Those Old Days…

“Noooossa, que página gigaaaante” – você não é obrigado(a) a ler. Essa é só uma coletânea dos meus textos favoritos que eu publiquei no meu antigo blog. Sim, esses são só alguns. Tem muito texto lá, e muito texto que não merecia nem passar pela pastinha da “Lixeira” no Windows, ir direto pro limbo seria a melhor solução. Isso é só pros curiosos que não conheceram o blog do UOL, e pra vocês verem a minha evolução! Espero que gostem! ^^ Os mais antigos tão lá embaixo, tá?! (Eu sei que é óbvio, mas vai que alguém pergunta…)

20/07/2011
Do lado esquerdo do peito…

O ano é cheio de datas comemorativas! Tem ano novo, carnaval, páscoa, dia dos namorados (que pra mim, é inútil há dezesseis anos, ha! #tudumtz), dia das crianças, Natal, e alguns feriados pelo ano afora que fazem a alegria das pessoas atarefadas. E existe o dia de hoje. Para quem ainda não sabe, mesmo depois de todo o alarde que foi feito sobre a data, hoje é dia do amigo!
Amigo… do latim amícus, que quer dizer confidente, favorito, protetor, aliado. Amigo, que ama, que demonstra afeto; que ou o que ampara, defende; e isso tudo de acordo apenas com o dicionário Houaiss! Eu nem comecei a dar a minha definição/opinião.
Amigo mesmo é aquela pessoa que nunca vai te abandonar. É aquela pessoa que vai saber exatamente o que você está sentindo, o que você quer ouvir. Mas também sabe o que você não quer ouvir, e sabe que tem a liberdade de dizer. Porque não importa o que aconteça, você não vai desistir dele. É a pessoa que pode fazer mil e uma burradas e você, depois de dar uma bronca, vai ajudar a concertar (a recíproca é verdadeira). É a pessoa que vai te ajudar e te apoiar quando você quiser fazer algo, mesmo achando que esse algo é errado, mas porque essa pessoa faria tudo pra te ver sorrir, e pra estar sempre ao seu lado. É aquela pessoa que você pode ficar meses sem ver e semanas sem falar, mas que vai parecer que foram horas. É aquela pessoa que você xinga, diz que odeia, briga feio, mas nunca consegue ter raiva de verdade.
Amigo não precisa ser aquela pessoa constante, com quem você nunca briga. Aquela pessoa que você conhece há anos. Aquela pessoa que você vê todo dia. Aquela pessoa que tem um comportamento igual ao seu (como por exemplo, serem ambos pessoas tímidas). Aquela pessoa que você sempre gostou, sempre simpatizou, desde quando vocês se conheceram. Aquela que tem os mesmos gostos que você. Aquela pessoa que lembra todas as datas e todos os detalhes. Mas pode ser aquela pessoa que você demora a pegar confiança. Ou aquela que você vê todo dia, há anos. Ou aquela que te faz rir e sempre sabe como te colocar pra cima. Ou aquela que se irrita muito fácil, mas sabe ser fofa. Ou alguém da sua família…
Amigo pode ser qualquer um em quem você possa realmente confiar!

01/05/2011
Uma última carta

Antes de mais nada, quero esclarecer que não guardo rancor. Que não tenho raiva, muito menos ódio. Também quero que saiba que não me arrependo de nada.
“Não se arrependa de algo que um dia te fez feliz”, dizem. Apesar da mágoa que corrói meu coração nesse exato momento, sempre me lembro dos momentos que tivemos, das risadas, das lágrimas, dos conselhos, das conversas. Um dia isso me fez bem. E me fez muito bem. Você foi muito importante pra mim, e sei que também fui para você. Os seus gestos me diziam isso. Hoje eles não dizem mais.
O que vou guardar de você são as memórias. Sempre que alguém disser seu nome, sua data de aniversário. Sempre que ouvir uma música que gostávamos, sempre que alguém me disser algo que remeta ao nosso passado. E é difícil escrever essa carta, assim como é difícil às vezes falar com você ou fazer cobranças, porque tudo sempre soa como um Adeus mascarado.
Pra ser bem sincera, o que eu sinto é um pouco de tristeza, misturada com saudades. Saudades daquilo que a gente foi um dia, tristeza porque essa realidade se esvai pouco a pouco, se já não se foi por completo.
Em resumo, essa carta é um misto de obrigada com boa sorte. Obrigada pelo passado incrível, e boa sorte no que virá, mesmo que eu não faça parte disso. Porque você merece.

