TAG: Como você era nos tempos de escola

Oi? Tem alguém aí? Vocês ainda se lembram de mim?
É engraçado pensar que, em tempos não tão longínquos, eu cheguei a passar meses e meses sem postar por aqui e isso não me incomodava. Em compensação, atualmente esses dois meses de ausência me deixaram bem triste. Depois de ter voltado de verdade pro mundo blogueiro, ter de me afastar dele porque a vida cobra certas obrigações (ooooi, tcc) não é a coisa mais agradável do mundo. Ainda não consegui responder direito os comentários dos dois últimos posts e não apareço nos blogs que mais amo há meses. Não me orgulho de nada disso, mas me orgulho menos ainda de abandonar meu tão amado Miniature às traças, então resolvi deixar esse post por aqui.
Vi essa TAG nos blogs das minhas queridas amigas Livoneta e Patthynete e resolvi copiar, mesmo. No regrets! =P

1- Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?
Eu era a cdf/nerd (peguei justamente a fase de transição do termo) calada da turma. Mas vejam bem: apesar da crença que muitos de meus colegas tinham, eu só estudava em véspera de provas. Quando eu era criança, chegava em casa e passava boa parte do dia brincando. À medida que os anos passaram, o computador foi quem tomou conta do meu tempo livre estudantil. Passei longas tardes do meu nono ano, por exemplo, twittando feito LOUCA (acho que foi minha fase mais ativa no twitter hahaha). Ainda assim, minhas notas eram muito boas.
Eu já falei um pouco da estrutura da minha escola, mas estudei a vida toda num colégio católico e pequeno de bairro tradicional. Quando penso no meu ensino médio sinto uma dor imensa porque a primeira coisa que vem à mente são os inúmeros defeitos da estrutura como um todo. Em compensação, tenho ótimas lembranças da fase da educação infantil e do ensino fundamental (principalmente do primeiro). Os recreios e as brincadeiras no pátio, principalmente ao lado das minhas amigas Lígia e Isabela, sempre me deixavam sorrir (e também já fiz post com uma história dessas na fase antiga do blog).

Aqui uma foto com as minhas amigas em alguma data comemorativa da primeira série.

Aqui uma foto com elas em alguma data comemorativa da primeira série ❤

2. Qual era sua tribo?
Hmmmm… a maioria dos amigos que fiz por lá tinha algo de similar comigo. Em muitos casos, a timidez e as notas altas foram dois grandes fatores de união, mas não sei se existe um nome específico pra essa “tribo”.

3. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?
Depende da fase da minha vida, mas pra generalizar, sentada em algum lugar com meus amigos. Curiosamente a gente parecia preferir ambientes abertos, tomando muito sol na cabeça hahaha…

4. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?
Nope. Pra ser mais exata, eu nunca sequer me apaixonei por alguém da minha escola. Também nunca manifestaram interesse por mim, então juntou a fome com a vontade de comer.

5. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?
Passar cola e colar numa questão são contra as regras, né?! Então me declaro culpada =P. Sempre fui da turma das “comportadas”, que eram elogiadas pelos professores por não falar em aula e etc (mal sabiam eles dos longuíssimos bilhetes que eu passava pela minha “aplicada” agenda). Mas não posso negar: já cheguei a passar cola até com MÍMICA.
Cabular aula não era um conceito possível na minha escola. Se você fosse pego fora da sala em horário de aula você levava advertência, e os portões para a rua só se abriam se você tivesse uma justificava muito boa para ir embora. Tive de aguentar anos e anos de aulas inúteis que eu adoraria ter matado HAHAHA

6. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?
SIM! Na verdade eu me lembro de duas: as pulseiras da Jade lá em 2002, quando eu tinha sete anos, e os tererês no cabelo na quarta série.

