Minhas citações preferidas

Daí que eu adoro “roubar” ideias alheias de post.
Eu não me orgulho disso.  Mas a verdade é que eu penso em fazer algo nesse estilo desde que vi o desafio das 52 semanas pela primeira vez, e o recente post da Livoneta só trouxe de volta essa vontade. Só que vocês já devem ter percebido que eu não gosto de seguir as típicas regras que costumam estabelecer pra esse tipo de coisa, então resolvi criar as minhas próprias regras pra brincar: serão três citações da literatura, três de séries e três de música.
Antes de começar, preciso esclarecer certas coisas. Algumas das citações foram escritas na língua portuguesa, mas outras vêm de obras em inglês. Nesse segundo caso, decidi manter as versões originais no post, mas caso você não entenda inglês, nada tema: é só ir até a seção de comentários que deixarei traduções livres feitas por mim de todas elas por lá. Ah, e vale mencionar que haverá spoilers no post, principalmente nas citações de séries. Você pode ler por sua própria conta e risco. De qualquer forma, deixei os nomes e os números dos episódios ao lado do nome do seriado pra vocês terem uma noção se já passaram pelo episódio em questão.
Sem mais delongas, vamos a elas

Literatura

Dom Casmurro
Existem milhares de citações do Machado que eu poderia ter incluído aqui, e talvez Dom Casmurro nem seja o romance dele com as citações mais marcantes e conhecidas por aí, perdendo o posto pra Memórias Póstumas. Mas é meu livro favorito, e cada vez que eu releio o grupo de capítulos que vai de “As Curiosidades de Capitu” (XXXI) até “Sou Homem!” (XXXIV) eu fico embasbacada. É impressionante como ele consegue resumir em pequenos detalhes alguns dos principais aspectos do livro como um todo. Isso sem contar que algumas passagens servem pra mostrar que Machado, quando quer ser poético, trabalha o lirismo de uma maneira tão dele e tão linda. Eu poderia separar aqui todo o trecho em que Bentinho descreve os benditos “olhos de ressaca” de Capitu, porque poucas coisas que eu li na minha vida são mais bonitas  do que aquilo, mas decidi escolher um trecho simples e curto que eu acredito que demonstre bem a personalidade dos dois personagens principais. Logo após o primeiro beijo, vemos como Capitu, mulher forte e dona de si, está em pleno controle da situação, enquanto Bentinho, amedrontado no seu complexo de inferioridade, fica ali, sem saber o que fazer.

“Assim, apanhados pela mãe, éramos dois e contrários, ela encobrindo com a palavra o que eu publicava pelo silêncio” – Machado de Assis

Incidente em Antares
Aaaaah, esse livro. Eu já falei tantas vezes dele nesse blog que vocês já devem estar enjoados. As pessoas que convivem comigo, então, não devem aguentar mais as minhas constantes recomendações pra que elas leiam Incidente em Antares o mais rápido que puderem. Não só ele tem um enredo extremamente instigante e que te prende por completo, ele também tem um final arrasador e um dos melhores trechos que eu já li, que ganhou até post no meu facebook (coisa que eu faço de vez em nunca). Acredito que sejam poucos os personagens que conseguem traduzir, como Cícero Branco o faz nessa citação maravilhosa, a hipocrisia humana desse nosso “baile de máscaras” e o modo como a elite faz de tudo para manter a plebe fora do baile, distante, num lugar onde ela não possa atrapalhar os “convivas felizes”. 

“(…) a vida mais do que nunca me parece um baile de máscaras. Ninguém usa (nem mesmo conhece direito) a sua face natural. Tendes um disfarce para cada ocasião. Cada um de vós selecionou sua fantasia para a Grande Festa. (…) E que baile! Também tomei parte nele e usei mil máscaras, mil disfarces. Aprendi a manipular a moeda corrente (falsa mas fácil) das mentirinhas cotidianas, das grandes mentiras e das meias verdades… Tornei-me um mestre em vossas danças e contradanças. Respeitei o vosso código, que manda aceitar as imposturas e simulações dos outros mascarados para que eles, em retribuição, aceitem as nossas…(…) Para vós o importante é que a festa continue, que não se toque na estrutura, não se alterem os estatutos do clube onde os privilegiados se divertem. A canalha que não pode tomar parte na festa e se amontoa lá fora no sereno, envergando a triste fantasia e a trágica máscara da miséria, essa deve permanecer onde está, porque vós os convivas felizes achais que pobres sempre os haverá, como disse Jesus. E por isso pagais a vossa polícia para que ela vos defenda no dia em que a plebe decidir invadir o salão onde vos entregais às vossas danças, libações, amores e outros divertimentos” – Erico Verissimo

To Kill a Mockingbird
A citação que virá a seguir é até um pouco paradoxal em relação à anterior. Ao mesmo tempo, ela é um sopro de esperança depois de um tapa na cara hahaha… já até falei dela uma vez antes aqui no blog. To Kill a Mockingbird procura mostrar para seu leitor uma série de preconceitos que permeiam a sociedade vistos pelos olhos de uma criança. Além do racismo que aparece com muita força no julgamento de Tom Robinson, o desprezo dos habitantes de Maycomb por Boo Radley também diz muito sobre como raramente nos colocamos no lugar do outro. A frase de Atticus é exemplar de algo que ainda falta muito hoje em dia: a empatia. Não podemos tentar entender as dores alheias sem antes perceber que não passamos pelas mesmas coisas.