Da Saudosa,
Luiza.

24/01/2011
Quem um dia imaginaria…

Quem um dia imaginaria que aquela menininha, de óculos quase fundo de garrafa, tão “caretinha”, um dia ia se tronar uma viciada em internet? Quem diria que ela se tornaria tão musical, a ponto de não viver um dia sem música? Quem acharia que ela, depois de querer ser cientista, pediatra, arquiteta e professora de história, ia acabar descobrindo uma paixão incondicional pela escrita e pelos livros?
Quem um dia imaginaria que aquela garotinha inteligente, introvertida e amarga de nove anos iria se tronar uma completa maluca, quando perto dos amigos? Quem diria, aliás, que ela faria algumas amizades, que no auge da sua infância, não existiriam nem em sonho? Quem acharia que uma criança que costumava ter paixões platônicas tão fáceis por garotos quaisquer, ia acabar se tornando uma adolescente “desapaixonada”, mas cheia de amigos do sexo oposto?
Quem um dia imaginaria que aquela criança que amava Palavra Cantada, Sandy e Junior, depois Hannah Montana e Hilary Duff, um dia viraria uma fã tão doente de Coldplay? Quem diria que aquela menina que só usava internet para jogar no site da Barbie, criaria tantas redes sociais e se acharia quase presa a elas? Quem acharia que ela passaria por tantas mudanças na vida e que, de certo modo, apesar de dores e momentos difíceis, isso faria bem pra ela?
Quem um dia imaginaria que essa menina resolveria se aventurar no mundo dos blogs? Quem diria que ela teria que passar por três blogs diferentes para, no último, finalmente se descobrir? E quem acharia que esse blog duraria, veja só, no mínimo dois anos?!
Não sei… não sei se alguém um dia pensou que todas essas coisas fossem acontecer. Mas aconteceram, e aconteceram outras coisas mais previsíveis, também! Todas elas, sem exceção, abrem um sorriso em meu rosto… porque se não fosse por elas, quem seria eu?
Não me conhece? É só ler, este blog sou eu! É por isso que, no sábado, dia 22, ele fez dois anos. E que venham mais 20.
P.S.: sim, o post está dois dias atrasado (#FAIL, baby). Sábado eu não pude entrar e ontem eu nem me toquei de que dia era…

09/11/2010
O impossível existe

Sempre ouvi dizer que “o impossível é só questão de opinião”. Pois que seja esta apenas a minha singela opinião: o impossível existe. E o outro nome dele é “dizer Adeus”!
A única coisa que ninguém consegue fazer é dizer “adeus” àquelas pessoas que você ama. Não no sentido literal, simplesmente dizer a palavra “adeus”. Mas sim, no sentido sentimental. Porque apesar da certeza que todo ser humano tem da finitude, nós não sabemos quando ela chegará. E nós nunca teremos a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou devemos.
O quanto nós amamos aquela pessoa, o quanto nos importamos com ela. O quanto sabemos que ela nos ama, o quanto nós queremos que ela seja feliz, o quanto nós apreciamos os momentos que passamos com ela.
Mesmo que digamos essas coisas todos os dias, sempre haverá alguma coisa pendente. Aquela briga que ficou mal resolvida, aquele ressentimento que nunca passou, aqueles momentos que a gente procura esquecer, mas que sempre vêm a nossa mente nessas horas.
E aquele sentimento de que sempre está faltando alguma coisa nos momentos importantes da nossa vida. Porque aquela pessoa nunca vai ver nossas realizações: aquela apresentação de ballet, aquele campeonato de futebol; a formatura do primário e do ginásio; aquele concerto de piano, o primeiro show da banda; a árdua jornada do vestibular vencida, a entrada no mercado de trabalho; o casamento, o nascimento dos filhos… e assim por diante. Ela nunca verá nossa evolução: tornaremos-nos pessoas melhores, e ela não saberá.
Dizer adeus é impossível, não importa por quantas experiências você passe. Apenas tente fazer da sua vida um “quase-adeus”. Diga o que deve ser dito, o máximo que puder. Faça, desfrute da vida! O sentimento de perda continuará o mesmo… mas a sua participação neste, parecerá um pouco menor…

“Ontem se foi,
Nós temos que seguir adiante
Eu agradeço pelos momentos,
E fico feliz que eu tenha te conhecido!
Os momentos que tivemos,
Vou mantê-los como uma fotografia
E te guardarei no meu coração
Sempre me lembrarei de você”

07/08/2010
Até quando?