7. Qual foi o melhor e o pior dia?
Engraçado que consegui pensar em duas situações para cada caso.
Lembro de um dia na segunda série em que desatei a chorar de soluçar no meio do pátio em que estavam reunidas as turmas dos quatro anos do ensino fundamental I. Entendam: eu nunca gostei de ser o centro das atenções. Nem lembro mais o que tinha dado errado naquela situação em específico, mas lembro que estava passando por uma fase bem ruim da minha vida, eu tinha acabado de perder a minha mãe e, na verdade, aquilo foi só uma gotinha d’água num copo já bem cheio. Consigo me recordar também do pânico na cara das professoras e da coordenadora, que depois souberam lidar até que bem com a situação.
O outro caso de pior dia aconteceu no oitavo ano. Eu tinha tido ido muito bem numa prova geral, mas minha nota havia sumido. Depois de peregrinar pelo colégio inteiro atrás de alguma solução com a coordenação, fui meio que tratada feito lixo. Tive de me controlar muito para não chorar de raiva da situação – algo que acontece quase no automático pra mim. Apesar do lado ruim, essa memória traz um aspecto bom: foram dois grandes amigos meus que me ajudaram a lidar com aquele dia sem que eu matasse alguém. Talvez eles nunca leiam isso, mas como não me recordo de ter agradecido na época, aqui vai: obrigada, Gabriela e Luís <3.

Uma das melhores memórias também envolve esses dois amigos, e é curioso pensar no quão simples ela é. Trata-se de uma aula de matemática de revisão para a recuperação (à qual nenhum de nós precisava prestar atenção). Toda vez que o professor virava para a lousa, a Gabi e eu jogávamos bolinhas de papel no Luís (hahaha éramos duas pestes), as quais ele catava do chão e jogava de volta. O mais divertido era o modo como nós tínhamos de, indiretamente, prestar atenção no professor =P
A outra boa lembrança que tenho aconteceu fora do ambiente escolar, mas envolve a turma do nono ano. Depois da nossa “missa de formatura”, fomos todos a uma lanchonete da região celebrar. É uma memória agridoce porque muitos iriam mudar de escola no ano seguinte, então aquilo também tinha um ar de despedida, mas o lado gostoso dela prevalece.

Não estou bem nessa foto, mas não importa. O oitavo ano foi muito nosso <3

Não estou bem nessa foto, mas não importa. O oitavo ano foi muito nosso ❤

8. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?
Serve reclamar de professores na coordenação até alguns deles serem demitidos? Oops… =P
Tirando isso, nada.

9. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?
Não que eu me lembre. Quanto a medos, eu diria que eu tinha as inseguranças típicas de muitos adolescentes, mas só.

10. Sofreu ou causou bullying em alguém?
Olha, eu só pratiquei bullying cozamiguinho que levavam numa boa, conta?! =P
Quanto a sofrer, eu diria que sim, embora nada muito grave. Da terceira série ao ensino médio fui obrigada a aguentar gente que zombava de mim ou até mesmo me “odiava” (!!!) por conta das minhas notas. Além disso, enfrentei risadinhas e comentários beeem maldosos por ser um verdadeiro desastre em educação física.

11. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?
Essa pergunta é meio vaga porque não fica claro o que seriam essas apresentações: trabalhos? Feiras culturais? Danças de festa junina?
Nunca gostei de apresentar trabalhos por causa da timidez. A faculdade aliviou MUITO essa angústia, e hoje posso dizer que não fico tremendo ou com coração acelerado toda vez que preciso falar em público, mas durante o período escolar isso era muito real. Quanto a outros tipos de apresentação, diria que elas eram… normais?!

12. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?
Tenho muitas lembranças ruins, principalmente do ensino médio, mas não quero focar nelas para a resposta. No geral, minhas melhores memórias daquele lugar estão nas pessoas que ainda podem dividi-las comigo.  Algumas das que conheci lá, como a minha grande amiga Mariana, continuam ocupando um lugar muito especial no meu coração e na minha vida ❤ (nossa, que meloso hahaha).

Essa é uma foto da formatura do terceiro ano com Dona Mariana, uma dessas pessoas que ficou <3

Essa é uma foto da formatura do terceiro ano com Dona Mari ❤

13. Teve algum professor(a) ou funcionário que te marcou?
O primeiro que me veio à mente foi o grande Imperador, o professor Roberto que dava História durante o ensino médio. Dos professores que tive durante a minha jornada de colégio, ele foi, sem a menor dúvida, o mais apaixonado pelo que fazia. Eu ficava fascinada toda vez que o via iniciar uma aula e falar do tema com uma empolgação impressionante. E como eu sempre amei História, era unir o útil ao agradável.

14. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria pra você mesma naquela época?
Nossa, eu diria tanta coisa que daria quase pra fazer um post inteiro só sobre isso, mas vou tentar resumir.
“Luiza, pare de se estressar tanto com tudo de errado que acontece nessa escola. Não vale a pena. Você vai gastar saliva, perder horas de sono, se irritar e esbravejar de graça. E a sua saúde vai sofrer com isso em alguns momentos.
Sei que é difícil acreditar agora, mas pare de diminuir sua beleza. E também não dê tanta importância para o que os outros pensam ou deixam de pensar sobre você. Eu sei que você mente para si mesma sobre isso e vai me dizer que já não se importa, mas confie em mim, tenho mais experiência.
Por fim, não se desespere, dias melhores virão. Eu juro. Você não tem noção de como a faculdade vai te fazer feliz e de como ela vai te ensinar algumas coisas que irão muito além das matérias da graduação.”

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TAG: Liebster Awards

O mundo blogueiro às vezes te proporciona algumas surpresas boas. Recentemente reencontrei a Mari, dona do The Secret Shoot, que eu conheci lá no comecinho do Miniature Disasters, por volta de 2009/2010. O mais engraçado é que a gente não se perdeu em outras redes sociais, mas por algum motivo não visitávamos mais os blogs uma da outra. Ainda bem que já nos apressamos em mudar isso.
Pois bem, outro dia ela me indicou pra responder uma TAG/meme e cá estou eu para fazê-lo.

Regras da TAG:
– Escreva 11 fatos sobre você.
– Responda as perguntas de quem te indicou.
– Indique 11 blogs com menos de 200 seguidores.
– Faça 11 perguntas para quem indicar responder.
– Coloque a imagem que mostre o selo Liebster Awards (abaixo).
– Link quem te indicou.


Os 11 fatos sobre mim:
1- Quando era criança, quis ser “cientista” porque gostava de aprender sobre os planetas nas aulas do colégio. Daquela época até o dia em que me inscrevi em editoração muitas outras carreiras passaram pela minha cabeça, mas quem diria que um dia eu me interessei por uma carreira meio de exatas.

2- Raramente passo 24 horas sem ouvir música. Estar de fones de ouvido enquanto leio ou faço trabalhos, por exemplo, faz com que eu me concentre melhor, mesmo que às vezes eu pare pra cantar algum trechinho ou pra fazer air drums, embora meu instrumento favorito seja piano (e também o único que sei tocar).
Se quiser conhecer um pouco melhor meu gosto musical, recomendo três rádios do Spotify: a do Coldplay, a de Rock e a do Chico Buarque.

3- Não sei andar de bicicleta. Como ninguém da minha família sabe, passei a infância toda sem ter aulas e, consequentemente, não aprendi a andar por aí sem rodinhas. Hoje morro de medo de tentar e me esborrachar. Sabem aquela cena da Phoebe xingando o Ross porque ele largou a bicicleta? Me identifico pacas HAHAHA

4- Sempre que vejo essas pessoas que adoram fazer exercício eu me pergunto o que se passa na mente delas. Adoro dormir, adoro sofá, adoro fazer vários nada e provavelmente ficaria no pódio se existisse um concurso de preguiça

5- Sou a-pai-xo-na-da por vestidos. No meu mundo ideal, a temperatura oscilaria entre 23º e 25º pra que eu pudesse encher meu armário apenas com vestidos e usá-los todo dia. O mais curioso, porém, é que embora eu prefira esse calor mais ameno ao frio, botas e jaquetas de couro também estão dentre as minhas peças de roupas favoritas.

6- Depois de anos fracassando miseravelmente em qualquer tipo de desenho, recentemente aprendi ao menos a copiar o desenho alheio. Ano passado copiei o Calvin e o Haroldo (minha tirinha favorita ❤ ) no meu caderno e devo dizer que fiquei bem orgulhosa do resultado. Criar um desenho sem a base do lado, porém, ainda é tarefa impossível pra mim.

desenho calvin e haroldo

Digam se não ficou uma gracinha? 😍

7- Se você quiser me deixar feliz, chocolate é uma boa opção. Sou daquele tipo de pessoa que gosta de todos os derivados de chocolate (bolo, sorvete, mousse, bolacha, pudim, fondue…) e comeria em quantidades absurdas se não engordasse/aumentasse o colesterol. Só existe um erro nesse quesito comigo: chocolate branco.