“You never really understand a person until you consider things from his point of view (…) until you climb into his skin and walk around in it” – Harper Lee

Séries

Supernatural (Swan Song – 5×22)
Temos aqui mais uma citação que já foi mencionada nesse blog antes. Apesar de amar profundamente a série, penso muitas vezes se ela não deveria, de fato, ter terminado na quinta temporada. Não só porque eu ache que as temporadas posteriores são mais fracas e essa 12ª tá sofrível, mas também porque eu acho que Swan Song tem toda a carinha de um series finale perfeito. Os Winchesters conseguiram a vitória do livre-arbítrio fazendo a escolha mais bonita e mais coerente com o resto de toda a série: família. O amor que eles têm um pelo outro supera todas as coisas, salva o mundo e ajuda a confirmar para os humanos o direito que temos de escolher como queremos nossas vidas.

“Up against good, evil, angels, devils, destiny, and God himself, they made their own choice. They chose family. And, well, isn’t that kind of the whole point?” – Chuck Shurley

The Blacklist (Anslo Garrick – 1×09)
Existem poucas coisas mais deliciosas do que ouvir o incrível roteiro de The Blacklist na voz de James Spader. Reddington tem tiradas brilhantes, um humor afiadíssimo e uma risada muito gostosa de ouvir, mas os momentos em que ele mais brilha são aqueles com apelo emocional, em que o ator capricha nas pausas, na tonalidade da voz e na expressão. Não só o personagem tem histórias maravilhosas pra contar, como também faz monólogos com suas experiências de vida que são capazes de tocar até mesmo o mais frio dos espectadores. Nesse diálogo, ele pode até falar basicamente de situações que a riqueza dele pôde proporcionar, mas o sentimento como um todo é partilhado por todos os que assistem à cena. E essa merece não só ser lida, como ser ouvida (ela começa em 1:03 do vídeo).  Menção honrosa pra todo o diálogo final entre ele e a Liz no 3×02 (Marvin Gerard), que seria extenso demais pra reproduzir aqui e que é mais complexo do que uma citação só, mas nossa senhora que coisa linda ❤

“Have you ever sailed across an ocean, Donald? (…) On a sailboat surrounded by sea with no land in sight, without even the possibility of sighting land for days to come? To stand at the helm of your destiny? I want that one more time. I want to be in the Piazza del Campo in Siena, to feel the surge as ten racehorses go thundering by. I want another meal in Paris at L’Ambroisie in the Place des Vosges. I want another bottle of wine and then another. I want the warmth of a woman in the cool set of sheets. One more night of jazz at the Vanguard. I want to stand on summits and smoke Cubans and feel the sun on my face for as long as I can. Walk on the Wall again. Climb the Tower. Ride the River. Stare at the frescos. I want to sit in the garden and read one more good book. Most of all I want to sleep. I want to sleep like I slept when I was a boy. Give me that. Just one time. That’s why I won’t allow that punk out there to get the best of me, let alone the last of me.” – Raymond Reddington

Penny Dreadful (A Blade of Grass – 3×04)
Em primeiro lugar, sdds Penny Dreadful. Não é segredo que eu amo os episódios que são basicamente um “The Vanessa Ives Show“. Também não é segredo que ela e a criatura são meus personagens preferidos da série. Então um episódio que aborda o passado dela somado à amizade dos dois tinha tudo pra se tornar o melhor episódio pra mim. Junte-se a isso o roteiro MARAVILHOSO e não teve jeito: sou absurdamente apaixonada por A Blade of Grass. Ao longo de todos os quase 60 minutos de episódio eu senti meu coração ser destruído em diversos pedacinhos sem dó, então foi difícil escolher uma cena só como ponto alto, mas acho que essa citação fala muito dos dois personagens, então não teve jeito. E só de lembrar eu sinto um aperto gigantesco. E essa é outra que eu recomendo ser ouvida, porque MEU DEUS Rory Kinnear!

“I was at home, yesterday night past. And I was helping my son with a wooden ship model. That’s something we do. And he asked me about the ship. I said it was the kind of ship used for exploring the seas. And he said, ‘Where do they explore, Father?’. And I told him, ‘Everywhere. The Orient, Peru and even the frozen North’. And he says, ‘What’s that, Father?’. And so I told him it was the places all covered with snow. North of Scotland and even beyond that. And he said, ‘Do people live there?’. And I said, ‘No. It’s too cold and lonely all the time. No one lives there’. And I started to cry. And I couldn’t stop. My son took my hand. I couldn’t stop crying. (…) Because I realized I was wrong. One person does live there, where it’s cold and lonely all the time. So I tendered my resignation. I’ll stay on long enough to see you tomorrow. The last person you see before the surgery will be someone who loves you” – The Orderly

Músicas

Clocks
Por algum motivo, eu sempre senti que “Clocks” era a música que mais me representava, aquela que mais parecia ter sido escrita pra mim.  São vários os elementos responsáveis por isso: o piano, a participação dela em momentos importantes da minha vida, a ligação emocional que eu tenho com ela e esse trecho em específico. Acredito que a dúvida sobre ser parte da cura ou da doença é algo que aparece em muitas pessoas em diferentes momentos da vida, e ela paira na minha cabeça já por alguns anos a fio. Essa questão pode ser entendida a partir de tantas interpretações diferentes que daria pra fazer um post só sobre como ela se desdobra, mas sem dúvida ela sempre conversou muito comigo.