Eu gostaria de saber escrever sobre o amor.
Sobre as borboletas que voam em mim quando te vejo…
Sobre o gosto que imagino de teu beijo, ou até que sinto…
Sobre o calor de teu abraço…
Sobre a doçura de tua voz…
Sobre como me derreto ao ouvir teus “eu te amo”, ou ao imaginá-los…
Sobre como te amo, como tua presença me enobrece…
Gostaria de escrever sobre tudo isso.
Gostaria também de sentir.
Talvez seja isso! É provável que esteja enferrujada. Faz quatro anos que não me sinto assim, e estou bem. É algo que não me faz falta. Por isso também perdi a inspiração.
Mas até quando? Até quando vou ser feliz sem isso? Sem ter um alguém pra me deixar suspirando pelos cantos, em meio de sorrisos um tanto abobados?
Até quando vou ter que esperar para que apareça um você para que eu sinta esse amor novamente?

20/06/2010
O tempo vai passar…

Era uma tarde de sábado, dia 19 de junho de 2010, e eu me encontrava parada, em pé, na fila de uma sala de cinema. Aguardava ansiosa ao menos a abertura da sala, enquanto observava um fato pitoresco na fila do cinema: supostamente, aquele era um filme para crianças. Claro que o primeiro da trilogia havia sido lançado há 15 anos, mas era interessante observar a quantidade absurda de adultos na fila. Sim, ela ultrapassava a de crianças.
O filme começava como quase que uma lembrança dos outros dois. Cenas do “passado” mostradas na tela como que de uma gravação caseira. Meu sorriso era enorme: ao som daquela canção que sempre amei, minha infância voltava toda, e as lágrimas quase vinham aos meus olhos.
De que filme eu falo? Toy Story 3! Sim, uma adolescente de 15 anos esperou o ano inteiro por um filme… de brinquedos? Pois é… fazer o que? Meu filme favorito até hoje, não podia deixar escapar o que seria o fechamento da história.
Logo quando aparecem os protagonistas, mais uma cena triste. Um sentimento quase que de perda. Mas algo relevante, se comparado ao resto do filme.
Ao longo do filme, muitas risadas, muitas confusões, muitas aventuras. O típico dos outros dois filmes, mas sempre de uma maneira inovadora. A amizade demonstrada entre Woody, Buzz, Jessie e os outros brinquedos é algo muito bonito, e que os salva tanto emocionalmente quanto literalmente.
Até aí, tudo rotineiro. Era mais um filme maravilhoso produzido pela Disney-Pixar. Se não fosse pelo final…
Confesso que fui forte. Já tinha começado a me desesperar na sequência anterior ao efetivo fim, porém me controlei por causa da maquiagem. Mas a pixar não podia terminar sua trilogia mais brilhante sem arrancar rios de lágrimas de mim e da maioria dos espectadores! LINDO: é isso que foi o final. Emocionante, comovente, triste, maravilhoso, que daria um nó na garganta de qualquer um que já não é mais criança. E quando a tela ficou preta, surgiu uma chuva de aplausos da plateia, em prantos.
O que tem de tão especial nesse filme? Simples: ele não fecha apenas a trilogia com chave de diamante. Ele fecha também parte da nossa infância, e traz com ela um sentimento de saudades, e de medo, de insegurança…
Nossa, eu não quero crescer!

22/01/2010
Um ano? Um ano!