8- Em 2009, graças à influência das donas Lívia e Patricia, embarquei num vício que só piorou ao longo dos anos: esmaltes. Dois anos depois desenvolvi alergia, mas isso não me parou: saí à cata de produtos 3free porque não consigo me imaginar sem esmalte nas unhas por muito tempo. Tenho um amor especial por esmaltes metálicos ou com glitter.

9- Odeio baratas com todas as forças do meu ser. Provavelmente “puxei” isso da minha mãe, que morria de medo e se escondia comigo no quarto enquanto meu pai tentava matar o inseto maldito. Cada vez que eu vejo um desse bichinhos horrendos na minha frente, eu preciso me controlar muito pra não dar escândalo.

10- Se tem um sotaque que me deixa maravilhada é o britânico. Migos, sério, esse negócio não é de Deus. Gosto muito de outros sotaques (principalmente do italiano), mas nenhum tem o mesmo efeito do britânico. Eu poderia ouvir eles dizerem qualquer coisa e ainda acharia lindo.

11- Desde que me conheço por gente eu fujo de conflitos como o diabo foge da cruz. Brigas, sejam elas verbais ou físicas, me deixam totalmente desconfortável. Eu tenho um perfil meio conciliador, sou do tipo que quer apaziguar os ânimos quando vejo duas pessoas queridas brigando. E se não consigo fugir de um envolvimento direto na discussão, provavelmente ficarei me sentindo mal por eras depois.

Respondendo as perguntas da Mari:
1- Por que você escolheu esse visual para o seu blog?
Essa é uma boa pergunta HAHAHA
Acho que depois de usar uma série de layouts mais coloridões eu decidi optar por um visual mais clean. Escolhi uma foto do meu piano pra complementar porque gostei muito dela. Por enquanto escolhi o meu tema favorito dentre os gratuitos do WordPress, mas quem sabe um dia eu não apareço com um personalizado, né?!

2- Por quanto tempo pretende continuar com o blog?
Acredito que várias coisas possam mudar na minha vida nos anos vindouros (olha só que lexico requintado), mas o blog definitivamente não está entre elas. Já passei por fases de pouquíssimos posts em um longo período de tempo, e talvez isso volte a acontecer no futuro, mas não penso em fechá-lo. Acho que gosto demais da ideia de saber que ele estará lá. Meu blog é uma espécie de porto-seguro cibernético do qual não pretendo abrir mão.

3- Depois de ter começado, já tentou viver sem o blog?
Entrei no mundo blogueiro em 2006 e desde então tive três blogs. O máximo de tempo que fiquei sem ter um espaço na internet foi pouco mais de seis meses, mas às vezes ainda fico distante.

4- Se tivesse que trocar de blog com outra blogueira, com quem trocaria?
Essa vai ser uma resposta piegas, mas não tem como fugir dela: pensei, pensei, e percebi que não conseguiria trocar meu blog com o de outra pessoa. Por mais que eu goste dos textos ou do visual do outro, o Miniature é tão pessoal que seria até meio estranho me desfazer dele. Além disso, a maioria dos blogs que eu curto também é bem pessoal, então também me sentiria “roubando” a individualidade do autor.

5- Que tipo de post você NÃO gosta de comentar em blogs?
Acho que não gosto de comentar naqueles posts em que sinto que o blogueiro não se conectou com aquilo que ele resenhou/recomendou, sabe?! Quando parece só uma apresentação de um produto, sem envolvimento do autor, eu não consigo me identificar. Gosto de textos com experiências pessoais.

6- De 0 a 10 que nota daria ao seu blog e por quê?
Eu daria uns 7 porque a minha frequência de textos é baixa. Mas né, adoro o Miniature de paixão, então a nota só podia ser alta. Sou meio suspeita pra falar HAHAHA

7- Se tivesse que dar seu blog para uma pessoa que não tem blog, para quem seria?
Acho que daria para o meu pai (embora saiba que ele não ia ficar muito feliz com isso, porque ele gosta de ler meus textos hahaha). Sei que ele gosta de escrever e que ele cuidaria bem do meu cantinho.