“Am I a part of the cure or am I part of the disease?” – Coldplay

Miniature Disasters
Essa foi uma das primeiras coisas da KT que eu ouvi na minha vida. Fiquei encantada com o refrão, mas acho que o trecho que mais falou comigo foi o finalzinho da segunda estrofe. Essa busca por entender melhor a si mesma quando o mundo a sua volta não facilita muito é algo bem real e bem profundo.Em diversas situações da minha vida eu tive a clara sensação de que não conseguia me comportar da forma como deveria, e de que falava uma língua diferente daquela que todos partilhavam. Porque, afinal, algum motivo eu tinha de ter pra ter escolhido o título dessa música como nome do meu blog, não é mesmo?! 

“And I need to patient, and I need to be brave / I need to discover how I need to behave / And I’ll find out the answers when I know what to ask / But I speak a different language / And everybody’s talking too fast” – KT Tunstall

Roda Viva
Ah, Chico… Esse homem é, definitivamente, meu letrista favorito, então foi difícil escolher apenas uma música pra constar nessa lista. 
Acho que daria pra fazer um compilado de citações preferidas só a partir das músicas do Chico. Pensei em “Construção”, mas a minha vontade seria de incluir a música toda, e não um trecho específico. Depois de muito penar, optei pelo comecinho de “Roda Viva” porque acho que ele passa uma mensagem que é, ao mesmo tempo, reflexiva e um pouco pessimista (e é minha cara gostar de coisas pessimistas). É bem triste pensar que nem sempre a gente consegue mandar na nossa própria vida, e que isso faça com que a gente às vezes sinta que paramos, que morremos, que não damos mais conta.

“Tem dias que a gente se sente / Como quem partiu ou morreu / A gente estancou de repente? / Ou foi o mundo então que cresceu? A gente quer ter voz ativa / No nosso destino mandar / Mas eis que chega a roda viva / E carrega o destino pra lá” – Chico Buarque

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Resenha: A Head Full of Dreams

Tradição é tradição, não é mesmo?
Para quem conheceu meu blog há pouco, vamos a uma explicação: oi, meu nome é Luiza, eu sou coldplayer e ainda não encontrei uma rehab decente pra me tratar. Desde 2011 que eu venho resenhando cada álbum novo que eles lançam, então você pode encontrar os textos sobre o Mylo Xyloto e sobre o Ghost Stories clicando nos nomes deles (só pra constar de novo, algumas das minhas opiniões mudaram de lá pra cá). Um ano e meio depois do último lançamento, contrariando o costume deles de darem no mínimo dois anos de intervalo entre os álbuns, veio ao mundo A Head Full of Dreams e é dele que esse ilustre post se trata.
Sim, eu sei que eles lançaram esse álbum dia 4 de dezembro e eu estou mais de dez dias atrasada. Também sei que eu tinha ouvido todas as faixas antes do CD sair oficialmente porque oi, vazou (no regrets). Na real o que demorou mesmo foi a confecção desse post, porque de lá pra cá eu não tive muito tempo (ou paciência) pra sentar e escrever tudo com calma, ouvindo as músicas de novo pra falar com mais detalhes de cada uma.

a head full of dreams
Podemos parar um minuto pra falar sobre essa capa? Por favor?
Quando foi que o Coldplay esqueceu que menos é mais? Quer dizer, analisemos as capas anteriores: Parachutes, A Rush of Blood to the Head (melhor álbum ❤ ), X&Y, Viva la Vida, Ghost Stories e a capa alternativa do Mylo Xyloto, todas elas primavam pela delicadeza, e em alguns casos até mesmo pelo minimalismo. A capa do GS, por exemplo, consegue ser cheia de significados e desenhos de modo suave, que não agride o olhar. Mesmo a capa coloridaça do MX é melhor que essa arte do AHFOD. Se ela fosse restrita ao fundo preto com a “flor da vida” colorida, eu amaria de paixão. Essa moldura, no entanto, parece uma mistura de muito lsd com muita preguiça e com a pretensão de ser alternativo, diferente. Ficou entulhado, gente. É até meio difícil identificar o que é o que ali, meu Deus! Senti uma felicidade absurda ao descobrir que essa moldura era só uma “capinha” que você podia tirar.

Capa de A Head Full of Dreams

Que maravilha tirar essa moldura!

Desculpa, precisava do momento desabafo. Voltemos ao lado musical.
Vou analisar faixa por faixa como de costume nos outros anos, tá bem? Então tá bem.