Há exatamente um ano, dia 22 de janeiro de 2009, eu entrei no UOL, cliquei em “Blogs” (é, ainda era assim naquela época) e resolvi que já tava na hora de criar um. Ou melhor: criar outro. Depois de dois Blogs mal-sucedidos, tava na hora de um que prestasse. Com uma ideia e um nome condizente na cabeça, digitei “http://miniaturedisasters.zip.net” e o endereço estava disponível. Pronto! Era isso que eu queria.
Ao longo desse um ano, fiz várias vezes menções ao nome da música, e ao seu conteúdo. Aliás, o Blog fez jus ao seu nome em vários posts. “Desastres em miniatura e pequenas catástrofes me deixaram de joelhos. Então devo ser minha própria mestra ou os desastres em miniatura serão o meu fim”. Ao longo desse um ano, meus aclamados e aplaudidos visitantes acompanharam muita coisa. Acompanharam lágrimas, sorrisos, bobagens. E até uma mudança de comportamento, de escrita. Aguentaram a minha falta de educação enquanto eu não retribuía os comentários. Aguentaram de tudo comigo, e fizeram de tudo para que, várias vezes, esse blog me deixasse mais feliz.
AGRADEÇO mil vezes todos vocês! Todos que acompanharam minhas desventuras em série. Todas as amizades novas que eu nunca imaginei que faria e acabei fazendo, graças única e exclusivamente a esse blog (e ao twitter, também, admito… hahaha).
E sabem por que esse blog durou um ano? E talvez dure bem mais? Porque ele pressupõe quem eu sou. Não a criança que o “Música e Amizade” pressupunha (nome podre, eu sei, eu tinha 11, 12 anos, poxa!). Nem a garotinha fútil e boba que o “Lovelly Candy” pressupunha (ainda com um inglês péssimo, hahaha, que ótimo). Mas sim, eu! A Luiza, que vocês conhecem! Essa escritora iniciante que é cheia de crises existenciais, mas também #rialto… ou #cinemadedawsonscreek [/interna]. A Luiza complexa, das contradições, das loucuras! Essa Luiza! E se você ainda não a conhece, o prazer é todo meu!

05/01/2010
Você é minha oportunidade de ouro

Antes de começar, quero avisar que isso aqui é uma fic sobre como essa música (Moses) foi escrita. Óbvio que não foi assim, já que o Chris Martin escreveu essa música para a Gwyneth em 2003, quando eles estavam quase se casando (ou já tinham se casado, depende do dia e do mês da música). Então, obviamente, não foi assim que aconteceu (queria também fosse óbvio que eles não casaram, mas estão felizes até hoje… mimimi). Mas é assim que eu imagino… ah!, e não serão mencionados os nomes “Chris e Gwyneth”, o casal da história poderia ser você e o(a) seu(sua) namorado(a)/pretendente/whatever.
“Ela reclinava-se sobre a janela, olhando o belo dia que se fazia ali fora. O olhar, no entanto, permanecia vago, pensativo. Já ele, brincava com o violão, dedilhando notas à toa. Naquela casinha antiga onde todas as tardes eles se encontravam às escondidas, reinava o silêncio. Ela então passou a observá-lo, e depois de algum tempo, disse ‘Você o faria?’. Ele a olhou e perguntou-lhe ‘Faria o que? Perdi alguma coisa?’. Ela estava nervosa, ansiosa, mas procurava não o demonstrar. ‘Você se casaria comigo, se pudéssemos? Se tudo não estivesse tão complicado?’. Ele olhou-a, e disse docemente ‘Sim, eu o faria, se eu apenas pudesse, você sabe que eu faria… e eu o farei, seja quando for’. Voltou a dedilhar seu violão quando lhe ocorreu uma ideia. Uma grande ideia. Abriu um sorriso e disse ‘já está tarde, vamos embora, amanhã nos encontramos novamente.’ Ela, apesar de confusa, obedeceu ao pedido.
Passou-se a noite, chegou o dia seguinte. Quando ela entrou pela porta, ele já estava lá, aguardando-a, com o violão no colo, um sorriso no rosto, e uma folha de papel numa mesinha à sua frente. Ela, mais confusa do que no dia anterior, perguntou ‘o que?’. E ele, feliz da vida, respondeu ‘fiquei a noite inteira preparando isto. Espero que goste’.
E começou a tocar seu violão, acordes até que entrou cantando, em inglês, os seguintes versos ‘Me diga agora, você não quer ver essa coisa que acontece comigo? Assim como Moisés teve poder sobre o mar, você tem o poder sobre mim. Me diga agora, você não quer saber? Você é meu refúgio, um lugar onde posso ir. E você é o ar que, o ar que respiro. Você é minha oportunidade de ouro’. Nesse exato instante, todas as lágrimas que ainda estavam contidas naqueles lindos olhos azuis que ela possuía desabaram. E ele continuou com o refrão, que a deixou nas nuvens ‘e oh, oh sim eu faria. Se apenas pudesse, você sabe que faria. Oh, amor, eu desejo… ’. Ela se considerava a mulher mais feliz do mundo, e ele continuava ‘Me diga agora, você não quer ver a diferença que fez em mim? E eu esperarei, não importa o que diga. Eu esperarei dias e dias e dias’. Ela permanecia sorrindo e chorando compulsivamente. E então, veio a parte final ‘se o céu for cair, deixe cair sobre mim. Se você for desmoronar, desmorone sobre mim. Se o céu for cair, deixe cair sobre mim.’
Ao final da música, ela correu ao seu encontro e eles se beijaram várias vezes. E ela repetia, incessantemente, que o amava. Molhava seu rosto com lágrimas de alegria.
E o resto? Não importa…”