8- Como você decide o que vai postar no blog?
É uma decisão meio aleatória hahahaha… Na maioria das vezes o que se passa na minha cabeça é “olha, eu bem que podia falar de x no blog” e fim. Costumo refletir mais sobre o texto em si do que sobre o tema.

9- Para você o que é mais importante no blog?
Além de poder compartilhar um pouco das minhas experiências (blog pessoal ❤ ), gosto muito da interação que o mundo blogueiro permite. Conhecer endereços novos e responder comentários é sempre uma das partes mais prazerosas.

10- Se existissem regras no mundo blogueira, qual você gostaria que existisse?
Nunca me deparei com algo do gênero, mas na minha vibe meio paz e amor, eu proibiria ofensas pessoais.

11- Já passou por alguma situação constrangedora por causa do blog?
É provável que sim, mas não me lembro de nada agora pra responder.

Minhas 11 perguntas para as indicadas:
A Mari criou (e respondeu) perguntas relacionadas a blogs. Achei todas muito pertinentes e não consegui imaginar nenhuma outra sobre o tema. Como não vi quaisquer regras sobre as perguntas que deveria elaborar (e, de qualquer forma, adoro quebrar regras de tags/memes), minhas perguntas serão mais pessoais.

1- Se você pudesse abraçar um personagem (de livro, filme ou série), qual seria?
2- Qual o tipo de passeio que você mais gosta de fazer?
3- Se você pudesse escolher o país em que nasceu, qual escolheria? Por quê?
4- Qual a música que mais tem grudado na sua cabeça recentemente?
5- Qual a sua comida favorita? E bebida?
6- Se você só pudesse guardar uma foto, qual seria?
7- Qual é a sua lembrança favorita da infância?
8- Se você ganhasse na loteria, o que faria?
9- Qual instrumento musical você sabe tocar ou gostaria de aprender?
10- Qual presente mais te marcou na vida?
11- Se você fosse escrever um livro (ou fazer um filme/seriado, ou gravar um cd), sobre o que seria? E que nome teria?

Não sei bem quais blogs têm ou deixam de ter menos de 200 seguidores, então indicarei blogs mais pessoais que eu adoro (e que gostaria de ver as donas respondendo minhas perguntas). Aqui vai minha lista em ordem alfabética de nome das blogueiras: a (Carol) Yassui, do Flaws Made; a Lí, do BeLivs; a Mai, do Amável Formalidade; a Patthy, do Imaginatif; a Taty, do Enfim, veremos; a Thay, do Dreams; e todo mundo que visitar esse blog e se interessar em responder (porque obviamente eu tinha que quebrar alguma regra) =)

Uma caixinha mensal de surpresa e amor

Ou “minha experiência com a TAG: Experiências Literárias”.

Não é segredo para os leitores desse blog que eu sou inscrita em uma série de canais de YouTube, e dentre eles temos alguns booktubers, como a Tati que eu citei nesse post aqui. Pois bem, lá no final de outubro eu me deparei com esse vídeo da Mell Ferraz (<3), fiquei encantada com a ideia de uma caixinha mensal com um livro surpresa e, num raro ato meio impulsivo meu, resolvi assinar pra receber o kit do mês de novembro e ver se eu gostava da brincadeira.
Vamos a uma explicação mais detalhada sobre a TAG. Mensalmente, a equipe do projeto convida um curador para escolher um livro que ele ame e, depois de preparar todo um conteúdo extra muito cuidadoso, envia a obra aos associados. Esses curadores são referências das mais diversas áreas do cenário intelectual: além de escritores – Mário Prata, Luis Fernando Verissimo e futuramente Luiz Ruffato, por exemplo -, temos professores de filosofia, médicos, críticos, tradutores e todo tipo de estudiosos de outras áreas do conhecimento. Os livros indicados transitam entre alguns exemplares de não-ficção (como no kit de novembro do qual falarei daqui a pouco), e grandes autores da literatura. Além disso, todo mês os associados recebem um marca página personalizado, uma revista com mais informações sobre a obra, o autor e o curador e algum mimo correspondente ao livro do mês.
Uma das coisas mais legais do projeto, porém, é que a obra do mês seguinte fica basicamente em completo sigilo. A única coisa a que você tem acesso é um breve resuminho com dicas sobre o enredo e sobre o escritor, mas nada além disso. Se você bancar o detetive, descobrir qual o livro do mês seguinte e já o tiver na sua estante, pode contatar o pessoal da TAG para que eles enviem o kit de algum mês anterior, ou até mesmo cancelem a cobrança daquele mês.