1- A Head Full of Dreams:
Acho que essa é uma das faixas mais bem escritas do álbum, tanto em melodia quanto em letra. Ela é basicamente a Charlie Brown dessa era, com o mesmo elemento de “hino”. Animada, porém ainda com alguns toques agridoces, ela coloca os quatro integrantes da banda pra trabalharem bastante: tem riffs de guitarra do Jonny, tem uma ótima bassline do Guy, Chris cantando lindamente (e piano no finalzinho), e principalmente Will sendo Will! Ultimamente cada música que esse baterista toca com viradas e sem cair numa linha meio eletrônica/repetitiva é uma vitória, minha gente. Pra completar, acredito que ela vai fazer um ótimo papel de abertura de show, levando os fãs à loucura desde o primeiro segundo.

2- Birds:
Antes de tudo, preciso perguntar: qual é a dessa obsessão deles com pássaros? Mas gente…
Uma das coisas que eu mais gostei nela foi o modo como ela vai crescendo aos poucos: primeiro só a bateria, daí entra a guitarra, depois o baixo e por último a voz. Birds intercala momentos maiores com outros mais suaves até os versos finais, em que ela vem numa progressão ascendente (com leves nuances de cordas) para terminar abruptamente de maneira deliciosa (mas cuidado ao ouvir no Spotify free, porque ele corta o final da música quando ele decide que é uma boa ideia colocar um anúncio no fim dela). E aqui vai um ponto pras transições do Coldplay, um destaque nos álbuns desde o MX, com esses pássaros passando a bola de Birds para a próxima música.

3- Hymn For the Weekend:
Juro que eu queria entender o critério do Coldplay pra mencionar alguém como “featuring“. Por que a Rihanna consta em Princess of China, a Tove Lo consta em Fun e nenhuma menção à Beyoncé nem no iTunes nem no Spotify, sendo que ela tem uma participação razoável na música? A não ser que tenha sido um pedido dela, eu realmente não vejo lógica.
Falando em Beyoncé, me sinto repetindo o que disse sobre PoC lá em 2011, mas essa música caberia muito melhor num álbum dela do que em algo deles – claro que aí ela provavelmente teria muito mais destaque, mas tudo bem. Já ouviram Homecoming do Kanye West? Ela é de 2008, lançada antes do Viva la Vida sair, e Hymn for the Weekend vai na mesma linha. Chris Martin sabia participar da música dos outros há sete anos, o que aconteceu de lá pra cá que ele resolveu adaptar as canções do Coldplay ao convidado (não incluo Lost+ nessa leva, porque aquele feat. parece “encaixado”) e não simplesmente topar a ideia de dar seu toque à música alheia? Eu juro que queria vir aqui elogiar a música, e acredito que se ela fosse um caso de “Beyoncé feat. Coldplay” eu teria muito de positivo a comentar, mas desse jeito…

4- Everglow:
Não sei se Everglow ganha como melhor letra do álbum, mas com certeza ganha como minha favorita, porque ô habilidade que eles têm de traduzir muito bem certas coisas que eu penso. A música fala sobre como pessoas que saíram da nossa vida (independente de como e de qual relação tínhamos com elas) deixam um brilho em nós. Acredito tanto nisso que guardo cartinhas de gente com quem eu perdi o contato há anos, mas que marcaram minha vida em algum período. O fato da Gwyneth fazer backing vocal nessa música só faz com que eu a aprecie mais ainda. Aliás, gosto de acreditar que a melodia foi escrita já com a letra em mente, porque essa coisa do piano no papel principal e os outros instrumentos de coadjuvantes caiu como uma luva para o tema.

5- Adventure of a Lifetime:
Eu juro que eu me esforcei pra gostar dessa música. Coloquei pra tocar no repeat, não funcionou. Achei que uma versão ao vivo ajudaria, não ajudou muito. Achei que com um clipe melhoraria, só piorou (temos quase um Paradise reloaded que nem fofinho consegue ser… terrível). O único jeito de AOAL me agradar foi com essa versão meio acústica. À exceção do baixo, a música toda me parece preguiçosa, repetitiva e irritante, estando junto de Lost+ e A Spell a Rebel Yell como músicas que eu definitivamente não gosto da banda =(
Vou procurar nem me alongar muito sobre os motivos que me levaram a não gostar da música porque eu não quero ficar aqui pagando de chata e reclamando. E também porque prefiro pular a faixa a ter de ouvi-la de novo, porque já me basta o desgosto deles tocarem isso em todos os programas que eles aparecem.

6- Fun (feat. Tove Lo):
MAS MEUS AMIGOS, é assim que se faz uma música com um convidado! À exceção da bateria no começo, que só se parece com as coisas dessa nova fase da banda (sério, Will, melhore), a música toda tem uma carinha de Coldplay com a adição de um leve toque da Tove Lo. Aliás, nossa, como a voz dela casou com a do Chris, gente! Quero a participação dela pra todos os álbuns a partir de agora – desde que em músicas desse tipo, claro. Toda a melodia, desde a guitarra, passando pelo baixo, pela voz dos dois e pelo violão até chegar num instrumento que eu não soube identificar – e que parece um xilofone – tem uma aura triste, de última tentativa, casando muito bem com a letra. Devo dizer que essa é a segunda vez que eles me dão um tapa na cara com um título que me leva a imaginar uma letra nada a ver com o resultado final (beijos, True Love).