18/07/2009
A razão de esse texto existir

Será que aqueles grandes escritores, que escreveram textos lidos por muitos e grandes livros, um dia perguntaram-se “Por que escrevo?”? Talvez só quando novatos, como eu nesse momento. Não estou me comparando com esses grandes, porque, apesar das pretensões, talvez eu nunca chegue lá. Mas sou uma novata, afinal, não sou?
E por que escrevo?
Escrevo porque não encontro outra maneira tão incrível de me expressar.
Escrevo porque me sinto importante escrevendo.
Escrevo porque é a coisa mais prazerosa que existe.
Escrevo porque adoro ouvir quando dizem que gostaram de ler aquilo que fui eu que escrevi.
Escrevo porque sinto a escrita.
Escrevo porque escrever é algo mágico.
Escrevo porque não há coisa que me faça mais feliz.
Escrevo porque é algo que consigo fazer.
Escrevo para não ter que engolir a dor que sinto por vez ou outra.
Escrevo para poder despejar meus sentimentos em algum lugar que me console.
Escrevo para poder dizer o que penso e sinto.
Escrevo para mostrar minha dor, nem que seja apenas para mim mesma.
Escrevo para viver.
Vivo para escrever.

09/07/2009
Antes de tempestade (Mini songfic)

Ela permanecia sentada. Ele andava de um lado para o outro, desenfreadamente. Lágrimas molhavam as faces de ambos. Não poderia ser o fim. Mas tudo parecia inevitável. Ela estava ficando um tanto irritada com o fato de ele ficar andando tão desesperadamente de um lado ao outro. Disse: “Ficar andando não fará diferença alguma! Por favor, sente-se.”.
Ele parou repentinamente e sentou-se. Disse: “Mas eu queria que fizesse”. Ficaram sentados lado a lado, pensando.
“Thinking back to where we started (Voltando a quando nos conhecemos)
And all we lost, all that we are (E tudo que perdemos, tudo que somos)
We were young and times were easy, (Nós éramos jovens e tudo era mais fácil)
But I could see it’s not the same (Mas pude ver que não é a mesma coisa)”
Eles se entreolharam e seus pensamentos perderam-se naquela troca. Era o fim? Não, eles não sabiam a resposta. Desejavam, com todo o fervor, que não fosse, mas poderiam continuar com tudo aquilo? Será que não fora só um romance de duas pessoas muito jovens, e agora era hora de amadurecer? O que fazer? Deram-se as mãos.
“Standing out in the rain, (Esperando debaixo de chuva,)
Need to know if it’s over, (Preciso saber se acabou,)
Cause I will leave you alone. (Porque eu te deixarei)
I’m flooded with all this pain, (Estou inundado por essa dor)
Knowing that I’ll never hold her, (Sabendo que nunca vou abraçá-la)
Like I did before the storm (Como eu fazia antes da tempestade)”
Silêncio. Horas de silêncio. Silêncio talvez nostálgico, talvez promissor. Talvez triste, talvez confiante. As mãos continuavam entrelaçadas. Ela deitou a cabeça em seu ombro, e ele suspirou. Lembranças vinham a todo momento. Pareciam realmente lembranças de algo que ficou para trás.
“With every strike of lightning (Com cada fragmento de luz)
Comes a memory that lasts (vem uma memória que dura)
Not a word is left unspoken (todas as palavras foram ditas)
As a thunder starts to crash (como um raio que atinge a terra)”
O relógio, pela primeira vez, foi consultado. E ambos perceberam o quão tarde era. Precisavam se despedir, fosse essa despedida temporária ou não. Levantaram-se e abraçaram-se mais carinhosamente do que nunca.
“Standing out in the rain, (Esperando na chuva)
Knowing that it’s really over (Sei que realmente acabou)
Please don’t leave me alone (Por favor não me deixe)”
E então beijaram-se. Beijaram-se como nunca fizeram antes. O beijo tinha um gosto diferente, um pouco amargo, porém extremamente doce. Separam os lábios, olharam-se, e seguiram cada um o seu caminho. Ambos se perguntando se eram muito maduros para aquele relacionamento ou muito jovens para aquela dor.