Passei tempo demais explicando a experiência e até agora falei muito pouco de como eu a vivi. Como assinei nos últimos dias de outubro, o meu primeiro kit seria o do mês seguinte. Foi fácil perceber, a partir da descrição no site, que a obra indicada pelo Clóvis (professor da ECA, aliás <3) era de não-ficção focada em filosofia. Embora eu goste muito dessa área de estudo, confesso que tenho uma preferência por livros de ficção, então minha ansiedade dividia espaço com um medo de não gostar. Ao mesmo tempo. depois de muito fuçar na internet descobri que a obra de outubro tinha sido essa aqui do Poe, o que me deixou aliviada por ter descoberto o projeto apenas ao final do mês, já que ganhei um exemplar com a obra completa do autor de aniversário.
E então, antes que eu pudesse pensar muito, chegou meu primeiro kit.

Caixinha TAG

Os dois lados da caixinha de 2014/2015, com caricaturas de autores consagrados

Essa caixinha já era uma delícia de receber, o que me deixou três vezes mais empolgada do que já estava. Meu autocontrole para tirar as fotos antes de abrir tudo foi impressionante, mas como eu já tinha estabelecido que se gostasse da experiência esse post sairia, consegui me conter. À medida que fui desbravando a caixinha, fui também me deparando com outras pequenas alegrias.

Abertura kit

Primeiro kit: cartinha de boas-vindas, folhetinho explicando a experiência, um pouco do presente do mês e o embrulho com livro e revistinha.

Quem recebe o primeiro kit surpreende-se com o carinho que eles dedicam aos novos associados: além das etiquetas personalizadas, você é presenteado com uma cartinha de boas-vindas e com um folheto que explica um pouco mais de como funciona a TAG. Até dezembro de 2015, o livro vinha embrulhado com papel microondulado e barbante. A mudança de pacote foi um dos pontos altos do primeiro kit desse ano, mas não coloquemos os carros na frente dos bois.

Ímãs Nietzsche

Receber um presente personalizado para a obra é uma das partes mais deliciosas de receber a caixinha todo mês. Além de me questionar sobre o livro, eu fico sempre me perguntando qual será o mimo do mês. Em novembro, a surpresa foram ímãs do Nietzsche. Minha geladeira agradece a filosofia hahahaha ❤

Livro, marca-página e revista

Desvendado o mistério, a obra indicada pelo Clóvis foi Aprender a Viver, do filósofo francês Luc Ferry. Trata-se de uma introdução à filosofia, escrita para aqueles que querem um primeiro contato com o tema. Na revistinha, que é deliciosa de ler e dá pra devorar em poucos minutos, Clóvis conta um pouco de sua ligação com esse campo do conhecimento e explica a escolha da obra. Temos também muitas informações sobre o autor, sobre como surgiu o livro indicado e uma série de “ecos da leitura”, seção na qual somos apresentados a complementos diversos, que vão desde mais sugestões de leitura sobre o tema até filmes que possam interessar quem gostou da obra. Toda a pesquisa envolvida para a confecção da revista é de um cuidado lindo. No final, um teaser do livro do mês seguinte.

E chegamos em dezembro.
Embalagem 2014-2015

O que acontece quando você fez um trabalho que envolve Gabriel García Márquez pra faculdade? Isso mesmo, você mata a charada do último kit do ano na hora hahahaha…
Confesso que embora isso tire o “elemento surpresa” da coisa, também ajuda a te deixar mais ansioso. Eu não tinha o livro e adoro Gabo, então mal podia esperar para que o kit de dezembro chegasse, mesmo sabendo que talvez eu não fosse ler a obra tão cedo. Sabe como é, sou daquele tipo de pessoa que gosta de ter o livro comigo e vê-lo na estante mesmo que só vá lê-lo daqui mais de ano HAHAHA. Minha ansiedade para receber o mimo do mês, então, era enorme.