7- Kaleidoscope:
Gente????? Kaleidoscope em português quer dizer “Mamãe, quero ser alternativo”? Não entendir
De qualquer forma, analisando Kaleidoscope por essa luz de música alternativa, ela cumpre perfeitamente o papel. Misturando um piano clássico no começo, com outro belíssimo de fundo para um discurso, e então Amazing Grace cantada pelo Obama (que nem dá pra ouvir direito, convenhamos) no final, ela tem toda a carinha de colcha de retalhos modernista HAHAHA. Não se parece com a obra típica do Coldplay, mas é ótima se vista com olhos diferentes.

8- Army of One:
Confesso que senti um pouco de falta de guitarra ao longo da música toda e até mesmo no fim, mas acho que no geral é uma faixa bem interessante. Talvez ela entre pra seguinte ideia que eu tive na primeira vez que eu ouvi o AHFOD inteiro: muitas músicas tinham potencial pra ser mais e ficaram ali, a um passo da praia. À medida que fui escutando o álbum completo mais vezes, essa sensação passou com a maioria delas, mas ainda ficou em Army of One. Gosto dela, mas fiquei com um gostinho de “podia ser mais”, sabem? E isso é curioso, porque até que gostei bastante do instrumental e da voz do Chris. Que falta que o Jonny me faz aparentemente…

Hidden track: X Marks the Spot:
Fiquei muito na dúvida se eu incluía essa música na avaliação por ela ser uma faixa escondida bem meia-boca e bem sem sentido pro Coldplay. De qualquer forma, acho que posso resumir o que penso dela com esse meme aqui.
Brincadeiras à parte, Chris, você não nasceu pra ser pseudo-rapper, enfia isso na sua cabecinha. E que letra pobre, hein, amiguinho?! “You make my heart go boom-bo-bo-boom“. Sério?! Seus filhos de 11 e 9 anos escreveriam uma letra melhor que essa.

9- Amazing Day:
Amazing Day é basicamente a balada romântica do álbum, e outro caso em que letra e melodia se encaixam quase que perfeitamente. Tudo nela é suave como um abraço de duas pessoas apaixonadas, transmitindo o mesmo tipo de alegria e aconchego. O piano e a guitarra trabalham bem a base da melodia, te acolhendo de maneira quase que imperceptível, e o baixo e a bateria funcionam como duas confirmações suaves do resto. Até mesmo os leves toques de teclado com efeito de cordas criam um cenário romântico e apaixonante, quase como se você fosse esse eu lírico que enxerga a vida como um “dia incrível” ao lado da amada.

10- Colour Spectrum:
Ai que delícia essa grafia britânica ❤
Essa música funciona também como uma colcha de retalhos, só que de elementos do próprio álbum. O fundo dela é o começo de A Head Full of Dreams, canção que dá nome ao álbum. A partir daí temos a Beyoncé cantando “I, oh I” e os pássaros do início de Hymn for the Weekend, o “woo-hoo” insuportável de Adventure of a Lifetime, o discurso de Kaleidoscope. Ainda tem mais um trechinho que eu não consegui identificar de onde seria – e que deveria ser de Amazing Day, pensando na coincidência das faixas ímpares do álbum. De qualquer forma, Colour Spectrum é como um resumo do resto da obra, te preparando para o final.

11- Up&Up:
Temos aqui a música mais longa da história da banda, com quase sete minutos. O mais legal, porém, é que embora eu não seja a maior entusiasta de faixas tão compridas, não senti incômodo em momento algum! A melodia flui muito bem, cresce na medida certa, os instrumentos são muito bem utilizados, tudo nela funciona maravilhosamente. E nossa, que saudades que eu tava de ver o Jonny com um solinho longo e com tanta voz numa música. Obrigada, Noel Gallagher, pela graça alcançada. Se quiser ajudar a compor músicas de todos os álbuns daqui pra frente, os fãs agradecem muito. Desde o MX que eles têm encerrado o álbum de forma magistral, e Up&Up é uma das canções mais interessantes do álbum, inclusive no quesito letra. Fiquei apaixonada desde a primeira vez que ouvi numa versão ao vivo e o amor não passou desde então.
P.S.: Como não amar fortemente o fato de que o coro das músicas é composto basicamente pelos filhos deles? ❤

Pra encerrar esse post já muito longo, queria falar um pouquinho sobre o álbum. Minha opinião já mudou à medida que eu ouvi mais e mais vezes, mas uma coisa continua sendo verdade: A Head Full of Dreams ocupa, junto com Mylo Xyloto, a última posição dentre os meus “álbuns favoritos” do Coldplay. A quem interessar possa, minha lista é essa aqui: A Rush of Blood to the Head soberano absoluto eterno, Parachutes, X&Y e Viva la Vida juntos em terceiro, Ghost Stories e, em último lugar, os dois supracitados.
A verdade é que eu acredito que todo fã deveria ser o maior crítico daquilo que gosta. A gente sabe a qualidade que a banda (ou qualquer outra coisa que gostamos) é capaz de alcançar, então quando algo não sai tão bom, é como se doesse mais do que pra quem não é fanático. Isso não quer dizer, porém, que eu acredite que eles deveriam fazer vários AROBTTH e nunca mudar o tipo de música que eles escrevem, mas sim que eles poderiam ter seguido numa linha diferente como a que eles adotaram no Viva la Vida, por exemplo. Tem sido meio triste pra mim ouvir esses álbuns cheios de altos e baixos, sabe?!
Enfim, perdão pelo desabafo final, mas é coisa de fã =)

Resenha: Ghost Stories

Oi, minha gente!
Tudo bom com vocês?