28/06/2009
Procurem outro alguém pra culpar

Eis mais um defeito meu: eu sou cabeça dura. Quando coloco algo na cabeça, nem um trator tira de lá. Às vezes, isso pode ser bom. Afinal, existem certas coisas das quais é realmente melhor não desistir. O problema de isso tudo é que não admito erros. Teimo, teimo e teimo mais um pouco.A última coisa com a qual eu teimei, é que sempre colocam a culpa em mim, quando eu nunca tenho culpa. Estou metade certa, metade errada. Sim, sempre colocam a culpa em mim. Além de jogarem várias coisas nas minhas costas assim, como se fosse fácil andar por aí com cinco sacos de arroz nos ombros. E isso me cansa, sabe? Me deixa louca quando eu digo “ah, e a culpa é minha?” e as pessoas respondem “não, é minha” (com ironia) ou “é de quem então?”. Mas eu estou começando admitir que, de vez em quando, eu também erro aqui e ali. Quer dizer, todo mundo sempre erra e disso eu já sabia, mas nas situações em que me colocam um erro, eu nunca o acho. Agora, num súbito segundo, eu pensei que até nos meus primórdios da infância eu não admitia a culpa. Eis a história:
Estavam duas crianças no pátio de uma escola. Elas brincavam e se divertiam, faziam uma pequena “trilha” naquele “curto” recreio. Depois de minutos brincando, elas pararam para lanchar. Sentaram-se naquela pequena escada e abriram suas lancheiras para comerem seu lanchinho da tarde. Mas elas não contavam com o elemento surpresa: bem em frente de onde elas estavam sentadas, brincavam, a coordenadora e algumas alunas, de pular corda.A coordenadora, que gostava muito delas, começou a chamá-las para irem brincar junto. Elas recusaram, disseram que não sabiam pular corda. Mas, de tanto a “tia” insistir, elas acabaram aceitando. Pularam muito mal, pediram pra desistir e ela as liberou.Elas novamente voltaram à tarefa: comer o lanche. Mas então tocou o sinal. “E agora?” perguntaram-se. Subiram para a sala. Chegaram pra professora, e morrendo de fome, disseram na maior cara de pau “Tia, não comemos o lanche.”. A professora, surpresa, perguntou por quê. E elas responderam, novamente, na maior cara de pau “Foi culpa da Tia Fulana (coordenadora)”. Por isso que eu adoro crianças, pela cara de pau e ingenuidade delas.E então, lá foram elas para a outra sala, comerem suas bisnaguinhas e tomarem seus Kapos, e ficarem se matando de rir sem o menor motivo. No fim, levaram uma pequena bronca da Tia coordenadora, mas nada muito sério.
Pois é, no fundo a história é divertida e até hoje eu e minha amiga nos matamos de rir por causa disso. Juro que eu não sei do que a gente tanto ria, mas foi muito engraçado tudo aquilo. Mas vamos admitir que eu realmente tenho um pé em não assumir culpa, certo?!

19/05/2009
Quem é ela?