Selos Gabo

Selos iguais aos que foram feitos pelo governo colombiano em comemoração ao Prêmio Nobel de Literatura de 1982, gente! Como não amar?
Infelizmente o hábito de enviar cartas não é mais tão comum hoje em dia. Além disso, mesmo que esses fossem os selos originais e que eu pudesse usá-los, não sei se teria coragem de me desfazer de qualquer um deles ❤ De qualquer forma, guardarei com muito carinho.

Livro, marca-página, revista e selos

Preciso elogiar a arte dessas revistas: as ilustrações das capas são LINDAS!

Janeiro seria um mês bastante especial pra TAG e pra mim. Além de mudanças como um todo no kit, o curador do mês era Luis Fernando Verissimo, meu cronista favorito e escritor de alguns dos textos mais deliciosos que eu já li. Já até escrevi textos inspirada no estilo dele. Aliás, aproveito o espaço pra recomendar fortemente o conto “A Mancha”, presente no livro Os Últimos Quartetos de Beethoven e Outros Contos, que mistura humor e drama de um jeito que só Luis Fernando consegue fazer. Ô família maravilhosa ❤
Também desvendei rapidamente o mistério do autor recomendado por ele, mas preferi controlar a ansiedade e não procurar o livro para manter pelo menos uma parte da surpresa.

Caixinha nova

Nova caixinha, com livros e os dizeres “este kit contém amor”

Dentre as maiores novidades de 2016 está o redesign da caixinha. Eu gostava muito da anterior, talvez porque nela estivessem alguns dos meus autores favoritos, mas achei que o novo modelo ficou lindo e entendo a mudança. A alteração da embalagem, porém, foi muito mais interessante.

Embalagem nova

Nova embalagem personalizada para cada obra. Borrei as coisas escritas pra não estragar a surpresa de quem ainda não recebeu o kit de janeiro

A ideia da nova embalagem é que agora você possa encaixá-la na sua estante e guardar a revista junto com o livro. Personalizadas, elas vêm com alguma referência ao enredo – no caso, como se trata de um livro policial, a arma – e o nome do autor, que eu fiz questão de borrar pra não dar spoilers caso algum associado que ainda não recebeu o kit chegue nesse post. Achei o primeiro exemplar lindo e fiquei bem feliz com a mudança, já que morria de dó de jogar o papel microondulado fora.

Arma de papel

Já imaginava que o presente teria a ver com toda a aura policial da obra e do autor, mas achei uma graça eles enviarem uma arminha de papel com citação do livro para servir como marca página ou como decoração para a seção de obras policiais da estante. Detalhe que demorei mil anos pra fazer com que essa foto ficasse decente, até porque errei o lugar do dedão em algumas delas HAHAHA

“Mas Luiza, não é mais fácil – e mais barato – eu simplesmente comprar um livro numa livraria e pronto?”. Sem dúvida alguma, mas o prazer de receber a caixinha da TAG é totalmente outro. A questão não é apenas a obra do mês: é o carinho envolvido em todo o projeto. Quer dizer, só o processo de procurar uma referência intelectual para recomendar um livro já demonstra todo um cuidado, mas como se não bastasse isso, eles se preocupam em fazer uma boa pesquisa para a revistinha e em investir tempo para pensar num presente personalizado e elaborá-lo. Pra vocês terem uma ideia, eles já entregaram uma mini-vodka com rótulo customizado para acompanhar um Dostoiévski. Não me imagino cancelando a assinatura e mal posso esperar pelo kit de fevereiro, que, dessa vez, vai ser uma completa surpresa.
Se você se interessou pela TAG, pode encontrar ainda mais informações no site ou na página deles no facebook. Ah, e se decidir assinar depois de ler o meu post, coloca lá que recebeu indicação minha, assim eu recebo uma ecobag no mês que vem =P