O Miniature Disasters completou cinco anos em janeiro e desde 2009 vocês vêm acompanhando algumas das minhas paixões musicais. Até o layout (ou leiaute, como diria alguém que eu conheço) do blog já foi 100% inspirado pelo clipe de Life in Technicolor ii e pelo show do Coldplay – o de 2010, da era Viva la Vida, porque né ¬¬’…
Pois bem, desde então essa banda mal-educada-que-cancela-turnês (não, ainda não superei) lançou dois álbuns: o Mylo Xyloto em 2011 (cuja resenha você pode ler aqui, alertando que algumas das minhas opiniões mudaram de lá pra cá), e o Ghost Stories esse mês! E já que eu fiz uma resenha pro MX, por que não fazer uma pro GS? Pois bem, aqui vai!

Primeiro, alguns esclarecimentos: a versão “original” do álbum tem nove músicas. Maaaaas-porém-contudo-todavia-entretanto, o Coldplay lançou uma versão exclusiva pra loja de departamentos Target com três músicas a mais. Vou analisar as duas versões. “Como assim?” Bom, vou dar um parecer sobre o álbum apenas com as nove músicas iniciais e depois com as três da versão deluxe. “Mas faz diferença, Luiza?“. Faz, sim, acreditem. E dessa vez vou comentar um pouco mais as letras (oi, álbum pra Gwyneth Paltrow) e vou abolir o esquema de dar notas pras músicas. Porque eu quero.
Então senta que lá vem muito texto!

1- Always in My Head:
O álbum começa muito bem com uma espécie de interlúdio feito por um coral. Depois, ouvimos a música em si. AIMH é uma das músicas do álbum em que mais se nota a participação da guitarra do Jonny, embora de modo meio repetitivo. O maior destaque está mesmo na voz do Chris e no baixo do Guy. A bateria do Will, no entanto, fica bem comum (algo bem frequente durante o álbum todo). A letra é bonita e bem escrita, fugindo do clichê das letras de amor que sempre ouvimos por aí.
P.S.: atenção toda especial para o backing vocal da primeira estrofe que é feito pela Apple, filha do Chris.

2- Magic: 
Ai, música que divide meu coração. A letra é comum, o refrão é repetitivo, mas a voz do Chris tá estupenda. Quanto ao resto da melodia, acho a primeira parte da música bem simples, coisa que outras bandas também fariam. A bateria eletrônica do Will durante quase toda a música também incomoda um pouco. Mas do segundo refrão em diante, a melodia vira outra coisa e adquire o toque mágico (oi, trocadalho do carilho) característico do Coldplay.

3- Ink: 
Como não amar Ink? Uma letra muito bem pensada, backing vocal do Will, uma melodia leve  com bastante teclado (adoro o fato de meus meninos serem todos multi-instrumentistas ❤ ), a bateria com a participação bem dosada, tudo encaixou direitinho na música, mesmo com a guitarra quase ausente.

4- True Love:
True Love funciona como delicioso recheio de um sanduíche muito bem composto. Fazendo a integração perfeita entre Ink e Midnight, True Love traz uma melodia quase tão agridoce quanto sua letra. Aliás, essa letra foi um tapa na minha cara: pensei que teríamos uma letra melosa e clichê assim que li o nome. Longe disso, a música é dolorida até mesmo nos pequenos detalhes, como na guitarra distorcida do Jonny ao final. Paixão à primeira ouvida <3.

5- Midnight:
Midnight foi a primeira música do Ghost Stories a ser divulgada e dividiu muito as opiniões dos fãs. Com um clipe GROTESCO que inclusive dificulta que a música seja apreciada completamente, muitos efeitos na voz do Chris e uma quase ausência dos outros instrumentos, muitos fãs (e eu estou inclusa nesse grupo) acharam que eles tinham enlouquecido. A letra era genial, mas de resto, Midnight colocou vários de nós em estado de alerta e com medo do que estava por vir. Hoje, ouvindo a música em conjunto com o resto do álbum e, principalmente, desvencilhada daquele clipe, digo que mudei bastante minha opinião sobre ela. Ainda tem seus defeitos: parece um pouco inacabada e os efeitos na voz do Chris me incomodam DEMAIS, mas aprendi a gostar de seu experimentalismo.

6- Another’s Arms:
Confissão do dia: não sei lidar com a voz do Chris cantando grave, no registro baixo. É sensualidade amor demais. Embora a letra seja um pouco fraca, a melodia é maravilhosa e é uma das músicas do álbum que melhor trabalha com os quatro instrumentos, além de uma voz feminina que faz bem mais sentido na versão estúdio do que na versão ao vivo. Só digo mais uma coisa sobre Another’s Arms: aquele “your body on my body” final me mata to-da vez.