Quem é aquela garota que senta na primeira carteira da fileira perto da janela? Aquela, de cabelos e olhos castanhos? Aquela, alta, que usa uns óculos roxos, aparelho transparente nos dentes? Quem é ela?
“Ela? Ela é uma menina que quando você vê, parece uma e quando você conhece, ela não é nada do que você pensou, por isso que é impossível não gostar dela!”
“Essa menina é aquela que sempre apóia, apesar de ser pessimista, aquela menina perfeita, amiga, minha IRMÃ (em letras garrafais, arial 80), que tem crises comigo, grita comigo, chora e ri comigo, LOUCA, DOIDA, e que eu tenho muito orgulho dessa irmã louca, que eu amo mais que chocolate!”
“Quem é ela? Uma garota que tem seu jeito de ser! A menina feliz… Só sei de uma coisa, eu a amo s2”
“Ela? Ah, é apenas mais uma garota como todas as outras, mas com algo em especial, misterioso, que ela esconde debaixo de sete chaves, em lugar no coração. É aquele jeito, aquele meio sorriso às vezes envergonhado, aquela meiguice que faz ela ser diferente e conquistar tantas pessoas. Ela é minha irmã que eu não abro mão e que eu moveria céus e terra para ver sempre feliz. Sim, é ela, aquela que sente, que chora, que ri, que sofre, que ama, que grita, que encanta, e ela é única.”
“Bom, eu não sei de quem eu estou falando, mas eu acho que ela é muito legal, amiga, companheira, cabelo repicado tamanho médio. Ela é alta, esbelta, de corpo normal. Ela toca piano e tudo mais. Eu acho que ela deve ser leal e muito verdadeira. Espero que ela venha no meu casamento dia 15 de novembro de 2019. Eu vou casar em Funchal, casa do meu marido =D. Beijos mulher invisível!!”
“Ela é uma menina que é uma menina, uma menina que não é aquela menina, ela é a menina, e é isso que faz dela uma pessoa única!”
“Ela? Bom, essa garota é diferente, mesmo conhecendo-a muito bem. O humor, que às vezes me assusta, também pode ser igual ao meu: louco e feliz! E eu a amo mesmo com as qualidades e defeitos.”
“Ela? Uma garota engraçada, divertida, bonita, muuuito inteligente e totalmente doida. Resumindo, uma garota perfeita! E eu a amo!”
“Quem é essa garota? Essa garota que parece louca, mas não é?! Ela é uma amiga em que se pode confiar. E aquela garota que apóia os amigos nas horas que eles precisam. Quer saber quem é ela? Ela é uma amiga. Uma grande amiga.”

Ela é a garota que vos fala.E ela fez, nesse domingo que se passou, quatorze anos.

Colaborações (em ordem): Ana Flávia, Gabriela, Isabela, Jéssica, Lígia, Luís, Mariana, Marina, Nicolay.
*Pequeno adendo em 2012: Obrigada a todos vocês pela amizade. Não importa quanto tempo ela tenha durado, valeu a pena!*

De 08/04/2009 a 15/04/2009
Poemas e Prosas

O limite de estar viva
Ela perdia-se no espaço tempo. O buraco negro da solidão. Aquela fresta de luz irritante anunciava todo o pranto no qual vivia. Um minuto em toda a sua existência fizera com que todas as lágrimas que existiam dentro dela desabassem. Agora estava vazia. Incompleta. Ela havia perdido seus sentidos. E, de alguma forma, estava mora. Morta por dentro. Vivia apenas por viver. Vivia porque não tinha nem sua força de vontade para morrer.
Ela estava ali, parada. As pessoas olhavam, com estranheza. Mas ela já não mais reagia. Ela nem percebia. O mundo acabara para ela. Ela era apenas pele, carne e osso. Ela estava ali, mas sua mente não. Sua mente estava perdida. Perdida naquele momento. Naquele acidente. Naquela fração de segundo que matara todos que amava.

Relógio
Aqueles três ponteiros giravam.
Denotando a passagem do tempo.
Eu queria que tivessem parado.
Naquele saudoso momento.

Mas eles continuam girando.
Sempre e sem parar.
E eu aqui continuo.
Aqui continuo a olhar.

Meus olhos bem fixados.
Naqueles três ponteirinhos.
Que pareciam parados.

Meu pensamento atordoado.
Por aqueles minutinhos.
Sem você ao meu lado.

Um sorriso
Ela o olhou com um simples sorriso puro. Aquilo mudou seu dia. Todos aqueles momentos catastróficos que antecederam aquele sorriso desapareceram. Naquela simples mostra de dentes. Naquele simples olhar sorridente.
E aquelas deliciosas gargalhadas fizeram-no sonhar sobre toda aquela pureza, alegria, despreocupação que um dia tivera. E era tão gratificante viver no passado. O presente só doía e machucava.
E ele nunca mais esqueceu daquelas risadas deliciosas que fizeram seu dia. E aquele sorriso. Um sorriso que representava o passado. Um sorriso encantador de criança.

