 1984 é uma série de facadas no coração: quando você acha que está se recuperando de uma, surge outra pior. Nesse universo assustador em que se passa o livro, a personalidade de Winston é um alívio e um breve sopro de esperança. O personagem passa o livro inteiro acreditando em um mundo melhor e lutando para mudar aquele em que vive. Os diálogos dele com O’Brien na terceira parte do livro são de encher os olhos pela inteligência de ambos (enquanto você não está com o coração acelerado de tanta aflição, claro).

4- Capitu, de Dom Casmurro (Machado de Assis)

Lógico que não podia faltar a melhor personagem do meu livro predileto da vida. Capitu é uma das mulheres mais maravilhosas da literatura! Bentinho passa a obra inteira tentando convencer o leitor de que sua esposa foi adúltera, e embora isso funcione com algumas pessoas, no meu caso só fez com que eu gostasse mais dela e menos dele. Capitu é forte, decidida, inteligente e corre atrás daquilo que quer. Ela não tem medo de se impor, de colocar seu ponto de vista. Capitu não mede esforços para que ela e Bentinho possam se casar, enquanto ele chega a ter dificuldade para perceber os sentimentos de ambos; tem uma paciência fora do comum para aguentar o marido doentio por bastante tempo; e concorda com Santiago em levar a separação a cabo. O único erro dela é continuar mandando cartas para Bentinho, mas levando em consideração que a história de Dom Casmurro se passa no século XIX…

Agora eu queria saber de vocês: o que acharam da lista? E quais são os personagens mais icônicos que vocês conheceram até agora?