7- Oceans:
Oi, Parachutes, vem sempre aqui? Oceans poderia estar facilmente na tracklist do álbum de estreia do Coldplay. Quase acústica, brincando quase só com o violão e com uma constante batida que imita uma buzina de navio, a letra melancólica e a voz suave do Chris fazem uma conexão direta com alguns trabalhos como Parachutes (a canção) e Sparks, por exemplo. Quem diz que “ain, depois do MX eles viraram pop e só estão preocupados em vender, mimimi” não ouviu Oceans direito. Depois da música em si, temos um interlúdio cheio de sons cotidianos (como ondas quebrando na praia ❤ e sinos de igreja) para introduzir a próxima música.

8- A Sky Full of Stars:
De fato, seria razoavelmente estranho passar de Oceans para A Sky Full of Stars de uma vez só, sem interlúdio. ASFoS (preguiça de ficar o tempo todo escrevendo o nome completo) tem uma pegada que retoma um pouco os idos da era anterior, principalmente graças à coprodução com o DJ Avicii (que, na minha humilde opinião, é o melhor DJ da atualidade). Uma letra beeem bobinha, fácil e chiclete. A melodia é boa, embora fuja completamente do estilo do resto do álbum. A música valoriza principalmente a voz do Chris, deixando os outros integrantes um pouco de lado.

9- Fly On/O: (Só deixando claro a divisão que eu coloquei no nome: a primeira parte da música, com o piano e tudo mais, chama-se “Fly On”, e a parte com a voz feminina cantando é O)
Logo na primeira v
ez que ouvi Fly On, num trechinho que foi divulgado durante a entrevista do Chris pro Zane Lowe, fiquei com o queixo muito caído. Eu não acreditava no que estava ouvindo, achava muito bom pra ser verdade. Em termos de melodia, o piano simples e de uma beleza fora do comum já me tirou da Terra. A letra? Magnífica, comparando o amor a uma revoada de pássaros que às vezes chega e às vezes vai embora. O baixo sutil, o barulho das aves voando, não tinha como não me apaixonar perdidamente. Minha música favorita do álbum, criando até uma coincidência com o MX, em que a minha música favorita também fala de pássaros e também “encerra” o disco. Depois que ela termina, ainda somos presenteados com a Apple cantando mais uma vez, em O.
E aqui vai um desabafo: sempre gostei muito das músicas do Coldplay porque me identificava imensamente com elas e porque elas surgiam em fases da minha vida em que eu estava precisando delas. Foi assim com Clocks, foi assim com Fix You, foi assim com Help is Round the Corner, foi assim com Up With the Birds, e foi assim com O. Impossível não amar com todo o coração.

Considerando o álbum até aqui, minha conclusão é: muito intimista, muito bonito, letras impressionantes, mas uma obra da dupla Martin-Berryman, com pouca participação do Jonny e do Will, o que me deixou um pouco preocupada.

Versão deluxe – bonus tracks:

10- All Your Friends:
Quando comecei a ouvir All Your Friends, percebi nela um clima meio dark que não aparecia no resto do álbum, mais melancólico. Isso me deixou muito feliz e animada, porque eu sentia falta desse lado um pouco mais rock da banda. Também foi bom pra ver uma maior participação dos nossos amiguinhos que tinham ficado um tanto apagados no resto do álbum. E com uma letra ótima, All Your Friends já me fez amar mais ainda a versão deluxe. Menção honrosa às notas bem graves de piano tocadas ao fundo da segunda estrofe, que foram um toque delicado, porém muito bem encaixado.

11- Ghost Story:
Mas eu não contava com Ghost Story! MEU DEUS, o que é aquilo? Coldplay sendo meio folk e usando todos os instrumentos lindamente! Eu quis ficar ouvindo as viradas do Will no repeat, de tanto que eu tava com saudades delas. A música toda é muito bem concatenada, combinando voz, violão, bateria, baixo, guitarra e uma letra maravilhosa! Ghost Story me fez muito feliz, mesmo! Não estava esperando por algo como ela. Ah, e menção honrosa à perfeita sincronização entre o “disappear” do Chris e o final meio repentino da música.

12- O (reprise):
Er… então… diz a lenda que nessa reprise quem canta é o Moses. Quem achar a grande diferença entre a voz dele e a da Apple e me contar vai ganhar uma bala, combinado? =P

Conclusão final da versão deluxe:  ESSE SIM, é o meu Coldplay. Álbum genial e maravilhoso, pra ouvir sem parar por um bom tempo.

Resenha: Mylo Xyloto

Bom, se você me conhece, ou leu o primeiro post do blog, ou conhecia meu outro blog, ou me segue no twitter, ou leu meu “Who the hell?”, eu acredito que você tenha prestado atenção num detalhe sobre meu gosto musical. Eu nunca deixei isso muito claro, mas eu AMO COLDPLAY. É minha banda favorita! E se você os detesta, PARE DE LER MEU BLOG ESSE POST AGORA! Prometo que terão posts que te agradarão, não serei hostil como soei na oração anterior. Mas também postarei coisas que te desagradarão enormemente. E por favor, não os critique de modo não-construtivo. Porque eu viro uma FERA quando criticam meu gosto sem ter qualquer argumento para fazê-lo. Se for criticar, seja o mais cordial e educado possível. Agradecida!
O post é MUITO longo, prepare-se!
E mais uma coisa: ouça o álbum na ordem!