Vivi
Como eu vivi?
Vivi alegremente, perigosamente.
Vivi na tristeza, cautelosamente.
Vivi na solidão, amando a mim.

Vivi com alguém, amando-o.
Vivi sem pensar, chorando.
Vivi a me preocupar, sorrindo.
Vivi as contradições, todas as emoções.

Se me decepcionei?
Se me perdi?
Se fui feliz?
Se me diverti?

Sim, todas essas.
Mas das experiências que tive,
Uma para sempre guardarei:
O amor que tive por você.

11/03/2009
O primeiro amor a gente nunca esquece.

Tudo começou naquela apresentação, em 2004. Os dois estavam se preparando para tocar seu instrumento: piano. Eles estavam na coxia e, sem qualquer motivo, ele disse “você está bonita”. Ela agradeceu e, mesmo que inconscientemente, foi naquele exato momento que ela passou a amá-lo.Era uma paixão um tanto infantil, como todas as outras que ela tiver até hoje. Mas era um tanto mais complexa, constante e forte do que as outras. Foi o que ela considera seu primeiro amor.Ela foi percebendo sua paixão aos poucos. E, então, era Fulano pra cá, Fulano pra lá, coraçõezinhos por todos os cantos. Toda quinta-feira, ela se arrumava toda para que fosse notada naquela pacata aula de música, enquanto ele conversava com a outra garota. Ela adorava todos os momentos que ele falava com ela. Adorava suas piadinhas. Adorava seu perfume.Ele a considerava a melhor aluna. Às vezes, ele a corrigia quando ela errava, com um sorriso no rosto. Ela ficava encantada. Quando a professora lhe pedia uma resposta, seu coração disparava por medo de errar e decepcioná-lo.Ela sonhava com seu primeiro beijo. Nas apresentações, ela tentava ficar ao lado dele nos agradecimentos só para tocar na sua mão.Mas depois de mais ou menos dois anos, aquele amor foi se dissipando lentamente. Ela continuava a rir de suas piadinhas, continuava a conversar com ele e deixava-o corrigir seus erros, mas o coração não disparava mais. Depois dele, ele não se apaixonou de novo. Houve alguns “amores bobos” que não duraram nem um mês.Ano passado ele faltou em quase todas as aulas. Ela não sentiu muita falta. Na única aula em que ele foi, disse “você está diferente. Está mais bonita!”. Ela disse que continuava a mesma e agradeceu o elogio. Hoje, quando eles se encontram, se cumprimentam e seguem adiante. E ela nem lembra que, um dia, era perdidamente apaixonada por ele.

16/02/2009
Constante em minha vida

Outro dia me peguei pensando sobre o meu medo. É incrível como ele me acompanha desde quando tudo aconteceu, em 2003. Não vou contar nada sobre esse acontecimento, quem me conhece ou vai lembrar ou vai deduzir. Só não queria estranhos com pena.
Eu tenho um certo problema com a pena. Não é que eu queria esquecer, não é que eu queria fingir que não aconteceu, não é que não queria falar sobre isso porque ainda não superei. Eu apenas tenho um inexplicável problema com pena. Por isso que quando alguém fala que morreu um parente, eu fico quieta, na minha com a minha cara de desesperoporque eu quero dizer alguma coisa, mas não consigo, a fala não sai. E é isso que gostaria que fizessem quando conto minha história.
Mas voltando ao assunto do meu medo, eu o tenho desde 2003. Cheguei até a chorar em sala de aula uma vez (eu sempre detestei chorar em sala de aula) porque era algo muitoforte. Mais forte do que eu. Na verdade, esse medo sempre fez parte de mim, assim como faz parte de você – leitor, faz parte de qualquer um. Mas eu nunca tinha pensado nele, ele nunca tinha se apossado de mim.
A partir de quando tudo aconteceu, ele passou a ser uma constante em minha vida. Toda noite, eu pensava nele, eu não conseguia dormir sem pensar em qualquer outra coisa. Isso repetiu por três anos a fio. Até que ele começou a rarear. Hoje, só às vezes que ele bate assim, sem explicação.

“Esses que estão mortos,
Não estão mortos.
Eles ainda vivem na minha cabeça.”

2 comentários sobre “Those Old Days…

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