1- Mylo Xyloto: minha tese de que o Coldplay sempre sabe como iniciar um álbum mais uma vez comprovada! MX tem uma áurea mágica, com seus pequenos toques de encantamento, e inicia com maestria um álbum que terá mais ou menos a mesma mágica da música.

2- Hurts Like Heaven: é um erro ouvir HLH sem ouvir MX antes. Confie em mim, é um grande erro! O começo de HLH soa incompleto sem MX. De qualquer forma, a música mantém a essência do Coldplay, mas dando uma nova cara à banda. A guitarra característica do Jonny, a voz ainda melódica de Chris Martin, porém mais apressada do que normalmente. Algo tão dançante não é o esperado deles, mas é deliciosa de ouvir e sair pulando pela casa.

3- Paradise: essa leva pra casa o prêmio de melhor clipe do álbum, e com certeza um dos melhores da carreira deles, apesar de meio doidão. Paradise, apesar do refrão repetitivo, consegue agradar, ainda que parcialmente, gregos e troianos: ela ainda tem um piano incrível, uma voz toda trabalhada, uma guitarra incrível e um baixo que, ainda que tímido, se faz notar.

4- Charlie Brown: muitos fãs definem Charlie Brown como o verdadeiro hino do álbum. E talvez ela realmente o seja. Eu gostaria que me apontassem um defeito dessa música, por menor que ele seja. Cada detalhe faz dela uma sinfonia coldplayer: o violão, a guitarra, o baixo, a voz, a letra, e o teclado (ou sintetizador, não consegui distinguir bem) ao fundo, tudo!

5- Us Against the World: chega a ser difícil falar sobre UATW sem transbordar emoção. Ela lembra um pouco o ideário de que “menos é mais”. Ela é simples, mas não se engane: são os pequenos detalhes que a tornam tão bonita. O back in vocal do Will? A guitarra, sempre no mesmo tema? O piano, que se mistura com um cravo ao final? Todas as anteriores!

6- M.M.I.X.: ainda não entendi muito o propósito dela. Se alguém souber explicar, agradeço.

7- Every Teardrop Is A Waterfall: sempre achei ETIAW uma música cativante. Eu não sei nem como explicar essa música, talvez porque muito do que eu gosto nela tenha a ver com a emoção de ter sido o primeiro single, e toda aquela expectativa que o dia 3 de junho envolveu.

8- Major Minus: apesar da voz do Chris um tantinho metalizada, essa música vale só pela guitarra ELETRIZANTE do Jonny e pelo baixo FANTÁSTICO do Guy.

9- U.F.O.: eu já imaginava que ia gostar muuuito dessa música, por causa das resenhas lidas, que diziam que ela tinha um pezinho no Parachutes. E tais resenhas não mentiram. U.F.O. conta unicamente com o Chris, seu potencial vocal de arrepiar e um violão muito bem trabalhado. Posteriormente, um toque de produção, que arremata a música, não a deixando parecer tão acústica.  U.F.O. prepara o terreno para o que eu considero a pior música do álbum.

10 – Princess of China: eu pensei seriamente em dar zero estrelas (borboletas) para essa música. O que me incomoda nela não é a Rihanna, achei que a voz dela casou MUITO bem com a do Chris. O problema é a música ser dela. Substitua mentalmente os sintetizadores por guitarras. Não melhoraria? E dê um pouco mais de movimentação pra bateria do Will, que fica a música inteira robotizada num “tu-ta-tu-tu-ta” desagradável. Se a música fosse dela, seria acima da média, como é o caso de Homecoming, do Kanye West. Mas sendo deles, acho que valeria a pena eles terem uma aula com o Maroon 5, no caso com essa música!

11- Up In Flames: música que me parece inacabada. Will ainda não se recuperou da robotização de POC e fica a música inteira no mesmo tema, ofuscando um pouco os outros instrumentos, mas menos do que ao vivo. Tirando isso, a música é muito boa.

12- A Hopeful Transmission: muito boa, e é necessário ouvi-la antes de DLIBYH!

13- Don’t Let It Break Your Heart: a grande surpresa do álbum! Nenhuma resenha falava dessa música com o potencial que ela tem! Achei-a incrível, muito bem trabalhada, e pra resumir o que eu sinto quando a ouço, digo que meu coração bate junto com o final da música!

14- Up With the Birds: do mesmo modo que o Coldplay sempre sabe como iniciar um álbum, eles sempre sabem como fechá-lo com chave de ouro. Eu esperava uma música boa, não uma tão perfeita e magnífica. Não sei nem direito como descrever a música sem deixar meu lado coldplayer transparecer em demasia! INCRÍVEL, sem mais! “And I won’t show or fear any pain. Even though all my armor might rust in the rain”